A força e os bônus da vida

 

Tem tempo que uma das frases que mais ouço é: “você é uma pessoa muito forte!“.  Ainda que não por mal, a maioria tem uma tendência equivocada a achar que, assim como nos jogos, passar por fases te torna uma pessoa mais forte, quase inatingível. Não há 100% de erro nisso. Não estamos aqui para generalizar. Mas, na real… será mesmo?

 

Passar por situações extremas não me fez mais forte. Ao contrário do que muitos pensam, eu ainda sou capaz de chorar pelo iogurte derramado, assim como há 10 anos atrás. Não fiquei menos egoísta, mais esperta, menos introvertida. Ainda tenho as mesmas manias (talvez até mais que antes). Às vezes, me recuso a aventuras novas da vida, pura preguiça. Tenho medo de tubarão. Como mais besteiras que deveria. Danço escondida no banho.

 

Não existe uma “força desconhecida” que te transforma num super power ranger capaz de lidar com todas as forças do mal. Você não virou um possante blindado da noite para o dia. Você continua você, com erros e acertos, mas com um acréscimo de “checkin” na área proibida. Uma espécie de violador das situações “deus-que-me-livre-disso“. A referência numa conversa de outrem.

 

“Mas olha, eu JAMAIS suportaria”. Sinto dizer, mas há possibilidades de:

a) pessoas que nunca se sentiram capazes, mas foram
b) pessoas que sempre se sentiram capazes e não foram
c) pessoas nunca se sentiram capazes e de fato, não foram

 

Minha força não está nas coisas ruins que passei, e sim nas boas. Já imaginou, uma vida em que as situações ruins levam vantagem no placar? Teríamos a obrigatoriedade de sermos mega felizes e fortes, então? Eu, nem de longe. Situações ruins desgastam, te levam a amnésia forçada. Não há nada de bom em situações que não são boas! Aliás… quem mesmo inventou isso???

 

O que compensa a vida é a esperança de dias bons. Um dia ali e aqui razoável, ok. Nada é perfeito.  Mas são pelos dias bons, pelos bônus que a vida nos dá, que vale a pena viver. E se a força para seguir adiante vir apenas do sofrimento, meu bem… eu quero ser a pessoa mais inexperiente e fraca do mundo. E continuar dançando no chuveiro, é claro.

 

strong-woman-vintage

seja fort… hã?

 

 

 

Desabafo: Vendedores não sabem vender (bem)

Praticamente fiz este post após ter visto no cinema “O Lobo de Wall Street” (que por sinal é excelente, assistam!), mas eu iria acabar fazendo esse desabafo vez ou outra por aqui – certamente se você é meu amigo, já o ouviu de mim vez ou outra. A questão é: porque existem tantos vendedores (foca na profissão: VENDEDOR) que não tem interesse em vender? Porque me sinto numa loja de departamento sem estar numa loja de departamento?

 

tumblr_mvvv4qkWnS1rdutw3o1_400

 

Seguinte: eu tenho uma certa dificuldade com alguns itens do dia a dia. Pontos a mais para sapatos, bolsas e sutiãs.  O problema é meu pé, minha coluna e usar 48. Então, dias atrás, cansada de gastar dinheiro em 5 sapatos que juntos não dão 1, decidi entrar numa loja legal (lê-se: ótimos sapatos que custam os olhos da cara) e encontrar um modelo fresquinho e confortável DE VERDADE. Olha, admito que os números na etiquetinha me balançaram um pouco. Mas a atendente era tão simpática, me ajudou a encontrar o modelo perfeito com a maior paciência do mundo. Levei. Não me arrependi e voltarei lá mais vezes. Doeu no bolso, mas pelo menos não doeu nos meus pés.

 

sandalia-istmo

você nasceu pra miiiiim, eu nasci pra vocêêêêê ♫

 

No mesmo dia, mais tarde, entrei numa loja na tentativa de encontrar uma bolsa que me cativasse. Vejam bem, umas das minhas duas bolsas de ir-no-supermercado-ou-no-cineminha já arrebentou a alça, minha sogra costurou e agora eu perdi o puxador do zíper. Ou seja: já sabem o motivo de eu não ter hábito de fazer look do dia, né? Pois bem.

 

Do outro lado da loja, uma vendedora com feição de “eu tenho mesmo que te atender?“. Eu chamo para perguntar de um modelo, ela se aproxima, com uma voz fraca, insegura. Uma feição pálida e desencorajada. Eu cheguei a sentir pena por alguns minutos, mesmo sem saber explicar muito bem o motivo (o cachorro morreu? a chefa está na TPM? virose?). Explico o que quero: bolsa simples, alça confortável e poucos bolsos. Em outras palavras: pau pra toda obra. Ela aponta: “Tem aquela ali da Ivete…“. Aham…

 

tumblr_lojwb0DuzR1qzbl7f

sou toda ouvidos.

 

Vejam bem, é uma famosa franquia conhecida por produzir BOLSAS. No meio de tantas opções, minha bolsa é apenas uma MC Pocahontas entrando na festa da Valesca Popozuda. Eu disse de bicicleta? Excepcionalmente, neste dia, eu não queria um abraço, um “você é importante”, ou “eu sei como você se sente”. Queria encontrar uma bolsa, pagar e ir embora.  Antes que me enforcasse com a alça da mochila mais próxima, resolvi sair da loja. Vai que pega?

 

O mesmo vale quando vou comprar sutiãs. Quem usa de 48 pra cima sabe bem que:

 

1) esse número fica na sessão plus size, não importa se você não for plus size;

2) se não estiver na sessão plus size, certamente virá com uma alça que vai arrancar seus dois braços fora numa vibe exploitation;

3) desapegue da beleza. provavelmente se você morar com a sua avó e ela usar 48, vocês terão sutiãs semelhantes.

 

E toda vez que vou perguntar: “onde estão os modelos 48?” Me olham com cara de como eu quisesse esconder meus peitos com 4 números acima do meu. E aí me mostram um 44: “Esse deve servir em você“. INSENSÍVEIS! *chora*

 

whataretheydoinggif

tá de brincation with me?

 

Em tempo: eu sei, eu sei. Existem lojas que vendem lindos sutiãs 48. Mas eu moro em Ubatuba, não compraria online sem experimentar e ainda tô me recuperando psicologicamente do que paguei na sandália… tnham paciência comigo!

 

tumblr_m34h2vX6To1r3bcb9o1_500

Porque você deve postar menos no Facebook – e mais no seu blog

Eu dei um grito mental de desespero ao me dar conta que, já estamos no dia 7 de janeiro e eu ainda não havia feito o post de 2014. Nem a retrô-expectativa saiu (que uma hora, sai), e fiquei com um cadinho de peso na consciência. Eu não me cobro para fazer posts no blog, mas sabe… eu adoro folhear meu próprio blog vez ou outra (vai, sou narciso-blogueira, admito) e ver posts antigos, matar saudades. Ou quando quero, ou preciso,  mostrar algo para alguém, é fácil e  prático usar a busca e mandar o link, por exemplo. Diferente do Facebook, que engole postagens ou só é possível uma busca após perder alguns minutos fuçando a linha do tempo.

 

Ultimamente, percebo que postamos tanto no Facebook, que só depois nos damos conta que lá não dá para usar uma busca eficiente, ou que ele é algo “nosso”. Há algum tempo, eu já havia comentado que sentia falta de fazer posts curtinhos e com mais frequência por aqui, como eu fazia no início do Mulher Vitrola. E sei bem que não mais os faço pois, confesso: cedi aos encantos e facilidades do Facebook. Porém, nesta fase que ando pensando mais que fazendo, cheguei a conclusão que dá para deixar todo mundo feliz: posso muito bem fazer ambos. Assim, mantenho aqui no blog um registro meu, e no Facebook, para quem preferir acessar por lá. Aqui é meu, faço backup, carrego para onde eu for. Lá é do tio Marquinho… vai que ele cansa da gente e resolve deletar tudo? Fazer um Facebookicídio (ou seria Facehomicídio?). Lembrando que ainda não existe uma maneira de fazer backup das usas postagens do Facebook… vai que, né?

 

Não gosto muito de “metas”, mas vamos lá: este é um caso à parte. E uma das poucas metas que quero alcançar em 2014 será tentar manter por aqui a maior quantidade possível de registros da vidinha dessa que vos escreve. Não é um promessa, mas é uma tentativa… que não custa dar início. Como já dizia Dorothy, “não há lugar como nosso lar“, e aqui é a minha casinha de pensamentos escritos, que jamais devo abandonar 🙂 E aí, você blogueiro: como lida com isso? Também achou que o Facebook roubou um tico a atenção que você dava ao seu blog?

 

Para ler também: Por que eu ainda não saí do Facebook, por Thais Godinho e Antes de abandonar seu blog pelo Facebook, conte até cinco, por Denis Zanini.

 

 

ar137952971765859