Sabe o que ela quer? Menos machismo, gaslighting e alienação parental #DiadasMães

Sabe o que ela quer? Menos machismo, gaslighting e alienação parental #DiadasMães

Eu nunca achei que seria mãe, e até reencontrar uma paixão da adolescência, eu não queria ser mãe. 

 

Mas um dia, eu me tornei mãe. E embora a minha mãe fosse sempre presente na minha vida e uma grande amiga, sabe aquilo de "quando você for mãe, vai entender a sua"? Então, não rolou essa mágica. Na minha cabeça, a única referência que eu tinha para maternidade eram os cadernos novinhos da escola: lindos, cheirosos, e cheios de folhas novinhas para preencher. E eu estava muito empolgada e com ótimas ideias.

 

gravidez-re

 

Eu me tornei mãe com 20 anos. Ou melhor, eu engravidei, né. Aos 20. Me tornar mãe foi outra história. 

 

E toda vez que eu olhava aquela criança linda, perfeita e inteligente, eu olhava pra minha vida e não me localizava. Era como se eu tivesse duas vidas: uma linda, com uma maternidade da qual eu escrevia a punho, e outra que era uma verdadeira sequência de fracassos e da qual eu não me enxergava, nem comandava o meu roteiro. Eu simplesmente não devia estar ali.

 

Um dia meu meu relacionamento chegou ao fim. De forma não poética, por assim dizer. Não como nos filmes. Filme você quer contar a história mesmo que seja da pior maneira e o filme seja muito ruim (porém, sou péssima com sinopses). Vida não. Vida você quer botar na gaveta e esperar que alguém esqueça, ou que ela evapore, ou que você um dia, passe a acreditar fielmente que tudo aquilo nunca aconteceu.

 

Junto com isso, descobri diversas "crenças" da sociedade acerca da mulher que se separa ou que apenas termina um namoro. Parece não existir a possibilidade de mulher que se separa não ser julgada, por exemplo. E sofre todo tipo de consequência vinda do ex parceiro, por suas novas escolhas, por dizer NÃO à um relacionamento violento, por não pertencer à ninguém e ser dona dela mesma. Afinal, uma mulher determinada a seguir sua vida após um relacionamento que não vingou, oferece muito risco para a manutenção de uma sociedade decente, ao que tudo indica. Então imaginem EU, que se separou e por falta de opção na época, deixou o filho morar com o pai? Já temos um combo julgameitor!

"GASLIGHTING é uma forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memóriapercepção e sanidade"

Eu já tentei explicar de todas as formas que você imaginarem, mas as pessoas parecem simplesmente fecham os ouvidos quando digo "sim, meu filho mora com o pai". COM O PAI, aparentemente, parece ser "larguei numa sacola com aquele cachorro ali na rua". E então você recebe o tal olhar inquisidor. Você, mulher, que trabalha todos os dias, casada há 5 anos e que se faz o mais presente o quanto possível na vida do filho e MAS PERA, VOCÊ DEIXOU O QUÊ? COM QUEM?. Assim. Sem exagero nenhum. E de verdade, até gostaria de estar exagerando. 

 

Isso parece não ter impacto nenhum, alguns diriam. Mas esse ano, é o quinto dia das mães – entre outras inúmeras datas –  que passarei longe do meu filho (e o quarto que passo sem meu Joaquim, aliás). Geralmente, não recebo ligações em datas comemorativas, mesmo se for meu aniversário, pois faz parte do meu "castigo" esse total distanciamento, e exercer a maternidade é algo que eu devo fazer às duras, com minha contribuição apenas: eu ligo, eu mando mensagem, eu me programo, eu me desloco. Que parte é a minha na maternidade, segundo o agrado social, afinal? Um sequência de provas de que não, eu não abandonei meu filho? Que a minha vida e minhas decisões não deveriam interferir na maternidade que eu quero exercer livremente, sem estar sendo vigiada?

 

Também nunca recebo visitas em férias, finais de semana, nem feriados, nem flores de jardim, homenagem na escola e muito menos os tão protestados itens para casa. E por mais que eu tente forçar minha mente a "é só mais uma data comercial" e "ainda bem que ainda tenho mãe", sim, isso me causa uma sensação que não carrega apenas uma palavra. Óbvio que dói, que entristece. Que outra sensação seria previsível para uma mãe, senão essa?

 

Confesso até estar um pouco cansada de ouvir os amigos dizerem que devo me sacrificar para exercer minha maternidade, algo que é meu direito como MULHER, como mãe, como parte da sociedade, e que a meu ver, não deveria ser um sacrifício. Eu não cometi um crime (e ainda há ressalvas, mesmo que o tivesse cometido). Mas é assim que uma mulher é vista: uma criminosa, uma exilada. E isso eu posso garantir: eu não matei ninguém além de uma antiga Renata que cansou de se submeter à tantos abusos. Que nesses 5 anos, tem se submetido a todo tipo de reação duvidosa frente ao filho, sendo colocada no lugar que as pessoas querem que eu esteja e não no que eu QUERO estar. No meu lugar de mãe, de genitora. Pois olhem só que ironia: eu sou julgada por querer exercer a maternidade. E sou também por um dia, supostamente, "não exercer". Não há um lado, não há um meio termo, para nós, mulheres. O julgamento é em cima do muro. Somos todas julgadas, indiscriminadamente

 

Num universo paralelo, eu me pergunto todos os dias como eu consegui absorver tudo isso sem pirar todo esse tempo, e nesse aqui, são as pessoas que me perguntam. A resposta é: eu vivo de esperança que um dia tudo isso mudará. É o que me segura, é o que me ergue. A dor me paraliza, mas também me move. Afinal… eu ainda acredito num dia que as pessoas enxergarão o quanto essas atitudes, claramente com influências machistas, são nocivas, e a consequência delas de imediato nem sempre acontece. Na maioria das vezes é a longo prazo, com feridas para toda uma vida. A única pergunta que tenho é: até quando?

 

Essa história é a minha. Mas a luta diária é nossa, amigas. Não estamos sozinhas.

 

pedro-lindo

 

 



40 thoughts on “Sabe o que ela quer? Menos machismo, gaslighting e alienação parental #DiadasMães”

  • Moça, compreendo sua história e suas dificuldades; mas evite usar esse termo “alienação parental” sem se inteirar mais sobre como isso já nasceu para manipulação de mulheres e crianças em situações vulneráveis…é uma forma simplista de explicar rejeição filial, geralmente ao pai, e que teve origem em teorias de um pro pedófilo que defendia homens acusados de abusos. É muito grave termos no Brasil uma lei tão irresponsável e que já expõe crianças a coisas realmente absurdas…se vc ler bem sobre o caso Joanna Marcenal, entenderá o perigo. Um abraço e boa sorte!

  • Muito obrigada por esse texto.

    Estou passando pela mesma coisa e minha advogada me falou para te ler/tentar falar com você.
    Agora entendo: eu não estou doida, eles que estão sendo machistas e abusivos.

    Mais uma vez obrigada.

  • só consegui parar pra ler esse texto agora. sabia que não tinha como “ler de qualquer jeito” e mesmo assim me sinto de mãos atadas pra discutir o assunto. as vezes posso achar que tenho (aquela coisa de sentir um pouco a dor do outro) mas na verdade não tenho a menor ideia de como é ser mãe e todo o misto de sentimentos que fazem parte do pacote em uma sociedade tão machista. só sei o que é como filha sofrer ao ver a mãe sendo julgada all time pelas coisas que fez ou deixou de fazer, pelas suas escolhas. nessa linha que tu abordou. é foda. que sociedade difícil. vamo se abraçar? *abraço* ♥ força!

  • Renata, parabéns pelo desabafo. Li, reli… mas não consigo entender de verdade o que você quer dizer. Fui abandonada pela minha mãe. Ela assim como você “não viu a mágica acontecer” e me deixou com meu pai. Me desculpe, mas é abandono sim. Da sua função. Assim como se o pai tivesse deixado o seu filho com você e ido embora viver em outro estado, também seria abandono. E ele também seria julgado e considerado alguém ruim.
    Você acha que é fácil pra uma criança entender que a mãe preferiu viver longe dela? Não. Não é. E por melhor intenção que você tenha, cada visita, cada temporada, cada foto com você, deve causar um grau de conflito no coração do seu filho que você certamente não é capaz de avaliar. Eu digo porque já estive no lugar do seu filho. Hoje entendo minha mãe. Hoje sei que ela só queria ser feliz e que é humana. Mas sempre vou questionar, mesmo com anos de terapia, por que ela não conseguiu me amar naquele momento? É muito ruim ser um estorvo na vida de alguem essencial para nossa vida, como é nossa mãe.
    Desculpe. Admiro sua luta, entendo sua dor. Mas me coloco no lugar do seu filho e digo: a maior dor é dele.

    • Eu ia ficar quieta, mas não dá. Exatamente por ser mãe que entendo que as vezes não é possível estar junto. Abandonar é estar numa casa desestruturada, sem amor e num ato egoista, mesmo assim ficar grudada para agradar outros adultos. alienação parental é de uma mega criancice, isso sim, pois USA a parte mais frágil da relação por não ter capacidade de ser adulto e resolver como se deve. Isso é apego e egoismo. Mãe não abandona, mãe abre mão pelo melhor pelo filho, isso sim. Pode ser que pela maturidade demore a entender, mas a única pessoa que vai precisar te entender é ele.

    • Oi Karina! Fico grata pelo seu ponto de vista aqui. Mas o objetivo do post é justamente explicar que julgamento nesses casos é a última coisa que se torna necessário. O entendimento varia para cada um, pois cada um tem sua história, seus conceitos… e isso deve ser respeitado.

      Também nunca achei fácil a situação do meu filho é por isso que há anos estou nesta luta, perante a justiça. Mas que infelizmente, não depende só de mim… entende? O buraco é bem mais embaixo, por assim dizer.

      Espero que um dia você possa ter uma boa relação com sua mãe, pois independentemente da situação, filhos dão trabalho, mas salvo algumas situações que vemos por aí (óbvio, estou respondendo por mim e algumas mães que conheço), nunca são um “estorvo”. Acredito totalmente que para sua mãe também você também não era, e que ela sempre te amou. Amor de mãe não muda, lembre-se sempre disso.

      E que possamos ser todos felizes, sem essas amarras impostas que nos impedem de amar sem julgamentos. Um beijo,
      Re

      • Infelizmente meu irmão mais velho pensa da mesma maneira que a Karine… Infelizmente mesmo… Porque eu sei o quanto minha mãe o ama, e o quer por perto. Vi minha mãe chorar nesse dia das mães por ele não ter dado nem um abraço nela, só ligou (como uma obrigação), e ele mora ao lado da casa dela. Isso dói muito em mim, como filha e irmã, ver essa situação…

        Acho que o maior problema é não ter amor suficiente para tentar compreender que não é um abandono, mas que naquele momento era o melhor para o filho, visando o bem do filho e não o seu pois o que vocês mais querem é ter o pequeno por perto.

        Eu espero, de todo coração que seu filho entenda e aceite o que aconteceu, e que você nunca passe pelo que eu vi minha mãe passar nesse dia das mães, Deus abençoe vocês e que você consiga vencer essa ‘batalha’.

      • Infelizmente meu irmão mais velho pensa da mesma maneira que a Karine… Infelizmente mesmo… Porque eu sei o quanto minha mãe o ama, e o quer por perto. Vi minha mãe chorar nesse dia das mães por ele não ter dado nem um abraço nela, só ligou (como uma obrigação), e ele mora ao lado da casa dela. Isso dói muito em mim, como filha e irmã, ver essa situação…

        Acho que o maior problema é não ter amor suficiente para tentar compreender que não é um abandono, mas que naquele momento era o melhor para o filho, visando o bem do filho e não o seu pois o que vocês mais querem é ter o pequeno por perto.

        Eu espero, de todo coração que seu filho entenda e aceite o que aconteceu, e que você nunca passe pelo que eu vi minha mãe passar nesse dia das mães, Deus abençoe vocês e que você consiga vencer essa ‘batalha’.

        Desculpa o desabafo tmb ><

  • Um autor que gosto muito, Alex Castro, disse certa vez que em assuntos alheios delicados e dolorosos, na maioria das vezes o melhor é não tecer nenhum comentário. Como não posso te dar um abraço, receba meu carinho. Bjs.

  • Ufa! Que difícil foi ler o texto todo sem se emocionar!
    Eu imagino o quanto foi difícil para você expor tudo isso no blog, mas ao mesmo tempo é muito importante, pois quantas mulheres não passam por isso diariamente? Todo julgamento, obrigações a cumprir, deveres, ser mãe a qualquer custo, “ceder” sempre, aceitar um relacionamento violento, continuar casada “pelo bem dos filhos”… Coisas que vemos todo dia! Eu tenho 28 anos e todo dia eu escuto “Nooooossaaa!!! Você não tem filho ainda?” Até penso em escrever sobre isso! Quero te agradecer por esse post, e por incentivar mulheres a não aceitarem mais esse tipo de coisa! Parabéns Rê, eu te admiro muito! <3

  • Nem sei que dizer… Não tem como o seu filho não reconhecer a mãe que tem. A sociedade é preconceituosa e gosta de julgar. Cada um vive a sua vida como se sente mais tranquilo a viver. Beijinho e força

  • Eu li esse seu post ontem, mas não sabia se devia comentar. Hoje, tomando café da manhã sozinha ( o resto da casa demorou pra levantar) achei que devia sim comentar. Eu não sabia o que era gasligthing até ontem, mas lendo, percebi que o meu pai fez isso com a minha mãe. Quando ela tava de resguardo, depois que eu nasci, meu pai tentou estrangulá-la. Ela foi na delegacia dar queixa mas meu pai retornou lá com ela e testemunhas dizendo que isso não aconteceu e que era psicose pós-parto( os dois são médicos). Essa é a vez que eu tenho certeza, mas óbvio que podem ter havido outras. Mas o pior de tudo é que vários anos depois, meu pai botou a minha mãe pra fora de casa e ela não queria ir. Eu, do auge da maturidade dos meus 14 anos é que falei pra ela ir, que ia ser melhor ela se livrar daquela situação. Ela já tinha até montado um apartamento pra sair de casa, mas não foi com medo de represálias. Então, já que ele abriu a porta, tava na hora de pular fora. Minha mãe ficou 3 meses então na casa de uma tia pra não dar bandeira que o apê tava pronto. É isso foi a melhor coisa, porque a casa da tia era tão perto da casa do meu pai que eu podia ir e vir à vontade. Quando chegou a hora da mudança, meu pai falou pra mim- se você for morar com a sua mãe eu vou matá-la e você fica sem mãe nem pai. Eu fiquei morando com ele, claro, mas sempre ia um fim de semana sim um não pra casa da minha mãe. Quando fiz 18, meu pai já não podia mandar nesse aspecto da minha vida, então eu me instalei definitivamente na casa da minha mãe, onde devo ficar até setembro quando meu apêzinho, comprado na planta com muito esforço, fica pronto. Mas é só a 10 minutos de caminhada da minha mãe.

    Tudo isso pra dizer, Renata, que mesmo sob ótica diferente, eu tenho uma ideia do que você está sentindo. Beijo e se cuida.

  • Impossível não se emocionar lendo essa sua postagem. Infelizmente a nossa sociedade ainda é muito machista. Não evoluímos a tal ponto de entender que em uma separação os filhos podem ficar com o pai e isso de forma nenhuma te faz menos mãe ou te faz uma mãe desnaturada. Você, ainda distante, busca participar da vida do seu filho. Você é mãe e nem toda mãe é igual, nem toda relação mãe e filho é igual. A sociedade precisa aprender a aceitar que nem tudo deve ter um molde, uma regra. Existem casos e casos. Você não precisa se explicar para ninguém. Você tomou a melhor decisão para você e para o seu filho, ainda correndo o risco de sofrer alienação parental (o que infelizmente ocorre muito em casos como o seu…). Você fez a escolha melhor para todos, não se regendo pelos ditames dessa sociedade patriarcal que cisma em castrar as mulheres.
    Eu não sou mãe, mas acredito que ser mãe é querer o bem dos filhos acima de tudo. Não é isso que você faz?! Você é mãe e não tem manual para isso. A mulher engravida e não recebe nenhum manual de como ser mãe, somos jogadas no mar e todo mundo acha que temos a obrigação de já saber nadar/ ser mãe, pelo simples fato de sermos mulheres. Você é a melhor mãe que você pode ser.
    Desculpa a resposta imensa…
    Feliz dia das mães!
    Bjus e carinhos, fica com Deus!

  • É engraçado como algumas pessoas ainda dizem que não conseguem ver o machismo na nossa sociedade. Enquanto fui lendo seu texto-desabafo fui imaginando a situação invertida: um pai deixando o filho com a mãe e o vendo pouco… Nessa ocasião as pessoas vêem os dois juntos e dizem “Que carinhoso, é injusto que fiquem tão pouco juntos”, a criança esperando na porta com um desenho na mão, a mãe recomendando que se comporte bem, como se o pai não tivesse que dar essa recomendação. Super normal.
    Mas quando é com a mãe as pessoas dizem que ela abandonou o filho, ela recebe punição o dia das mães se torna uma data que só existe nas propagandas, etc.
    Sei que meu comentário não ajuda muito nisso de “se sentir melhor”, mas infelizmente é assim, é verdade. Sei disso porque minha mãe é julgada todos os dias pelo fato de que eu e minha irmã nos mudamos para casa do meu pai 3 anos depois da separação a pedido dela. Ela fez isso por razões financeiras, porque ia ser melhor PRA GENTE (porque até parece que ela ia querer as filhas longe dela), mas desde então escuta acusações, dizem que ela nos ABANDONOU, mesmo morando no bairro ao lado. E olha que nós já éramos adolescentes. Não entendo, sinceramente. Não importa o quão ela se sinta sozinha, não importa a falta que você, Re, sente do(s) seu(s) filho(s)… A culpa é da mãe, é da mulher.
    Mas vai melhorar. TEM que melhorar. Vamos fazer isso acontecer.
    Feliz dia das mães! Data comercia ou não, você merece!

  • Re, você sempre será mãe e nada irá te impedir, nem distância, nem ninguém. E, tenha certeza, você é uma mãezona. E uma grande mulher! E eu te admiro muito ;**

  • Oi, lindona! Acompanho sua história e também não entendo essa sociedade hipócrita. Imagino o seu sofrimento por não poder estar mais perto. Desculpe te perguntar, mas vc já recorreu à justiça? Vc é mãe! Tem seus direitos que não te podem ser negados a livre escolha desse pai. A minha relação com meu primeiro marido também é a pior possível e acertamos tudo sobre os direitos dele como pai na justiça. E eu cumpro a determinação judicial. Se vc tiver uma a seu favor ele não poderá te negar. Claro que vc já sabe tudo isso, mas dá uma angústia ver o seu sofrimento!
    Boa sorte! Eles crescem e fica mais fácil, ele vai poder te procurar sem o atrapalho do pai.
    Beijo!

  • Rê pode ter certeza que ele te reconhecerá como essa pessoa maravilhosa que é, quem não quer uma mulher dessa corajosa como mãe? Sofri muuuuito por GASLIGHTING, você nem imagina o quanto, me escondi no NE, fiz concurso pra sobreviver longe de SP, vim com duas crianças, uma mala e muita dor, o infeliz acusador veio atras e nos torturou psicologicamente por muito tempo, familiares, amigos, acreditaram ou ficaram em dúvida, não sei, mas também distanciaram-se de mim. Mas nosso amor venceu, é maravilhoso, crescemos muito… (desculpa por usar o seu espaço para esse desabafo) Sinta-se imensamente abraçada por mim. Feliz Dia das mães

  • Rê, os tropeços da vida me ensinou a ser a melhor pessoa que posso ser na medida do possível, e é por isso que eu te vejo como uma ótima mãe, a melhor que pode ser na medida das suas possibilidades.
    O mundo ao nosso redor insiste em nos julgar por não conhecer até onde vai o nosso limite, mas se esquecem todos temos limite físico, moral, psicológico…
    Rê, eu sei que o Pedro ainda é muito pequeno, mas um dia ele vai entender que você lutou muito para ser a melhor mãe que pode.
    Um grande beijo e abraço e apertinhos frenéticos. <3

  • Mesmo conhecendo a sua história não tem como não sentir a dor toda de novo lendo seu texto. As coisas vão mudar, Rê. E eu sei que ele vai entender tudo o que aconteceu quando o tempo vier. Que não demore. E que você se sinta abraçada por mim, mesmo que de longe. <3

  • Nossa Re, nunca passou pela minha cabeça como uma situação como essa. não sou mãe ainda, mas sei como doe os julgamentos da sociedade e dos familiares, e acredite os familiares doem mais.

    Minha família são super conservadores, era um pressão tão grande, que você tinha que ser perfeita em tudo. Sabe o que acontenceu? com 3 meses de namoro sai de casa, na verdade minha mãe me expulsou, porque ela não aceitava que eu com 22 anos fosse dona da minha vida. Isso Pq eu já estava formada na faculdade e com um bom emprego.
    foi tanto julgamento, do tipo: vadia ,pra baixo.
    mas eu superei e os perdoei, hoje isso não me afeta mais.
    mostrei a minha mãe o quão errada ela estavá, mostrei que em ano longe De casa e sem falar com ela me fizeram bem, que cresci como pessoa.
    A reconciliação demorou mas aconteceu.
    é te garanto, hoje eu muito mais cabecabeça aberta e feliz.

  • Gata, seu texto foi PESADÃO, mas ao mesmo tempo lindo. Vc viveu umas 456 vidas nesse tempo em que tudo isso aconteceu e fico feliz de ver que vc VENCEU e hoje superou muitas paradas. <3

    E escrever sobre o tema é ainda mais foda. Vc ajuda muita gente que, certamente, busca uma solução para as coisas em que se vê imersa e nem sabe por onde começar!

    AMÔ.

    Beijão!

  • Rê, você é maravilhosa!
    Eu sei que o que eu vou dizer não vai fazer você se sentir mais mãe, mas saiba que você faz o que pode, para manter tudo andando. Ninguém tem nada a ver com tua vida, ninguém deve te fazer se sentir menos mãe porque você não mora com seu filho. A moradia principal é o nosso coração. Nós sabemos nossos esforços diários para qualquer tarefa e olha, nenhum pai deixa de ser pai morando longe do filho, mesmo não sendo equivalente para mulheres na nossa cultura, pense assim, pense que você é sim mãe e ninguém pode tirar de você esse direito.
    Seu filho tem muita sorte de ter você como mãe!
    Um beijo, fica bem e um maravilhoso dia das mães!

  • Rê,

    Separei do meu ex marido minha filha tinha 10 anos e moramos juntas até os 19 anos dela.Por influência dele,ela ficou extremamente agressiva comigo,ao ponto de prejudicar minha saúde.Fui aguentando porque eu amava muito minha filha.Até que um dia não aguentei como ela me tratava e saí de casa,deixando tudo que eu tinha para ela e precisei do apoio do pai para passar um tempo com ela,para que pudesse refletir e quem sabe me valorizar como mãe,porque eu fazia tudo por ela,buscava,levava a todos os lugares possíveis,mas sempre muito cuidadosa com os programas e amizades.Pois bem,ele o pai,já estava casado com outra mulher e morava em São Paulo,a primeira coisa que ele fez foi levá-la para um apartamento menor e ela foi morar sozinha.Quase morri,acho que uma parte de mim morreu literalmente.Ela ficou 1 ano sem falar comigo,me deixando muito infeliz.Depois de muito insistir,ela cedeu e voltamos a nos encontrar aos poucos,não podia forçá-la.Hoje somos grandes amigas,ela reconheceu que errou e sabe que só pode contar comigo.Faço tudo para nosso relacionamento ficar o melhor possivel,ainda temos uma briguinha de vez em quando,mas normal.Ajudo financeiramente e emocionalmente e cada dia que passa sinto que cada vez mais ela precisa de mim.Fui julgada sim,e me cobro e me culpo até hoje,será que fiz a coisa certa? Mas como disse minha terapeuta,ela só amadureceu pela minha atitude,as vezes demonstramos amor por caminhos nunca imaginados,precisamos como mães e homanas que somos,sair de cena para depois recuperar surgirmos mais fortalecidas.Resolvi escrever para te mostrar que tudo passa nessa vida,fica tranquila,um dia ele irá reconhecer que apesar de amá-lo vc fez a coisa certa. Se quiser pode enviar um email para o meu pessoal! bjs

  • Oi Re, tudo bem? Mais uma postagem emocionante sua, como sempre. Sabe, a sua história é só sua, mas ela mostra um sintoma da nossa sociedade machista onde a mulher é sempre culpada, julgada, e obrigada a aguentar tudo calada. Digo isso pelo seguinte: maternidade e paternidade não são coisas coexistentes? não é correto que pai e mãe cuidem do filho por IGUAL, já que os dois fizeram? então porque é tão “absurdo” que um pai crie o filho assim como mães também os criam? Porque um pai que limpa uma fralda às vezes é ovacionado e a mulher que cuida todos os dias da criança, que não dorme à noite velando o sono do filho, que está 100% presente, só é criticada? “Não está cuidando direito”, “nossa, depois que teve o filho embarangou”, “fica só em casa cuidando de criança e não faz nada”, “larga o filho na creche pra ficar na rua”. É sempre assim. O seu ex-marido não está fazendo nada além do necessário, e nem você está fazendo nada de absurdo. Mas a sociedade machista não se aguenta. Fica bem, nesse dia das mães, estamos com você <3

  • Aff Re, to aqui tomando folego tentanto de escrever algo sensato mas nao consigo… Minha vontade é sair daqui voando na nave da mulher maravilha e ir buscar aquele menino pra vc! Meu coração pra vc, amiga! (lembrei dos personagens de once upon a time arrancando corações e mostrando, mas deixa pra lá rs…) Agora entendi o significado do meu post pra vc, desejo muito que essa sua ESPERA seja breve, e enquanto isso que sua ESPERAnça abafe um tiquinho a saudade. <3 beijo e Feliz dia das mães, vc é demais!

  • Rê, eu não sei exatamente o que aconteceu, mas para mim não importa, é uma história só sua. A vida não é um mar de rosas para ninguém, e nem sempre conseguimos remar como gostaríamos. E como ninguém sabe como está nosso mar, quais são os bichos que nele habitam, não deveríamos julgar os outros. Mas somos seres humanos, e como tais, imperfeitos. Eu acredito que já evoluímos um pouco,hoje em dia já temos a capacidade de nos horrorizar com o comportamento dessas pessoas que se acham donas da verdade, coisa que talvez não ocorresse no século XIX, por exemplo.
    Sinta-se abraçada. Não é todo mundo que te julga. São só as pessoas moralmente menos desenvolvidas! 😉

    Beijos!

  • Eu te entendo. De verdade. Não como mãe, ou como mulher, mas como Filha. Eu até já te contei essa história. Mas poxa, minha mãe deixou eu morar com meu pai. Eu fiquei sem ve-la durante muitos dias da mães, durante Natal, durante aniversário. Ela também não ganhou presentes, ligações ou abraços.
    E ela não é menos minha mãe por isso, ela é a mulher mais importante da minha vida e olha que é a mais chata também xD
    Ah Rê, eu queria tanto de dar um abraço. E dizer, Força pra você que é uma mãe incrível, tenho certeza, porque só você sabe o que se passa na sua vida, ninguém tem direito de te julgar.
    Feliz Dia das Mães, de uma filha que ouviu muito: “Quem sua mãe pensa que é para te deixar com seu pai?”
    Minha mãe é a melhor do mundo <3
    Um beijo Rê

  • Ai, Re, eu queria muito que meu papel nessa história não fosse só ler seus relatos de coração apertado 🙁 eu queria muito poder fazer o mínimo que fosse pra desfazer essa injustiça que as pessoas têm feito com uma mulher tão inspiradora e dedicada 🙁 sério.

    Muita força. E feliz dia das mães porque você é uma mãe linda e o Pedro sabe disso <3

  • A pior solidão é a solidão a dois. Acredite que a distancia é o melhor remédio para vocês, por perto, a desordem emocional seria punk. O tempo se encarrega de amadurecer o que precisa entre os interessados, mãe e filho e só! ninguém tem o direito (nem irá conseguir) apagar esse elo. Não existe ex mãe, não existe ex filho, isso vocês vão carregar para o resto da vida de vocês, então que seja leve, que seja doce e que entre vocês exista uma ligação de amor, uma barreira de afeto que você e ele sabem e ninguém mais precisa saber. Você faz sua parte, você ama, sente falta, escreve….ele vai saber quando estiver na hora, que você é mãe, seja onde ou como for.
    Sobre quanto tempo mais? Não se preocupe, esse tempo chega todo dia, quando você acorda e sorri por saber que é mãe e sempre será. O melhor porto seguro da vida.
    Bj

  • impossível ler sua história e não se emocionar, eu imagino aqui (e nem sou mãe) como vc deve ter passado por muita coisa difícil e ainda passa, o problema não é só o julgamento, mas o julgamento errado que pessoas fazem de vc qdo sabem que seu filho mora com o pai. Rê vc é uma mulher, mãe, pessoa incrível, nunca deixe alguém dizer ao contrário.

  • Aqui eu sofro porque as pessoas acham que não faço nada… no meu caso acho que ainda é pior porque dependo dessa justiça maldita. Eu odeio o dia das mães… Fujo da internet nessa época porque dói, dói mais que a pior das dores físicas do mundo.
    Nessas horas eu penso que a trouxa sou eu por ter feito as coisas de forma correta.

    Rê… Sinta-se abraçada!!! ♥ Força pra você.

  • Um hábito feio que existe na casa de minha mãe: julgamento. Desde que saí de casa eu tento parar de julgar as pessoas. Porque é fácil demais apontar o dedo e não olhar pras suas próprias merdas. E é difícil isso! Depois que a sua vida toda as pessoas fizeram isso ao seu redor, é difícil “let it go”.

    Acontece que tive uma chefe linda que teve que deixar a filha com o pai em outra cidade também, porque se apaixonou por outro cara (meu chefe) e os dois quiseram ser felizes. Ela não aguentava mais o marido e se apaixonou. O que há de errado?
    Ela faz do impossível pra ter a vida dela e participar da vida da filha, mas é difícil, é longe e junto com tudo isso tem o julgamento das pessoas. Vadia por largar do marido pra ficar com o outro, mão desleixada e sem coração por largar a filha. Mas eu via como ela sofria e como ela amava aquela filha.

    É muito fácil julgar, mas é muito mais difícil tomar essas decisões que vão contra as “regras” da sociedade. Te respeito e te admiro mto por isso dona Vitrola =D
    Só vc sabe o que vc passou, e só vc sabe o que tem que ser feito. =D

    • Pois é Chell, eu conheço poucas mulheres assim como sua chefe que falam isso abertamente justamente por isso: só de falar, já somos julgadas. É como se eu não devesse continuar a minha vida apenas por ser mãe e ter me separado, sabe? Esses outros termos já fui chamada infinitas vezes. É triste, e por muito tempo eu achei que estivesse sozinha, mesmo 🙁

      Um beijo em vc!

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