Sou de moda

Acho que fiz meus pais se divertirem e também se descabelarem quando eu era criança. Baita criança pra inventar moda. Cada hora era um ideia difererente. Festa de aniversário pras bonecas (tinha que ter bolo). Teatro com pipoca (tinha que chamar todas as crianças da rua. Cenas improvisadas – fazia stand up já naquela época). Festa Junina com fantoches (?). Isso quando eu não cismei que queria ser atriz de Chiquititas: escrevi uma carta quilométrica (mesmo) para convencer meu pai a deixar e até chegamos a ligar para agências.

 

Haja paciência para essa criança que cada hora queria uma coisa diferente, às vezes todas as coisas, e às vezes, nenhuma. Só queria ficar no meu quarto, conversando com bonecas e planejando a próxima ideia a ser executada…

 

Hoje em dia, quando comunico para as minha amigas que comecei uma atividade, já percebo algo com um "lá vem…" (haha!). E é difícil listar aqui as inúmeras coisas que já quis aprender/fazer, todas abandonadas por um motivo ou outro: dei azar, não foi legal, não curti ou simplesmente: adeus. Sem cerimônia, sem drama (ok, um draminha porque faz bem…). 

 

Não tenho medo de tentar, ir lá, pagar e ver. O meu relógio não conta horas perdidas, momentos desperdiçados. Cada tentativa me deu algo, me deu pessoas, me deu momentos. Há quem justifique com "busca eterna de preenchimento de vazio", "falta de maturidade para término de coisas", mas eu só nomeio como "fui lá e voltei. e quando der vontade, eu tento de novo". A minha sorte? Meu trabalho nunca é entediante. Acho que tenho um dos melhores trabalhos do mundo para pessoas facilmente entediáveis 🙂

 

A mais nova é que tentei ingressar numa academia e blé: nem vou inventar desculpas, odiei. Descobri que não gosto de coisas repetitivas e que me fazem ter vontade de olhar para o teto. Enquanto isso, me inscrevi para uma prova que, se passar, acrescentarei mais uma tentativa na bagagem. Tá liberado o uso de tentativas infinitas, né? 

 

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aqui de boa só pensando na próxima moda.

 

 

  • Claudia

    Como é bom saber que existem pessoas como eu ♥ Esse negocio de tentar, dar errado, tentar de novo, desistir, insistir, querer, não querer, é muito eu. Ser "inconstante" é a melhor coisa, é inventar e reinventar. Tem coisa melhor? Adorei o texto, quando criança era como você e hoje em dia também sou! Beijos http://leitoraemlondres.blogspot.com.br/

  • Jhessy

    Ri muito e me identifiquei por que sou assim mas com uma diferencia, me frusto quando dá errado só que logo passa. Aquilo que parecia ser importante de uma hora pra outra não é mais, é chato, entediante e bla, bla, bla... To contigo Re, sempre invento o que acho que me fará bem mesmo sabendo que posso mudar de ideia no meio do caminho.

  • Anny

    Oi Rê! Me identifico muito com seu post. Liberdade para fazer o que bem entender é um bem (ou mal) necessário. Também desisti da academia, mas juro que tô voltando. Preciso dar um jeito nesse IMC, mulher! rsrs. Um beijo!

  • Erika Ruggio

    Gente, achei alguém que me entende! Ou melhor, você acabou de achar alguém que te entende... kkkkkkk Achei o link pra cá no Sunday Bloggy Sunday da Sernaiotto mas não esperava que fosse me identificar tanto. Hoje mesmo passei pelo que você descreveu que acontece com suas amigas (no caso, comigo acontece com meu namorado) porque eu cismei que não quero mais ter guarda roupas e resolvi que quero vendê-lo e montar um closet (isso porque eu comprei ele ano passado, e foi um custo achar um do jeito que eu queria). Ele me respondeu exatamente com esse "lá vem..." kkkk Fora isso, também já perdi a conta de quantas coisas eu já comecei e parei. Já faz tempo que eu não sei o que é morar mais de 2 anos num mesmo lugar. Eu troco meus móveis de lugar todo mês. Já mudei de faculdade 3 vezes e ainda fico com uma coceira atrás da orelha querendo fazer outros cursos. Já toquei baixo em uma banda, já fiz curso (inacabado) de eletrônica. Línguas nem se fala, é uma por dia que eu resolvo aprender e desisto no outro dia. Outro dia eu cismei que queria aprender arco e flecha, até comecei o curso, é legal, mas logo eu tenho outra ideia maluca e desisto. Desculpa o texto enorme, é que eu me empolguei! No mais, amei conhecer seu blog! <3 Beijos

  • Daniele Barreto

    Um bom texto. Gostei de conhecer essa nova visão do fiz, não tenho mais vontade, e quando eu tiver volto novamente. Me cobro muito, principalmente pelo o que não terminei. Me ajudou muito. Brigada. www.atomicblack.com

  • Chris

    A vida é curta, eu tenho vontade de experimentar de tudo um pouco. Academia é um saco mesmo, só peguei firme por questão de saúde mesmo. Recomendo se jogar em alguma dança. É divertido, distrai e deixa a endorfina nas alturas. muah!

  • Daise Alves

    Super prefiro atividades como dança do que academia. Me entedio fácil com as coisas também e sempre estou buscando fazer algo novo, talvez por isso, nunca me sinto parada.

  • Leticia Sally

    Teu post tem alguns pontos bem parecidos com o do meu último post mesmo! Essa coisa de ser uma pessoa sempre em constantes mudanças pode parecer imaturidade para a maioria das pessoas, mas eu vejo isso como uma característica de alguém que é criativo e sincero consigo mesmo, tipo: "estou com vontade disso, vou tentar e se não der certo, tudo bem, tudo ótimo!" Acho que o que me move hoje é essa "invenção de moda" toda. Dá mais graça à vida, né não? HAHA Beijos!

  • Luma Rosa

    Oi, Renata! Mexer com as mãos relaxa o cérebro e desenhar é bastante lúdico. Enquanto desenha, sua mente vai arquitetando ideias. Odeio fazer exercício fechada! Vem pra rua andar de bicicleta, skate, patins... Caminhada e corrida acho um porre também! Beijus,

  • Alexander Cesar

    hahahahhaha, me vi nas suas palavras, me aliviei na parte da academia! hahaha Sou bem desses que começo várias coisas, super me empolgo no começo e depois dou aquela desanimada LEGAL! Academia então! Já comecei umas 10 vezes, mas nunca continuei! hahaha... Mas ouvi uma vez, que pessoas assim são mais felizes, porque de certa maneira somos desapegados! ;-)

  • Sandra

    Te entendo bem, o meu azar era que minha mãe era do tipo general, e mesmo assim eu inventava de tudo, na minha época a moda era ser Paquita, eu loira achava que ja tinha meio caminho andado. Desconfio que minha mãe nunca colocou minha foto no correio. Agora, já beirando os 40 me inscrevi em 3 cursos que tem tudo a ver um com o outro: bolos divertidos, illustrator e cerveja. Não há limites pra zoeira e para a moda! Beijão

  • Nique

    É muito bom ser assim, sabe porque? Pelo menos você tentou. Tb sou assim, as vezes quebro a cara, mas prefiro me arrepender de algo que fiz do que algo que nem cheguei a tentar. Pra vc ter uma ideia, teve uma época que queria de qualquer jeito participar de uma banda marcial para desfilar no aniversário da cidade, penei pra aprender tocar a lira, mas fui lá, treinei e vi o quanto difícil era tocar o tal tema da vitória nesse trem, troquei de instrumento e acabei nos pratos mesmo. Sou de veneta! haha

  • Elisa Alecrin

    Amei. E eu sou assim também. Já inventei muita moda. Já tive banda, já fiz dança mas acho que as maiores invenções meu cabelo é quem sabe. Acho que faz bem. Talvez quem acompanhe não consiga lidar muito bem com essa coragem quase suicida de fazer coisas novas a todo momento, mas é a nossa forma de sobreviver e pronto. :)

  • Paula A.

    Tá liberado tentar tudo o que você quiser na vida, Vitrolinha <3 E eu também sou do time que odeia academia, detesto o ambiente, os papos fitness e especialmente as repetições. Me dei muito melhor em pilates (e acho que me daria também em aulas de dança) do que na academia. :}

  • clay

    Só espero que vc nao invente moda e mude de profissão, pq adoro seu trabalho rs

    • mulhervitrola

      HAHAHAHA, nãããão, meu trabalho nunca me deixa entediada! Se um dia decidir parar (como profissão), mesmo assim continuarei ilustrando :) obrigada por curtir meu trabalho, Clay *-* Fico muito feliz!

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