Até um dia, Tapioca…

Cinco da manhã é o horário que acordo todos os dias por um tempo, e depois volto à dormir. São 5 da manhã agora. Mas tem algo faltando.

 

Cinco da manhã é o horário que a Tapioca sempre me acordou, insistentemente. Pra quem pensa "que chatice!", eu já havia me acostumado. Levantava automaticamente, acariciava a cabecinha dela e ia pra cozinha colocar mais ração no potinho.

 

Enquanto eu trabalhava ela costumava se jogar bem na frente do teclado do pc, quando não na tablet, ou no imenso mousepad que comprei pensando nela – e no espaço que iríamos disputar. Afinal, Tapioca era uma gata enorme de cerca de 7kg. 

 

Às 5 da manhã, quando eu estava em outro lugar, ela encerrou o ciclo dela aqui.

Eu queria poder voltar no tempo. Apenas isso. Voltar pra casa correndo, para dar tempo de mudar isso. Dela ter sentido minha ausência. Mas, se vida não fosse assim, cheia de partes maravilhosas e outras que te arrastam para o que te dilacera, não seria vida.

 

Não há encaixe para que tudo seja sempre perfeito. Isso eu já aprendi. Mas, como lidar? Me sinto espremida num canto de parede. Sinto como se meu coração fosse um grãozinho de mostarda. Sinto uma inquietude, que sei que leva processo pra partir.

 

Adeus, Tapioca. Minha "Tapiroca", minha bebê monstro, minha "ximesa". Vou te amar pra sempre… e sua musiquinha de "prrrr" vai estar sempre no meu coração, mas a saudade no momento é do tamanho de um  caminhão. Sua mamãe Mimi tem sentido muito sua falta. Comporte-se no céu dos gatinhos! 

 

♥♥♥♥♥♥♥♥

 

tapi

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BABY-TAPIOCA

duplinha

"as melhores coisas da vida, não são coisas"

 

 



65 thoughts on “Até um dia, Tapioca…”

  • Nossa que dor também senti. Compartilho com vc todo esse amor e afeto que só sabe quem tem esses peludinhos as vezes fofos, as vezes ranzinzas, as vezes preguiçosos, as vezes serelepes e as vezes somente gatos… tenho 4, são eles: Zayn, Izzy, Gris e Salém…cada um com sua personalidade peculiar. Já tive outros que já foram pro céu dos gatinhos e estão lá juntinhos a Tapioca linda!

  • Adoro seu blog e tô seguindo a pouco tempo e só hj vi esse texto, logo pelo título vi que a Tapioca tinha partido, mas quando comecei a ler e cheguei na parte que diz “São 5 da manhã agora. Mas tem algo faltando. Cinco da manhã é o horário que a Tapioca sempre me acordou” senti um engasgo na hora e uma dor muito grande pois sei muito bem o que é isso… minha Nina (que tem 3 anos e ainda está aqui graças a Deus) me acorda todo santo dia exatamente as 5 da manhã ( me lembro de uma vez que pensei, hj muda pra horário de verão e como terei uma hora a mais pra dormir, na lógica ela me acordará ás 6, mas não, a Nina já tinha ajustado seu relógio antes e me acordou exatamente as cinco da manhã) são momentos que só quem tem gato entende. eu acordo com a Nina primeiro dando uma pequena “empurradinha” na minha porta com a pata e se eu demoro a responder, ela mia (uma miado que pra mim tem o mesmo som de mamãe…) e eu fico tão feliz quando olho no celular e vejo que ela foi pontual mais uma vez, não dez pra cinco, nem cinco e dez, mas no máximo cinco e cinco ela está lá, me chamando e esperando que eu coloque uma colherzinha de patê na raçao que já está no potinho… Ai… como eu amo gatos e como fico triste em saber que algumas pessoas se negam a saber o que é isso…. Beijossss e um dia sei que a Nina vai ficar acordando São Pedro junto com a Tapioca, mas espero acordar muitos e muitos anos as cinco da manhã todos os dias…

  • Chorando junto com você pela Tapioca….

    Meu Raulzinho era um gatão lindo, com 15 anos, já velhinho, teve AVC, era hipertenso. Morreu em casa, com a gente, sendo cuidado e muito amado. Fiz um post em homenagem a ele também e é o post que eu menos acesso no blog, pois é uma saudade tão dilacerante, de a gente pensar “e se eu tivesse feito algo diferente?”. Ele esteve com a gente em momentos tão difíceis, era extremamente carinhoso, meio ranzinza, mas abraçava a gente com amor. Tinha que usar um pé de cabra pra tirar o gato do colo… rs

    Um beijo e um abraço enorme de outra mãe de gatos, e saiba que você amou e recebeu muito amor da Tapioquinha e que ela está no céu dos gatinhos, toda faceira, toda animada, contando que mamãe maravilhosa ela teve. <3

  • Post muito triste e ao mesmo tempo lindo… Infelizmente a vida traz o amor pra gente e depois, em algum momento, ela leva de volta, né? Mas ela agora está descansando no céu dos gatinhos e sempre estará no seu coração também, com esse monte de lembrança boa. É a vida – essa malvada – mas seja forte, viu?

    Beijos!

    Clá

  • Post triste, porém lindo.. um amor que não tem fim. Mas Rê pode ter certeza que a Tapioca não vai se comportar no céu dos gatinhos, mas vai ser uma das mais queridas por lá, porque levou daqui a paz de ter um amor verdadeiro no coração.

  • Meus sentimentos e meu respeito pelo seu carinho e amor pela tapioca.. Com certeza esse amor nunca vai se acabar, é só um até logo.
    Amo gatos e admiro demais quem os ama!!!

  • Eu tô lagrimando aqui e acabei de olhar pra minha gata do meu lado e ela é tão neném. Tem um aninho, sabe? Eu fico imaginando estar no seu lugar e eu não sei o que faria. Eu sinto muito, de verdade. Espero que aos poucos passe a doer menos, mesmo sabendo que nunca vai deixar de doer. :~
    <3

  • Rê, conheci seu blog hoje pelo link do Paulo no Monster Box e não pude conter as lágrimas junto com você pela dor da perda de um bichinho. Mais que um pet, eles são filhos, parte de nós. Estarei orando para que Deus console seu coração nesse momento tão difícil. Meus sentimentos mais sinceros!

    Abraços

  • 🙁
    Fui chorando procurar o Milo pra agarrar ele. Que gatinha linda, mas eu não aguento essas coisas não. Espero que ela esteja fazendo muitos prrrrs no céu dos gatinhos e arranhando muitas nuvenzinhas.
    E que você fique bem 🙁

  • Ah, Vitrolinha… só quem convive diariamente com esses bichinhos sabe o que vc está sentindo… ano passado nessa mesma época minha Tuíca se foi, e ainda hoje bate uma saudade que ninguém explica…

    Eu queria mesmo era te pegar no colo e te dar um abraço (porque pra mim vc é um bebezinho, srrsrs) porque sei que nenhuma palavra consola…
    Mas esse é um daqueles sofrimentos que a gente não pode evitar, por que se evitarmos a gente não vive… como viver sem esses peludos ??

    Bjus 1000 minha querida e de todo coração espero que a dor passe logo !!!

  • Nossa Rê, sempre leio seu post porém nunca os comento. E hoje senti necessidade de escrever, pois quem te acompanha sabe como você os ama e nunca fica ou demostra tristeza.

    Infelizmente nessas horas, nunca sei o que dizer ou como agir, então pensei apenas em te deixar um abraço de um leitora que te acompanha e sei que sua gatinha está em um lugar lindo e cuidando de você, mesmo que seja de longe.

    Lindo seu texto, beijos e força.

  • Li o seu post bem no horário do meu serviço comecei a chorar na frente do computador o pior é que chegou gente e eu com cara de choro, esses animaizinhos fazem toda diferença na nossa vida, e acabei me identificando porque a Lara a minha gatinha faz a mesma coisa por volta das 5h ela começa a subir em cima de mim e me afofar, passa a patinha na minha cara ai levando e vou lá dar comidinha para ela, volto me deitar e ela vai junto, mas quando chega a hora que devo me levantar ela reclama tipo para de se mexer me deixa dormir…e nem posso imaginar como deve ser doloroso essa perda…vou parar por aqui se não vou chorar mais ainda…bjs

  • AIIIIIIIIII que dor no coração… Tapioca era linda.. to partida agora..
    tenho seis gatas femeas, e duas delas estão bem velhinhas, fico vendo o dia que uma delas vai partir e eu vou chorar sem chão… =/

    por que, Deus, por que???

  • Ai, Rê! Tô chorando. Sei que pela ordem natural da vida eles vão primeiro que a gente. E eu não consigo pensar em como vai ser quando eu tiver que dar adeus aos meus. Só imagino a dor que você tá sentindo. A cabeça já sabe que é assim que as coisas são mas o coração fala mais alto, e ele tá apertando, ele tá dilacerado.

    Como você bem disse: as melhores coisa da vida não são coisas. E nossa, como isso tá certo. Cada lembrança que a gente vai colecionando fazem com que a gente só consiga abrir aquele sorriso ao lembrar do quanto foi bom ter a Tapioca ao seu lado. Sempre vão deixar saudade. Tanta saudade que a gente queria que fosse pra sempre. Fica bem! <3

  • Ah não, Rê! Que dó! Acompanho seu blog há um tempo e sempre achei tão fofa sua gatinha. Cada pose! Enfim, todos nós temos o nosso tempo é resta aos que ficaram superar a dor e a saudade.
    Força aí, mulher!
    Beijo
    Estela

  • Oh Rê, que notícia triste minha querida. Eu sei exatamente como é, uma dor absurda. Dia 25 de Setembro faleceu o Floquinho (cãozinho do meu noivo), ficamos triste e sentimos muito sua falta e os demais pets em casa também. Ainda mais uma gatinha tão companheirinha. Mas fica tranquila que onde ela estiver, vai estar te olhando e agradecendo muito por ter sido sua gatinha e por você ter sido a mamãe que deu amor e carinho. Eu acredito em espiritismo, sabe? Então para mim nada é atoa, tudo tem uma explicação e pode ter certeza que um dia todos nos encontraremos novamente.

    Qualquer coisa que precisar, estou aqui.

    Beijos, Gi.

  • Nossa, que post triste. Sei muito bem como você se sente. Quer dizer, não sei, mas posso imaginar, já que tenho três gatos e todo dia penso o que farei quando um deles se for. Consigo imaginar sua tristeza, e espero que ela diminua logo. Sei que será difícil, nossos bichos são nossos filhos, mas logo ela será uma lembrança boa que te colocará sorriso no rosto quando você pensar.
    Beijos.

  • Não tem como eu não me emocionar lendo isso…nesse exato momento em que acabei de ler olhei para minha Kelly, deitada aqui do lado no alto dos seus 13 anos de existência. Digo também porque ela era da minha mãe ou melhor, mamãe era a humana preferida dela. Em setembro perdi minha mãe e Kelly hoje é minha amiga inseparável. É ela que vê calada minhas lágrimas de saudades e me consola com seu jeito fofo que não perdeu com a idade, muita pelo contrário. Me acorda pontualmente as 5 para comer sua ração molhadinha sem pena do meu sono. São amigos que ficam pra sempre no nosso coração.

  • Puxa Rê, esse vai ser meu primeiro comentário no seu blog. Eu realmente te desejo muita força e coragem. Também já perdi alguns dogs, um pela idade, outros dois por doenças =/ conheço bem o que vc está sentindo agora. Grande abraço para você, muito apertado e cheio de carinho. O tempo é um rei… bjs

  • Rê sei que é indelicado perguntar, mas o que houve com ela??? Sou mãe de 3 felino Mia,Max e Olin… Q Jesus possa confortar seu coração… Bjos

  • Ai Rê.
    Meu deu um nó na garganta. :'(
    A morte é algo que foge do nosso controle, e sofrer o luto e algo mto complicado, principalmente quando se trata de um filho (mesmo que de quatro patas).
    Tu foi a melhor “mamãe miau” do mundo e ela com certeza foi uma gatinha mto feliz, e isso que importa.
    O resto a gente ja sabe. Só o tempo…
    <3

  • Poxa Rê, fiquei muito triste pelo acontecido. Não consigo me imaginar perdendo meu Toriki, só de pensar já choro. Imagino como deve estar sendo difícil pra você.
    Desejo força, sinta-se abraçada!
    É muito triste esse momento, mas que você guarde no coração todos os momentos bons que passou com ela ♥
    beijo!

  • Poxa Re, eu sinto muito pela sua perda.
    Eu sei como é difícil dizer adeus a essas criaturinhas que amamos tanto. Sinto muito mesmo, de coração. Eu não consigo imaginar a sua tristeza agora, ainda mais te conhecendo e vendo com os meus próprios olhos o quanto você ama seus gatinhos :/
    Se cuida Re, e força meu amor <3

  • Re, sempre visito seu blog e nunca comentei (esses visitantes fantasmas, né?)
    Mas hoje preciso dizer que sinto muito pela sua perda.
    Só quem já perdeu um filho de 4 patas pode entender isso 🙁

    Sinto muito, de verdade.
    Mas sei que ela foi muito amada no seu lar, e sabia disso.

    Espero que a dor passe lado e fique só a saudade dessa lindeza que agora tá no céu dos gatinhos. Beijos.

  • Re, perdi meu cachorrinho há uma semana. Ele tinha 15 anos, por isso procuro pensar que não o perdi, mas ganhei 15 anos de companhia e amor verdadeiro. Você também ganhou a companhia da Tapioca, pelo tempo que ela esteve com você, e agora ela voltou pra casa, para o céu dos gatinhos, como você disse.
    Um beijo grande! :*

  • CHOREI. É muito, muito difícil perder. Meu Woody foi sacrificado em 2010 por conta de um câncer já terminal. Foi um dos piores dias da minha vida. Pensa nas coisas lindas que tu viveu com ela, em tudo de incrível que ela trouxe pra tua vida. Consola pouco, mas só fica o que teve de bom. Melhoras.

  • ai rê, caiu um cisco aqui :~ que dorzinho no peito. nessas horas é como vi num filme, todas as mamis (de gatunos) perdem um pedaço junto contigo. mas tapioquinha vai ser bem cuidada no mundo dos gatinhos né, vai sim 🙂

  • Dói né? Mas chore agora, sinta, e depois levante a cabeça e se lembre de todas as fofuras e prrr da Tapioca. Com certeza ela vai ficar mais feliz assim 🙂

    Beijos e muita força!

  • Entrei no ônibus a caminho do trabalho, liguei o 3g no celular e me deparei com essa notícia :/
    E é incrível como isso toca a gente…porque até esses dias estavamos brincando com a carinha da tapioca na foto ~parecendo um meme~ =/
    Hoje ela tá no céu dos gatinhos e tenho certeza que só deixa lembranças boas!
    Espero que seu coração se conforte em breve, abraços mil.
    Beijos, Tamy
    http://www.descoladavida.com

  • Tô chorando aqui, não acredito, Rê. :(((((((((
    Queria estar aí perto pra poder te esmagar, mas sinta-se abraçada. Estou mandando todo o amor do universo inteiro pra encher um pouquinho seu coração hoje.

  • Bom dia, Renata.

    Estou em lágrimas por você, pela Tapioca, pela situação!
    Que Deus conforte seu coração.
    Sei que nada que é dito neste momento alivia a dor, por isso receba um abraço bem apertado e toda a solidariedade.

    Sabe, a Taís sempre pergunta se existe um céu para os gatinhos e eu creio que sim. Tapioca agora é anjinho no céu dos gatinhos! <3 :'(

    Beijos, querida!

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