palavras, palavras…

Naquele dia que você não acorda lá muito legal, e nem tá na TPM, parece que tudo dá errado. Dias atrás, eu estava realmente emburrada no trabalho, algo na minha cabeça não estava legal e eu estava realmente incomodada por estar triste. Iniciei minhas tarefas como de costume, e percebi que de longe vinha uma música de melodia familiar. Fui me aproximando do local onde a música surgia (uma loja de instrumentos ao lado do trabalho), e quase desmoronei quando percebi que a música que tocava era “Parole, Parole”. É uma música de uma das melhores épocas da minha vida. Eu tinha uns 6, 7 anos e eu tinha um avô que nem era meu avô de sangue. Nós tínhamos muitas coisas em comum (a mesma paixão por artes, música e frutas), e lembro como se fosse hoje dele me ensinando a desenhar narizes e olhos no quadro negro gigante que ele tinha na sala. Ele tinha uma coleção de vinis italianos, e sempre colocava para ouvirmos. Foi aí que me apaixonei por “Parole, Parole” (lembro que ele fez questão de me dar de presente depois). Meu avô foi uma das pessoas mais inteligentes e maravilhosas que já conheci, e tudo que me faz lembrar dele me deixa realmente motivada.

Pra quem ficou curioso sobre a música, tem ela aqui. Mas eu não recomendo pra quem não curte música antiga, romântica e italiana, rs.

teatrinho.

As cortinhas se abrem. A luz vem, você é o centro das atenções. Respira, é hora. O corpo falando, gritando. Deixa escapar um erro ou outro, ruboriza, olhos queimam, ensaia correr pra qualquer lado. Respira. Pensa num arco-íris, numa moita, pensa em qualquer coisa. Interpreta, incorpora, deixa o coração palpitar…
Tá todo mundo olhando. Não ligue. É personagem, não é você… é fantasia.
A vida é um teatro, baby. E tá todo mundo querendo aparecer.

[merecido pra essa segunda-feira]