Categoria: Toca na Vitrola

O que achei de “Bang”, o novo clipe da Anitta?

Quando a Mari me marcou pra assistir o novo clipe da Anitta, não resisti: eu já havia ficado curiosa já pela prévia com uma pegada HQ, e quem me conhece sabe que eu curto à beça qualquer coisa nesse estilo.

 

Não sou uma fã da Anitta. Sei que ela ficou famosa pela música "das poderosas", e tem a outra música chiclete, "Deixa ele sofrer" que vivia tocando na propaganda do Spotify. É o tipo de artista que eu não costumo estar a par de todas as novidades e lançamentos, mas não acho péssimo e ouviria/dançaria de boas, sem problema algum. 

 

Sobre o clipe, me surpreendi com a produção. Ela foi feita por ninguém mais ninguém menos que o diretor criativo que faz coisas pra Madonna também. Aí tu pensa: "Caraca, então o negócio é pra lacrar, mesmo!". 

 

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Eu AMEI principalmente a parte em que ela vira uma gatinha (óbvio), as dançarinas e as referências totalmente pop. A música, eu não sei bem. É bonitinha, mas não impacta, não gruda de primeira. Talvez depois de ouvir mais vezes eu consiga ter essa sensação.

 

Há quem diga (e prove) que é cheio de cópias de clipes de artistas k-pop. E nisso acaba ficando aquela escorregada e posicionamento em cima do muro acerca da originalidade de um artista aqui, em terrinhas brazucas. Quem, afinal, seria o culpado por isso? O artista, ou quem o produz?

 

Acho que como artista, a Anitta ainda tem muito pra crescer – a começar por lidar de maneira mais poderosa quando o assunto se trata de internet e não alimentar os trolls, vide sua última treta com o Cid, do Não Salvo – mas ela tá num caminho que eu julgo muito interessante e me faz despertar uma certa vontade de acompanhar. Por mim, ela poderia aproveitar mais esse jeito de mulher poderosa e sexy e enfatizar o movimento girl power/feminista, deixando um pouco isso de rivalidade entre mulheres de lado, tanto nos clipes quanto na música. Mas é só minha opinião ♥

 

Bem, melhor que falar, é assistir e ouvir, né? Tirem suas próprias conclusões, e me digam o que vocês acharam 🙂

 

 

 

System of a Down em SP: eu fui!

Embora eu esteja totalmente dolorida neste momento (até meus pensamentos doem), na última sexta eu realizei uma vontade que já tinha 15 anos: assistir a um show do System of a Down! E fazer isso aos 30 anos foi algo que vou querer guardar pra sempre. 

 

Quis aproveitar esse momento ao MÁXIMO, e apesar da chuva que não deu trégua, foi maravilhoso. Não enxerguei nada além das cabeças mais altas à minha frente (ser baixinha e usar óculos é um combo deprimente em show, amigos), mas eu só queria estar ali e ouvir as músicas que passei minha adolescência ouvindo nas fitas K7. 

 

Tirei duas fotos. Ambas no início do show, e como sempre desejando fortemente que as pessoas esqueçam de ficar gravando o show inteiro no celular e tapando ainda mais minha visão ao invés de curtir o momento, mas nem sempre meus pedidos são atendidos… o jeito foi desencanar, né? Curti por eles e por mim, eu garanto. No meio do show, essa imagem era o que me definia (tirando a parte que eu não estava colada na grade e nem tão paradinha assim, hehe)

 

 

O local do show foi a Arena Anhembi, eu não tenho uma experiência significativa em shows, mas achei suficiente o fato do local de ter banheiros químicos e normais (acredite, sou uma decepção de Darwin em banheiros químicos) e mais opções de lanches – e até food trucks! Show dá muita fome, sede e é muita energia gasta. Os valores, na mesma de shows: tudo caro, mas já o esperado, nenhuma novidade.

 

Sobre o show, sensacional. Ouvi alguns comentários acerca da falta de entrosação da banda com o público, mas achei que eles cumpriram o prometido. Tocaram as "clássicas" e até incluíram no setlist um pedido especial de alguns fãs que estavam no mesmo bus que eu fui. A chuva não desanimou ninguém, apesar do cansaço de após 5 horas de espera para o show começar. Saímos de lá satisfeitos de acompanhar uma banda que resistiu ao tempo: nosso e deles. Segue a setlist tocada no show:

 

System of a Down Setlist Arena Anhembi, São Paulo, Brazil 2015, 2015 Latin American Tour

 

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marido e eu na nossa única foto tirada ainda apresentáveis à sociedade, hehe

 

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Visão do palco antes do início da chuva e da abertura com show do Deftones.
Fiquei do lado direito, só que um pouco mais próximo.

 

Foi bom pra caramba e ao quadrado. E só não quero replay pois minhas pernas, pescoço e braços não permitem, haha!

Adultos, mas nem tanto…

Parece que em algum lugar está escrito que quando crescemos, é regra nos tornarmos… chatos. Eu me sinto só um cadinho melhor pois quando era criança, não queria crescer. Então aproveitei O MÁXIMO que pude, como se ser criança pudesse acabar a qualquer momento. Eu achava, por algum motivo, que um dia simplesmente iria acordar e pensar "hoje acho que não sou mais criança! sou adulta!". E me batia um certo desespero, sabe?

 

Eu tenho saudade, muita saudade da minha infância. Disparado, a melhor época da minha vida. Por isso, tenho um certo apego com lembranças. Tenho até hoje um Topo Gigio, e gente… o boneco, só comigo, tem 28 anos! 

 

Outro dia me peguei pensando: existe algo que você fazia quando era criança, e ainda faz? E em pura sincronia, alguém compartilhou um vídeo dos Mamonas Assassinas na timeline. Esse vídeo aqui:

 

 

Curti demais Mamonas na época. Infelizmente, foi meu primeiro contato com a palavra "desastre" e reflexão sobre como a vida parece tão curta se vista deste ângulo mórbido. No dia 3 de março, um dia após meu aniversário e após a noite da minha então última festinha de aniversário (11 anos, se bem me lembro…) com toda a devida aparelhagem infantil – lê-se: balões metalizados e bonequinhos de isopor temáticos- , foi que eu recebi a notícia. E então eu pensei: "vou ouvir Mamonas pra sempre!". Eu ainda ouço, olha só…

 

Outra música que sempre coloco para tocar vem do disco do Carrossel, em especial Meu Passarinho. Tão linda, e já cantei muito pro Quim…  sempre choro quando ouço, haha! E faz tanto sentido hoje em dia ♥

 

 

E muitos anos antes da febre Dubsmash, eu já adorava dublar. Minha preferida era Nothing Compares to You. Nem faço ideia, mas devia ser comédia e devia divertir bastante os familiares… amo e ainda ouço SEMPRE!

 

 

No fim, acho que podemos virar adultos, chatos, mas a infância ainda prevalece. Hoje fiquei sabendo que tem gente que briga em grupos afora por causa de lápis de cor. Nem somos tão adultos assim, vai vendo… 

 

E por aí? O que restou da sua infância?