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Especial: Adoção é coisa séria! #AbraçandoPatinhas

Eu nunca me canso de dizer sobre como as gatinhas daqui de casa começaram a fazer parte da minha vida. Eu sempre amei animais, mas quando era criança, lá em casa era "comum" não se levar ao veterinário, não cuidar até o fim quando se adoecia – geralmente o animal em questão era até doado. Isso me marcou muito, de tal forma que eu prometia que um dia, quando tivesse animais, seria diferente. 

 

Mas estamos aí para aprendizado, pois ninguém nasce sabendo de tudo. E quando eu achei que estava fazendo certo, eu cometi um erro. Em agosto deste ano, encontrei uma gatinha na rua, e ela me encantou tanto por vir correndo na minha direção quando me avistou, que resolvi adotá-la. Estava tudo muito bem até eu perceber que a gatinha estava grávida. E lá vamos nós…

 

Quando a gatinha – que ganhou o nome de Izzy – teve os filhotes, começou uma nova história… ela perdeu todos os filhotes, ficou debilitada e tive que levá-la ao veterinário para saber o que se passava. Izzy foi diagnosticada com FELV Felina, uma espécie de leucemia felina que, assim como nos humanos, debilita todo sistema imunológico. Não tem cura, só tratamento e é para sempre. E o pior de tudo: é contagioso. Eu já tinha visto como a diença se manifesta quando estive na casa de uma amiga um tempo atrás, e no momento que recebi a notícia, fiquei sem chão e desabei a chorar.

 

IZZY-MANHOSA

 

Não sabia o que fazer, já que eu não queria abandonar a Izzy, e também não queria que as outras estivessem contaminadas. Um dilema. Atualmente, a Izzy está castrada e estou no aguardo de um novo exame, para confirmar se de fato ela é portadora da doença. Penso em muitas coisas, e a principal dela, além da torcida por um milagroso negativo, é que se eu tivesse vacinado as minhas contra a doença, eu não teria motivos de me preocupar tanto agora. Eu não sabia o suficiente, apesar da intenção de me esforçar o máximo para fazer tudo certo. Aprendi, mas de uma forma muito dolorosa. 

 

Tudo isso é para dizer que adoção é coisa séria. Além de amor, carinho e comidinha, temos a responsabilidade de manter nossos mascotes em segurança. Sei que é difícil, que custa, mas devagar, a gente chega lá. Felizmente, temos ONGs que protegem animais que foram resultado de atos irresponsáveis de muita gente (inclusive pela falta de castração, super importante que seja feita!), mas são muitos animais abandonados e elas precisam de ajuda constante.

 

Este mês, foi lançado no Rotaroots, com apoio da Max – Total Alimentos, o projeto Abraçando Patinhas,  promovendo a doação de 1 tonelada de ração para uma ONG de proteção animal escolhida pela moderação do grupo, a ABEAC (Associação Bem Estar Animal Amigos da Célia), que é responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães. São muitos doguinhos para encher a  barriguinha, e todos podemos ajudar!

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Além disso, podem ser feitas doações a partir de 6 reais através deste link, do qual a Max vai doar +50% em cima da sua doação, ou seja: se você fizer doação de 1kg de ração, na verdade estará doando 1,5kg 🙂 Supimpão!

Lá na página do Abraçando Patinhas tem mais informações e buttons para vocês espalharem por aí. Abrace patinhas, mas com amor e muita responsabilidade!

 

 

Atualização: Sobre os Miuls

Comentei ontem no Facebook que minha gatinha gravidinha recém adotada, a Izzy, tinha acabado de entrar em trabalho de parto. Não é minha primeira vez como "doula" de gatinhos, mas, apreensiva: sempre. Até porque é sempre uma surpresa. Você não sabe de quantos são a ninhada, como a gatinha vai se comportar, entre outros tantos imprevistos que podem acontecer…

 

Tive azar. A Izzy é daquelas mães-gata adolescentes: pisa nos filhotes, não decide onde vai ficar, e pior: não quer lamber a cria, literalmente falando. Eu já sabia bem onde isso ia dar…

 

Mesmo assim, contrariando meu instinto gateira, me apeguei. Tentei salvar a vida de um dos até então, dois gatinhos que tinham sobrevivido. Improvisei leite, de duas em duas horas, aquecimento (garrafas pet com água aquecida na caminha e uma lâmpada pra ajudar a aquecer), e muita, muita consultoria pelo Facebook (obrigada, pessoal!). Mas a pequenina tricolor, apesar de ter se mostrado a "graminha" de gato com mais personalidade que já vi, não resistiu e deixou esse mundinho gateiro às 4 da madrugada.

 

E eu chorei (e continuo chorando ao digitar este post). Coração de gateira não tem tamanho, não tem tempo, não tem proximidade. Olhou, gamou. E eu gamei.

 

RIP-MIULS

Para nossa surpresa, morbidamente, Izzy decidiu brincar de "caça aos gatinhos" e encontramos mais dois hoje pela manhã debaixo do sofá, já mortos. Quatro gatinhos ao total (e espero não encontrar mais pois meu coração já teve emoções demais pra um dia só…)

 

Para quem tem Facebook, e quer ler as dicas recebidas nos posts para uma eventualidade: AQUI e AQUI.

E sempre vale a pena lembrar: Castração: seu gatinho necessita deste ato de amor!

 

E mais uma vez, muito obrigada a quem mandou inbox com dicas, links, mensagens de apoio e ajudou muito de alguma forma. A Izzy passa bem e será levada ao veterinário para agendamento da castração.

Castração: seu gatinho necessita deste ato de amor!

Aqui em casa, atualmente, tenho 5 felininhas para chamá-las de minhas. Todas tem uma história e juntas, elas também fazem parte de momentos marcantes da minha vida. Todas foram adotadas de alguma maneira: a Mary eu tropecei nela numa calçada, e trouxe ela de viagem de Tremembé até a minha casa. A Mimi eu peguei na gaiolinha de doações da pet shop. A Molly na feirinha que rola todos os sábados na minha cidade. 

 

E tem também a Tapioca e a Izzy (a nova gatinha). Ambas vieram de irresponsabilidade de outras pessoas. Sendo que uma delas, foi minha.

 

Quando eu morava no apartamento, eu prendia as gatas. A casa era grande, e elas tinham bastante espaço. Como não eram castradas ainda, eu vivia com aquele medo delas fugirem e engravidarem, frequentemente. Rolava umas fugidas, logo desfeitas, e muita, muita miação nos períodos do cio…

 

Até que me mudei. E no turbilhão que minha vida passava naquele momento, a castração delas não foi prioridade e achei que poderia fazer o mesmo esquema da casa anterior até a poeira abaixar e eu castrá-las. Mas desta vez, me mudei para uma casa, e então a "prisão" ficou muito mais difícil de ser controlada. Na primeira semana que nos mudamos a Mimi fugiu. Foi um desespero, pois ela ficou DUAS SEMANAS desaparecida. E voltou grávida, óbvio. E dessa fugida que surgiu a Tapioca, minha paixão à primeira vista.

 

Apesar de ser louca de amores pela minha Tapi, me senti muito culpada por isso. Me sinto até hoje. Hoje em dia todas são castradas (ufa!), exceto a Izzy que já foi adotada grávida – mas será logo após o período permitido após a gestação –  e muito mais saudáveis!

 

BABY-TAPIOCA

a carinha que ela fez nessa foto acaba comigo :,(

 

Então, hoje em dia, faço a  minha parte, e por experiência (nada positiva), sempre indico as pessoas que conheço fazerem o mesmo. Selecionei algumas perguntas que mais ouço, que talvez possa ajudar – ou servir para você enviar para um amigo (a) que tenha um gatinho!

 

Castrar é caro?

Depende muito do local escolhido, mas uma castração custa em média 100 a 300 reais. E vale muito a pena! Em muitas cidades, algumas ONGs e campanhas prestam serviços de castrações, então é sempre bom ficar de olho. Aqui em Ubatuba rola as campanhas e também os descontos que você consegue com as ONGs junto com as clínicas veterinárias.

 

O meu gatinho vai sofrer?

Não. Eles são anestesiados na castração, não irão sentir nada. Vão acordar meio "bêbadinhos", brocoxôs um tempo, mas logo ficam espertinhos de novo! Eles não gostam do curativo/roupinha, mas tomando os cuidados básicos (não deixar que saiam pra rua, não pular muros, etc), tudo dá certo! Aqui já se passaram cerca de 6 castrações (e rumo a sétima) e nunca tivemos problemas. E posso garantir que uma gravidez, cio, machucados causados por brigas (ou até mesmo uma doença grave) causa infinitamente mais sofrimento pro seu bichano. 

 

Meu gato é macho, então não preciso castrar?

É aí que você se engana! Um gato pode engravidar muitas gatinhas por aí, e você só estará colaborando com muitas ninhadas, e mais gatinhos sendo maltratados/abandonados/ sob "cuidados" irresponsáveis (sem alimentação adequada, ambiente, etc). Eu já ouvi muitos absurdos do tipo "não quero tirar a masculinidade do meu gato"(???), e isso só demonstra falta de conhecimento e responsabilidade do dono. Mesmo que seu gato "dê umas voltinhas", a questão é que ele não estará colaborando para mais gestações (gatos são animais MUITO promíscuos!)

 

Qual idade posso castrar meu gatinho?

A Tapioca foi a castrada mais nova aqui, com cerca de 5 meses. Mas aos 4 meses eles já podem ser castrados. 

 

Meu gato vai ficar mais calminho?

Veja bem: nem sempre, haha! Se isso quer dizer ficar mais em casa, sim, é bem provável, já que eles não terão muitos motivos para dar "voltinhas". Agora, calminho vai depender da personalidade do gato… eu tenho 3 calminhas e duas espevitadas (Mimi e Tapioca). 

 

Quer saber mais? Então se liga nesse vídeo:

 

 

Gente, mais de 420 mil gatinhos em sete anos! =O

 

MAOQUEEEEE

 

Este post faz parte de uma campanha da MaxCat, e todos podem participar:

 

1) Você que tem um gatinho, procure um clínica ou ONG para fazer a castração;

2) Você que apóia a ideia, mas não tem um gatinho, entre em contato com ONGS que façam castração e faça uma doação;

3) Você que é veterinário, entre em contato com ONGs que façam castração e faça uma doação

4) Você que é blogueiro, pode fazer um post e mandar o link pelo Facebook da Max Cat: facebook.com/MaxCatTotalAlimentos

 

 

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