Blogueiros e autenticidade… é possível?

 

“achou estranho, e melhor nem comentar, mas a menina tinha tinta no cabelo…”

 
 
É inevitável começar este post dizendo, nostalgicamente, dos 8 anos que possuo como blogueira – 5 deles dedicados ao Mulher Vitrola – eu já me questionei umas mil vezes sobre o que é ser blogueira . E salientar também que por mais que esse post soe como crítica, querido blogueiro (ou leitor), não se ofenda. Estamos aqui para conversar, e eis que abro o espaço sempre abaixo, nos comentários, para isso.
 
 
Como todo blogueiro que se preze, já passei altos e baixos com o blog. Fases chatas. E talvez você ache que passo uma agora, já que puxa vida, quase não falo mais sobre tantos assuntos que antes eu falava. Mas é a real vida: quase nada acontece de novo por aqui. Queria postar sobre viagens, restaurantes novos que fui, roupas que comprei na magazine da moda, a dieta nova que comecei ou a minha rotina de exercícios pesados – mas não, querido leitor. Essa blogueira que só não escreve com linhas tortas por não ser à mão (sim, eu geralmente desço um ou dois centímetros numa folha sem linha), tem a vida mais mea-boca possível. E eu achando que algumas tatuagens e um cabelo vermelho me dariam uma vida regada à boas histórias…
 
 
Aliás, posso garantir que há uma preparação de dias (ou até semanas) antes de um post sobre decoração do lar. Quem dera minha casa fosse constantemente organizada como nas revistas. Mas nenhum de nós tem casas limpas e organizadas a semana inteira, temos? Eu costumo crer que não. Quem dera meu ateliê fosse lindo e fofo, sem linhas pelo chão e milhares de recortes de tecido espalhados por 2 mesas.  E ando pela casa de pijamas quase que pelo dia inteiro (ou vocês achavam que eu já acordava pin up de batão vermelho? oh, my…). Cabelos presos, óculos para enxergar palmos à frente e nem uma linha de corretivo (tomo banho todos os dias, importante). E se não costumo fazer vídeos, talvez seja por não estar preparada a mostrar minha risada estranha, língua presa e falar com a boca meio torta…
 
 
Mas, se é que me entendem, eu gostaria muito que o Mulher Vitrola fosse um blog autêntico. Mas como blogueira, o fato de eu compartilhar tanta coisa não quer dizer necessariamente que isso é certo – eu também me esforço (um pouquinho, vai) – para mudar coisas em mim que me desagradam. Eu gosto de conversar e é sempre um prazer compartilhar minhas normalidades com vocês, ler os comentários opinando, identificá-los se forem meus amigos no Facebook (já viram que eu xingo muito no Twitter?). Na pesquisa do blog que fiz um tempo atrás, me assustei quando sobre os temas abordados aqui, a maioria assinalou gostar dos posts pessoais. Mas hein? Dessa vidinha normal aqui, meia boca, mais água que açúcar, juram mesmo? Foi a surpresa mais feliz que eu pude ter! Obrigada, né?
 
 
Mas fiquei aqui pensando: e se eu fosse fazer posts ainda mais reais, sem querer mascarar a minha nada mole vida (se preparem)?
 

– Falando com a língua perGUesa – como é, como sobreviver e ser compreendido com mímica em 10 lições 
– Fala que eu não te escuto – a arte de falar “HEIN?” mais de 10 vez e irritar um amigo
– Dando olhadinha na internet sem queimar o arroz toda vez
– Para quê passar roupas? 1 motivo (muito forte) para deixar isso para lá
– Deixa esse post para amanhã – hoje não dá tempo, amanhã também não, quem sabe semana que vem?
– Assustando o carteiro pela tarde
– Eu ainda invento histórias para não sair de casa – manual da dona de casa e freelancer que cansou demais por hoje
– 20 ideias do que NÃO fazer no final de semana (ou melhor, não faça nada)
– Hoje é dia de lanche (listas de delivery e produtos congelados para quem não acordou a fim de preparar o rango da semana)
– Faxina de segunda-feira (pq sexta não deu, sábado também não e domingo é dia de deixar para segunda)
Pechinchando como se não houvesse amanhã 
 
 
(para seguro emocional de vocês, não se preocupem, espero poupar vocês de ler posts com os títulos acima, haha!)
E vocês, que título usariam para representar sua dura vida? E o que você acha de ter mais blogs “autênticos”?

ps: E me perdoem pelo post imenso?

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