A vida num tchibum

De todas as coisas que já me aconteceram, eu só deixei doer a saudade. Pois só ela me fez perder um pouco o tempo que eu tirava pra respirar e pensar em nada: agora sempre que paro pra pensar no "olho do furacão", sinto aquela pontada que é tipo fome e sede juntos. Aí deu, já virou rotina sentir os ombros mais pesados e buscar sei lá da onde uma coragemzinha fajuta pra voltar. E quando você nem sabe onde estava? Ufs.

 

Tá tudo passando muito rápido. Quando me doi conta… tchibum. Mergulhei. É aquele silêncio meio ensurdecedor. Já tentou gritar embaixo d'agua?

 

Esse mês, o Pedro faz 10 anos, e nesses 5 anos que estamos longes um do outro e matando saudades que não cabem num calendário, muita coisa mudou. Nós mudamos. Ele muda a ca-da-se-gun-di-nho. Ver uma criança crescer, no meu caso, passa diante dos meus olhos em apenas segundos, mesmo. Uma frase, um sorriso, um olhar, e estamos ali, crescendo. Ele e eu. Cúmplices e presos na cauda do cometa tempo.

 

"Um dia de cada vez", eu repito todos os dias, mentalmente. E assim tem sido. Passa rápido. Mas a saudade faz doer na lentidão. Ela é cruel e fortalecedora num mesmo instante, não é mesmo?

 

filhote

Eu te amo pra sempre. 

 

 



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