Minha vida de Ilustradora: início e desafios

Minha vida de Ilustradora: início e desafios

Quando o Quim ainda era vivo, eu estava impossibilitada de sair de casa, e passava 24hs dentro de um quarto. E sentia uma necessidade enorme de "externar" de alguma forma a angústia que tomava conta de mim naquela época. Eu sempre usei da arte para me expressar – desenho, pintura, modelagem, costura –  mas, como eu faria isso utilizando apenas os meios ali disponíveis?

 

Aí sabe aqueles "plim" que você acha que só acontece em filmes? Aconteceu comigo. Olhei pro computador e tocou aquela musiquinha angelical: taí! eu vou ilustrar.

 

Eu cobrei, na época, 50 reais pela minha primeira ilustra digital. Pensa num MEDO. Fiz uns 5 rascunhos, morrendo de medo da minha primeira cliente odiar, falar mal de mim, pedir pra eu devolver o dinheiro… neuras normais de iniciante. Só que deu tudo certo: minha primeira cliente amou o resultado. Ufa! Aquilo me motivou de tal forma que claro, se tornou inesquecível.

 

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À esquerda, uma das primeiras ilustras, ainda aprendendo a utilizar os programas em 2011, e à direita, uma ilustra que fiz ano passado (e é uma das minhas favoritas!)

 

Para quem não sabe, eu sempre desenhei. Nunca fiz curso, e até tentei, mas técnica é algo muito enfadonho pra mim. Então meu aprendizado é basicamente lendo, observando, experimentando. Já senti vergonha disso, hoje em dia eu percebo que cada um tem sua maneira de aprender, e você tem que ir em busca daquela a qual faz te sentir mais confortável.

 

Desenhos de 2003. Nessa época eu assinava como "Renata Penélope", e ainda não tinha encontrado um estilo de desenho. Tudo tinha total influência dos desenhos que eu assistia.

 

Com o tempo, senti que era hora de investir e assim, botar o negócio rodar pra valer. Juntei dinheirinhos pra comprar uma tablet (eu ainda uso a mesma desde quando comecei, uma Wacom Connect), dar uma turbinada no computador (até um tempo atrás meu monitor era na tv da sala, imagina, haha) e melhorar o meu cantinho que hoje em dia é todo dedicado ( tem algumas fotos aqui neste post). E claro, comecei a fazer meu jabá por aí!

 

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bem orgulhosa posando perto de algumas pinturas em tela e digitais que já fiz, rs

 

A parte que é SEMPRE triste, e faz parte da vida de um ilustrador lidar com isso frequentemente, é como as pessoas agem, principalmente se você trabalha em casa (home office). Não entendem que você tem horários e compromissos, que você leva HORAS para fazer um trabalho e acham que você "faz rapidinho aí no pc" e claro, que você precisa VIVER: pagar uma saída, um objeto qual você queira se presentar, etc. Isso não é vergonhoso. Acredite, já tentaram me fazer sentir CULPADA por isso. Assim como todo mundo que trabalha, você MERECE receber por ele! É justo e não é crime algum.

 

Ter um trabalho independente é bom, mas a gente erra muito, e tem que aprender a lidar com muitas coisas – na maioria delas, sozinho –  principalmente, com paciência, pois as coisas nunca virão num estalar de dedos e tem seus altos e baixos… e eu continuo recebendo minhas lições. A última e a mais recente delas, foi a mais difícil de todas: eu achei que era hora de parar. Eu perdi o foco, desanimei, não sentia o mesmo prazer de antes. E foi necessário, pois só assim pude refletir melhor sobre o que eu queria, como eu queria… e tudo está bem melhor, meu coração voltou a bater timidamente, embora eu ainda sinta que tenho um longo caminho a percorrer … mas isso é conversa pra outro post!

 

meme super fofo que rolou esses dias e não resisti! #conheçaoartista #meettheartist

 

Quis fazer esse post só pra contar um pouquinho da vida de ilustradora pra vocês (tava devendo um tempão, eu sei!), mas te pergunto: você tem alguma dúvida? Tem algo que gostaria de saber que eu não tenha mencionado aqui? Fique à vontade para perguntar, eu vou adorar responder e quem sabe, ajudar caso você esteja começando também 🙂 E claro, aos amigos ilustradores e blogueiros: eu adoraria saber mais sobre a vida de vocês como ilustradores num post como esse! ♥

 



33 thoughts on “Minha vida de Ilustradora: início e desafios”

  • Poxa, que bacana 🙂 Gosto de saber como ilustradores começam a carreira. Eu também amo, amo desenhar, e estou aprendendo bem aos poucos e aos trancos e barrancos a ilustrar digitalmente… às vezes bate uma impotência; acho que todo mundo nasce sabendo e só eu preciso virar noites pra conseguir dominar os softwares rs Mas é isso, tem que ir tentando.

  • Eu sempre tenho vontade de me expressar através da arte, já fiz de tudo um pouco para tentar ocupar a mente. Já fiz curto de fuxico, de talha, de pintura, de desenho, costura e sei la´mais o que… hahahahahaha Eu amo customizar coisas e quero um dia ter meu cantinho para decorar do meu jeito. Sua ilustração é maravilhosa, eu gosto muito do seu traço, fico em dúvida de quem gosto mais, se é de você ou de SU. KKKKKKKKKKKKKKK ?<3 bEIJOS

    http://www.antenantenada.com.br

  • Eu morri um com a sua Rei! Evangelion ainda é parte vital da minha vida mas acho que nunca desenhei nada de Eva! Eu comecei desenhando estilo mangá, como você fui influenciada pelas coisas que eu assistia. Depois com o tempo eu comecei abter um estilo próprio (grandes coisa hahahaha). Eu tinha me esquecido do quanto gostava de desenhar até que esse ano voltei. Gente. Que terapia maravilhosa! Recomendo pra todo mundo que esteja querendo relaxar, desenhar é só amor!

  • Oi Rê, você é uma ótima artista. Seus trabalhos são lindos e a sua evolução é notória nas imagens que você colocou. As dificuldades parecem iguais em várias profissões, as pessoas parecem que ainda dão muito valor ao famoso tripé “medicina, direito e engenharia”, mas eu sempre vejo que as pessoas que fazem o que gostam nunca se arrependem – e você está nesse grupo. Eu AMEI a sua ilustração do “meet the artist”! Ficou muito amor <3
    Beijos e muito sucesso!

  • Oi Rê! Comprei desses livros interativos, mas só escrevo, porque pra desenho sou uma negação. Tenho muito respeito por quem desenha, porque realmente é um dom!

    Beijão!

  • Cara, dia desses tava rolando um bafafá no facebook sobre um cara que pediu para uma ilustradora fazer uns quinze (QUINZE!!!) desenhos pra ele, na faixa, porque ele era estudante, queria usar as ilustras no trabalho de conclusão de curso e que, nas palavras do rapaz: “são só quinze”.

    Ele ficou indignado que a menina não lhe atendeu e começou a falar mal pacas, porque a guria foi isso e aquilo e não quis fazer as ilustras grátixxx pro boy.

    Eu fico indignada com a falta de tato que as pessoas tem, sério. Isso acontece com quem desenha, com quem codifica layouts e com quem publica um livro (meu caso). O povo brasileiro simplesmente é muquirana demais quando se trata de apoiar o trabalhos dos artistas nacionais. É um absurdo.

    Whatever. Achei demais as tuas ilustras (demais mesmo!) e pena que você vai parar e legal o meme e super massa teu espaço com quadrinhos (fiquei querendo um para chamar de meu, mas enfim).

    Beijocas!

    • Oi Fernanda! Eu vi essa discussão, parece piada mas realmente acontece! É uma loucura.
      Mas não vou parar de ilustrar não, foi só um momento de reflexão 🙂 Até pq eu amo e sempre digo que acho que não sei fazer outra coisa da vida, hahaha!

      Fico muito feliz que tenha curtido!

      Um beijo,
      Re

  • Ain Rê, eu me sinto tão iniciante ainda, toda perdida e medrosa.
    Ainda passo pela parte de acharem que eu não tenho uma profissão e estou brincando no computador, mas aprendi a ignorar, minha maior preocupação é a incerteza de ser freela e a falta de liberdade de se trabalhar em empresas que não compreender o trabalho.
    Como você lidou com isso e tal? sempre foi freela, sempre deu certo ou passou por períodos de aperto financeiro?

    • Carla, aperto financeiro eu passo até hoje, é bem difícil depender só dos freelas, muito mesmo. Meu ideal seria ter outra fonte de renda além das ilustras, mas ainda não consegui conciliar. O freela eu faço desde 2011, e de lá pra cá melhorou, mas ainda sinto falta da estabilidade, sabe? Essa parte eu acho a mais complicada e ainda tô aprendendo a lidar com ela.

      Um beijo,
      Re

  • Esse post saiu pra mim em timing perfeito <3 Como você sempre gostei de desenhar e recebia muita influência daquilo que eu sempre gostei de ler: mangás. Quando entrei na faculdade (museologia) acabei me afastando um pouco, mas depois de formada o amor pelo desenho veio se reafirmando. Tenho tido várias idéias (o que me deixa mais confusa) e comecei a fazer um curso de design gráfico para aumentar meu conhecimento (principalmente dos programas). Gostei de saber um pouco da sua "jornada"e me ajudou na questão dessa insegurança (auto crítica é fogo) de quem está começando ou está pensando em começar. Suas ilustras são uma graça e o blog também 😀

  • Rê, você é designer né? Eu tenho uma dúvida, não sei se você vai saber me responder. Eu quero fazer publicidade, contudo é uma área que “pede” pra você saber desenhar. E eu não sei! Nunca fui boa em desenho! E tenho medo de tentar essa carreira e não dá certo por conta disso. Será que é tão essencial dominar a parte artística? E queria dicas de desenho para inicianteS, sem querer
    pedir muito!
    Adorei o post!
    beijos,

    • Oi Alice! Então, acho que como em qualquer carreira, os conhecimentos adicionais são um diferencial, né? Não julgo essencial, pois provavelmente você vá ter a orientação necessária (nunca fiz publicidade, mas acredito que seja semelhante como quando eu fazia faculdade de jornalismo: aulas sobre mas sem TANTO foco como seria num curso dedicado a). Tenho muitos amigos publicitários que não dominavam nada de desenho e não rolou stress.

      Sobre as dicas, eu recomendo você ir tentando sem medo para descobrir seu traço, o que você sente quando desenha e qual é sua maior dificuldade, e tentar focar nela. No youtube tem vídeos bem legais com dicas de desenho, e recomendo! Se achar necessário, procura um cursinho rápido aí na sua cidade, para você ter uma base com as primeiras dúvidas.

      Espero ter ajudado!
      Um bj,
      Re

  • Re, to passando por essa fase de desgostar um pouco do trabalho, mais pelas cobranças que pela qualidade. Como vc disse, tem clientes que não entendem que vc tem vida fora do pc… Passo fins de semana sem sair com a família pq tenho trabalhos pra fazer, depois tem a casa pra cuidar e nem tenho cuidado de mim como gostaria. Mas talvez, precise só de um tempo pra decidir o caminho que quero seguir. Guardo com muito carinho a logo que vc fez pro meu primeiro portfolio, do Retratos de Elisa, e espero em breve poder fazer encomendar aquele trabalho pro Nossa Cabaninha, pois confio muito no seu bom gosto e sei que vale cada centavo! Se cuida, muito sucesso pra vc! ;**

    • Ahhh Elisa, que feliz eu fico de ler isso! ♥
      Pois é, aqui em casa também tenho que me dividir com tarefas para casa e por isso às vezes acabo ficando bem cansada e enrolada. Mas vamos levando, né?

      Um beijo!

  • Tá ai um tema pra post bacana… eu não me considero muito uma ilustradora sabe? auhauaha mas acho que vou contar isso lá =D

    Adorei saber sua história de aprendizado. Realmente cada um é de um jeito. Eu fiz muitas aulas… desde o colégio e aulas de artes, mas já vi uma entrevista com o João Montanaro que falaram pra ele não fazer aula, que isso ia estragar ele. Sei lá, meio que acredito nisso.

    AH ! ADOREI =D

    • Chell, CONTA TUTU! haha, agora fiquei curiosa (e te entendo totalmente!)

      É engraçado essa coisa de aprendizado né, eu já vi gente dizendo que só funciona assim ou assado, e levei muita cabeçada pra entender que cada um tem seu jeitinho mesmo pra aprender. Nossa, eu ficava muito entediada no curso, até que resolvi parar. E o pior: eu tava me perdendo no traço, tava sendo influenciada pelo estilo do professor Oo mó bizarro!

      Vou esperar teu post, hein?

      Um bj,
      Re

  • Eu sempre achei que as pessoas com ilustras muito fodásticas sempre fizeram cursos e etc, mas tu é diferente, moça! hahaha É um tipo de estereótipo meio tosco, mas é algo que já vem a mente.
    Também quis recentemente largar as minhas artes digitais por não se achar suficiente para o mundo dos freelancers. ): Mas ainda bem que passou esse feeling! É terrível se achar inútil ou ~que já deu~. Agora tô até correndo atrás como autodidata com um monte de tutoriais na internê de Illustrator e Photoshop hahaha

    Eu tenho uma dúvida sim, Rê! Como você faz para conseguir os freelas? E quais suas dicas para portfólio?

    Um abraço, minha cara!

    • Ai, que legal Lari! Eu procuro tudo aqui pela web também, felizmente tem muita coisa legal e dá pra tirar altos proveitos, aprender umas coisas bacanas.

      Sobre os freelas, é tudo por indicação. Faço trabalho pra um, que fala pra outro, que fala pra outro… e claro, vez ou outra rola a oportunidade (eu sou muito tímida pra oferecer meus serviços, mas tem hora que é inevitável, rs). Então eu ando sempre com meu cartãozinho na bolsa e deixo com algumas pessoas também nessas ~oportunidades~.

      Sobre portfolio, eu não tenho muitas regras não, saio colocando tudo e não tiro nem os mais “feinhos” (teve um trabalho que mesmo eu odiando o cliente amou e disse que queria um igualzinho, haha!). Mas é essencial ter reunido tudo num endereço e sempre enviar pra quem se mostrar interessado pelo seu trabalho!

      Espero ter ajudado, qualquer coisa, tamos aí!

      Um bj,
      Re

  • Que mágico flor =/
    Eu amo desenhar, aprendi sozinha e sempre tive o sonho de trabalhar com isso mas nunca tive a oportunidade sabe? Nunca teve ninguem que me desse uma abertura ou sei lá, eu nunca soube como começar.
    Meus parabéns, lindas suas ilustrações *O*. Quem dera eu pudesse trabalhar com isso i.i

  • Adoro esses posts que parecem um abraço, Rê! <3
    Eu optei ilustrar como segunda profissão, mas quero equilibrar melhor essa balança na minha vida. Tem épocas boas, outras nem tanto, ainda mais morando numa cidade do interior que não reconhece o criativo como profissional que DEVE ser remunerado pelo seu serviço.

    E apesar de ser formada em Artes Visuais, minha base é autodidata, na faculdade aprendi mais sobre como o sistema das artes é sujo mesmo, cheio de pessoas que criticam o Romero Britto mas queriam ter a fama e o dinheiro do cara, sabe? :~
    Para não, que é sempre lindo ver trabalho feito com amor!

    Beijão :*

    • Lidiane, tava falando esses dias mesmo com o marido sobre o Romero Britto. O cara tem fama, e às vezes penso se as pessoas não acham ruim o cara ter grana só por ser com arte, sabe? Sei lá… pra tu ver como esse trabalho é mesmo desvalorizado e é uma luta constante.

      Aqui tbm nem rola os trampos, tanto que só faço pra pessoas de outros lugares mesmo 🙁

      Um beijo,
      Re

  • Rê, como assim vc não gosta de vitamina de banana? Poxa, é tão gostoso! hahaha’
    Acho que quem trabalha com ilustração é uma pessoa muito abençoada! Deve ser incrível trabalhar criando algo tão mágico, né? Quando eu era mais nova (falou a velha hahahah’) já pensei em ser ilustradora de quadrinhos, tanto que até criava algumas histórias! Mas o tempo foi passando e deixei a ideia de lado. Hoje desenho só por hobbie msm e beeeem de vez em quando (preciso mudar isso, desenhar me faz muito bem!)
    Seu trabalho é lindo, não desista dele nunca!
    Beeeeeijos ♥

    http://www.oblogdaka.com

    • Pois é Karina, sabe que fico até triste? Gosto de tudo de banana, MENOS vitamina! hahaha

      Quadrinhos ainda é uma área pouco explorada por mim, eu acho muito, muito demorado e não tenho paciência pra projetos longos demais, hahaha! por isso admiro muito quem faz pq dá um trabalhão, principalmente a questão dos cenários.

      E desenhar é tudo de bom mesmo… às vezes fico com preguiça, mas quando começo, esqueço de tudo! É uma super terapia 🙂

      Um beijo!

  • Eu queria ter o dom de desenhar, mas não tenho, então me resta admirar o trabalho de pessoas inspiradas como você \o/

    Cobrar e definir valor sempre foi um problema para mim e já me falaram que eu não sei valorizar o meu trabalho, seja qualquer coisa que envolva venda, eu sempre cobro a menos por insegurança ou por realmente não valorizar, o fato é que as pessoas sempre vão reclamar que está caro e afins, mas temos que levar em conta o tempo que gastamos e o esforço para executar algumas tarefas, preciso muito me aperfeiçoar, mas é isso aí, vivendo e aprendendo. =)
    Cada dia uma lição e nos tornamos mais maduras e firmes em nossas decisões.

    Abraços.

    • Raquel, vou te dar uma notícia: não existe dom para desenho, haha! Sei que parece clichê, mas basta você gostar e se esforçar. Tem um livro (eu sempre esqueço o nome dele) que fala sobre isso, sobre todas as pessoas poderem desenhar, independente de um dom.

      Sobre cobrar menos, é bem normal principalmente no começo, e aí com o tempo a gente vai trabalhando a confiança e cobrando o quanto achamos justo pelo que fazemos (lembrando sempre que além do seu trabalho, você está vendendo algo que você não vai poder recuperar nunca mais: seu tempo).

      Um beijo! Obrigada por dividir sua experiência por aqui 🙂

  • Adorei o post. há pouco tempo que descobri o teu blog, e tô adorando. 🙂 Também desenho desde pequena, embora tenha ficado um tempo sem desenhar quando entrei na faculdade, e retomei há poucos anos. já fiz alguns freelances como ilustradora (dá pra contar nos dedos da mão), mas cada vez mais tenho vontade de tornar isso mais recorrente. eu também era muito crítica com meus próprios desenhos, mas os empurrões da minha irmã (que me apoia muito) estão me ajudando a superar isso. agora só tenho problemas com relação à “como vender o peixe” num mar cheio de peixões. uma das coisas bacanas nesse mercado, é que não exigem um diploma para ser ilustrador, mas sempre fico na dúvida se entre alguém que tem diploma, e alguém que não tem, como ficaria a coisa. por isso ainda penso em cursar artes. :/

    • Bia, é como eu disse no post: depende de como você encara seu aprendizado. Se fazer a faculdade te faz ter mais segurança, faça! Mas na minha opinião, os cursos “livres”, workshops, etc, são os que rendem mais, pois você vai mais no foco do que te interessa, sabe?

      Boa sorte! E não se preocupe com os peixões, peixinhos como nós também tem seu espaço! hehe

      Um beijo!

  • Eu sou um pouco como você, desenho desde pequena, mas nunca tive paciência para fazer cursos, teoria me deixa entediada e eu perco o foco em segundos, prefiro ficar quebrando a cabeça feito uma tonta até descobrir como faz X coisa, haha.

    Amo desenhar, mas infelizmente não consigo ter ilustradora como minha única profissão (apesar de trabalhar com design, que tá quase lá…), primeiro porque é sempre meio dor de cabeça, ainda falta uma conscientização das pessoas que arte não é de graça. Não é porque você “faz rapidinho” que tem que cobrar pouco, pelo contrario, se hoje eu faço rápido é porque já rolou todo um esforço para aprender, então eu deixo mais como um passatempo mesmo. E também porque eu sou uma ridícula com auto critica e acho que tudo que eu faço fica meio porcaria, hahaha.

    E eu adoro seus desenhos, eles tem um estilo tão meigo <3

    Beijos!

    PS: Também fiz a tag o/

    • Rohh, eu também sou bem crítica, e acho chatíssimo, mas com o tempo fui me controlando mais a respeito disso.

      Sobre ter como única fonte de renda: complicado. Se eu tivesse que sustentar a casa sozinha, por exemplo, seria bem difícil. Eu teria que pegar um volume bem maior de ilustrações, coisa que eu evito senão eu não durmo, não como direito, não faço nada direito.

      Adorei seu comentário por aqui! (será que já vi teu desenho da TAG?)
      Um bj!

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