Na Cozinha

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Chimichurri: O melhor tempero do MUNDO!

Embora eu tenha o costume de ir à feira com apenas poucos propósitos – comprar o alho maravilha e o feijão delícia na banca do Português  e comer pastel -, eu sempre costumo dar uma olhadinha em busca de alguma novidade: é tanta coisa embalada com tanto capricho que dá gosto de ver. Numa das últimas vezes, um pacotinho me chamou a atenção pela variedade de cores, e uma etiqueta que dizia "chimichurri". Como sou #aloka dos temperos, resolvi levar para casa e experimentar. Já tinha ouvido dizer, mas não conhecia e… céus! é o melhor tempero de longe que já comprei. O vício é tanto que já fiz inúmeras possibilidades com ele: na carne, no churrasco, no frango e a última do final de semana: numa misturinha de manteiga para torradas. Não tem limites para chimichurri! Sais de banho de chimi churri, please!

 

8 maneiras de usar:

1. Para temperar a salada;

2. Nos marinados com limão;

3. No frango ao forno, envolvido com maionese e batatas!;

4. Para as batatinhas em conserva;

5. Nos legumes cozidos;

6. Na omelete;

7. Nas torradinhas com manteiga;

8. Nas carnes de churrasco (principalmente frango)

 

E o nominho é engraçado né? A explicação para  a origem do nome que mais gostei foi que é por causa da palavra basca "tximitxurri", que significa mistura*. E é bem isso mesmo, uma mistureba milagrosa que deixa tudo com um gostinho de comida especial, sem pesar.

 

Fui pesquisar um pouco mais do temperinho maravilha e tem mais coisa nele do que eu imaginava: salsinha, alho, cebola, tomilho, orégano, pimenta vermelha moída, pimentão, louro, pimenta do reino negra e mostarda em pó*. Como ele vem desidratado, pode-se acrescentar azeite e vinagre/limão e fazer uma misturinha, ou usar desidratado mesmo, apenas salpicando às receitas. Gente, eu garanto… sucesso na certa!

 

Na última ida à banca do Português, vi um pacotinho semelhante, porém escrito "tempero para feijão". Ainda não sei o que tem dentro mas né… adivinha se não levei? Depois eu conto se gostei!

 

 

chimi

chimi (a íntima já), a misturinha que fascina (e vicia!). Olha quanta boniteza junta!

 

 

O amor é tanto, que resolvi dedicar uma música pro chimi:

 



 

 

"Eu preciso de você agora e eu sempre precisarei de você
Pare, pois eu realmente amo você!
Pare, eu estou pensando em você.
Olhe dentro do meu coração e permita que o amor nos mantenha unidos"

 

*Fonte: Wikipédia

Feijão Rajado

Desde que eu moro aqui em Ubatuba (em dezembro completará 4 anos), eu vivo numa saga do feijão ideal. Bem, vocês bem devem saber que no Rio de Janeiro há o hábito de comer feijão PRETO. Sim, o mesmo feijão que vai na feijoada. Aliás, a maioria dos cariocas que conheço adoram tudo que leva feijão, inclusive as comidas típicas de outros lugares que levam tipos de feijões diferentes.

 

Quando cheguei aqui, depois de um bom tempo comendo o tal "carioquinha", achando interessante mas sentindo uma falta imensa do meu pretinho, resolvi ir no mercado e comprar um das marcas disponíveis que haviam aqui do bendito feijão preto. O resultado, obviamente, não foi o esperado: o feijão não ficou como o de lá, não matei minha saudade e chorei baixinho em frente o prato. Coisas de gente fresca e cismada.

 

Mas um belo dia  acordei  inconformada e falei com o marido que queria experimentar outros tipos de feijão – afinal, quem nunca acordou um dia e disse que queria trocar de feijão? – e parti, saltitante rumo à clássica feirinha de sábado-pastel-e-caldo-de-cana em busca do feijão perfeito. Optei um pouco insegura pelo feijão mais simpático, enquanto marido de olhava com cara de "escolhe logo mulher, é tudo feijão…"

 

Finalmente: depois de quase 4 anos, eu tive uma das melhores experiências de comer feijão. Simplesmente encantada. Sim, eu fiquei feliz de comer feijão. E toda essa felicidade me custou míseros R$3 pacote de 500g, me saindo mais barato que comprar o carioquinha no mercado. Marido aprovou, eu aprovei e já é o novo queridinho das refeições. Não mudei de vida, mas mudei de feijão. E acho que até montarei um "Clube do Feijão Amigo", que tal?

 


feijão_carioquinha

feijão_rajado

Para entender a diferença: a foto de cima é o clássico carioquinha (que ironicamente, é mais utilizado em SP). A foto de baixo é o feijão rajado, nossa escolha: grãos maiores com manchas avermelhadas. Rajadinho mesmo. Não é simpático? 🙂

 

feijão_rajado_cozido

O rajado depois do cozimento fica assim: pura cremosidade! O rajadinho some e ele fica todo nesse tom marrom escuro-avermelhado. O cozimento é o mesmo, não tem segredo, mas com receio, até deixei passar um pouco o tempo de cozimento…

 

E aí na sua casa, qual é o seu favorito? Você conhece outros tipos diferentes de feijão?

Eu fico, se tiver bolo de verdade

Hoje de manhã (manhã, cof… 1h da tarde depois de dormir às 5 da manhã…) acordei com a minha vizinha batendo na porta, me trazendo um pratinho de bolo de chocolate que ela havia feito. Pausa para enfatizar –  eu tenho vizinhos fofos gente, do tipo que chama pra almoçar, leva guloseimas, enfim… só gente bacana, de verdade – e era um bolo delicioso. Um bolo de verdade, feito em casa, com cobertura e um milhão de calorias charmosas.

E eu bati na mesma tecla com meu marido, e que eu bato com todo mundo: cadê os bolos DE VERDADE? Todo mundo faz bolo bonitinho em casa, eu sei. Mas cadê aquele bolo gostoso das festas de aniversário de antigamente? Com glacê de verdade, recheio de doce de leite (ou coco, ou chocolate…) e massa que não seja com 1cm de espessura (nem de pão de ló)? Cheguei à infeliz conclusão: bolos de verdade estão em extinção.

Eu lembro de ir às festas e ficar muito feliz quando o tema era futebol. Isso era certo que o bolo seria de glacê com um coco ralado colorido molhadinho por cima. E aquilo era muito bom! Fora a cartela de cores totalmente previsível, feita com muito carinho por aquela tia que sabia muito bem o tom de rosa para um festa de menina.

                                         Bolo infantil rosa e branco glace real 004

Hoje em dia, muita gente já torceu o nariz enquanto me ouvia dizer isso. Mas foi só em um dos meus aniversários eu fazer um bolo “à moda antiga” para todos virem no final elogiar e perguntar aonde eu tinha comprado. Confirmei o que já presumia: todo mundo gosta, mas não lembra!

                                                  Screenshot_6

Então, quando for fazer aquela festinha íntima para os amigos, não pense duas vezes: faça um bolo! Esqueça aqueles bolos bonitões e aparentemente suculentos de padaria, abarrotados de chantilly com gosto de nuvem…  E caso cozinhar não seja seu forte, procure por uma boleira… elas são raras, mas ainda existem. Será sucesso garantido!

ps: isso também vale para os docinhos, cada vez mais extintos. Cajuzinho, I need you! E um beijo pra Lu que me deixou dias atrás morrendo de invejinha porque ela saboreou tuuudo isso!