exigências.

Na fila do sorvete, chega uma menininha, moradora de rua, e pede:

-Moça, paga um sorvete?
– Huumm, pago sim. Qual sabor de casquinha você quer?
– Casquinha? Não moça, aquele ali (aponta pro mais caro-olho-da-cara-que-nem-você-compra)
– Mas pra esse… pra esse eu não tenho… te dou a casquinha… pode ser?

Prontamente, ela ignora e parte para outra pessoa: “Moço, paga um sorvete? Não moço, casquinha não, quero aquele ali…”
Ela não conseguiu de ninguém, pelo menos o tempo que fiquei ali. Preferiu ficar sem a casquinha.

palavras, palavras…

Naquele dia que você não acorda lá muito legal, e nem tá na TPM, parece que tudo dá errado. Dias atrás, eu estava realmente emburrada no trabalho, algo na minha cabeça não estava legal e eu estava realmente incomodada por estar triste. Iniciei minhas tarefas como de costume, e percebi que de longe vinha uma música de melodia familiar. Fui me aproximando do local onde a música surgia (uma loja de instrumentos ao lado do trabalho), e quase desmoronei quando percebi que a música que tocava era “Parole, Parole”. É uma música de uma das melhores épocas da minha vida. Eu tinha uns 6, 7 anos e eu tinha um avô que nem era meu avô de sangue. Nós tínhamos muitas coisas em comum (a mesma paixão por artes, música e frutas), e lembro como se fosse hoje dele me ensinando a desenhar narizes e olhos no quadro negro gigante que ele tinha na sala. Ele tinha uma coleção de vinis italianos, e sempre colocava para ouvirmos. Foi aí que me apaixonei por “Parole, Parole” (lembro que ele fez questão de me dar de presente depois). Meu avô foi uma das pessoas mais inteligentes e maravilhosas que já conheci, e tudo que me faz lembrar dele me deixa realmente motivada.

Pra quem ficou curioso sobre a música, tem ela aqui. Mas eu não recomendo pra quem não curte música antiga, romântica e italiana, rs.