Tag: análises

Não, eu não dou conta

Não, eu não dou conta

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Terapia Snapchat da vida mais interessante

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Bonzinho, só se FO… r pagando.

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Antes de qualquer coisa: tia Vitrola defende que as pessoas hajam de coração e boa vontade, de preferência SEMPRE. Mas também sei que o mundo real é dureza fi, que a gente engole mais que sapinhos, engole a sapataria inteira.

Mas quero contar uma historinha pra vocês. Vâmo lá.

 

Uma vez trabalhei num lugar que tinha que lidar com gente. Pessoas. Peoples*. Criaturas. E grazas, fui bem educada em casa e sempre trato as pessoas bem, com sorriso no rosto mesmo quando por dentro tô cortando com o machadinho 1000 pedacinhos de bofe. Era um trabalho relativamente fácil e divertido. Mas tinha um cRiente que tirava o sono da galera. Vou chamar ele de Seu Crébo porque sim, tá. Então.

 

O Seu Crébo já chegava com aquele olhar que só ele tinha, uma antipatia meio Clodovil feat Luana Piovanni. Antes mesmo de fazer o pedido já estava reclamando que o atendente era lento, e o atendente que nem era lento, ficava lento porque ficava nervoso com o Seu Crébo, e só fazia besteira. Eu vendo aquilo todo quase santo dia, aquele stress, aquele "AI VAI LÁ VOCÊ, NÃO VAI VOCÊ, AI EU FUI ONTEM" tomei as rédeas e falei "eu dou um jeito nele" (assim mesmo, toda poderosa).

 

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Fui lá atender Seu Crébo, e dentro de mim cortando não um bofe, mas o Seu Crébo em mil pedacinhos com o machadinho. Peguei o pedido do "simpático", dei meu maior sorrisão, dei uma apressada de leve na cozinha e entreguei o pedido dele antes dele colocar a língua no nariz (você consegue?)

Todo sem motivos pra reclamar, Seu Crébo, meio que… desmontou. Começou a desabafar do dia dele, da vida, dos cachorros, da vida sofrida no apê dele com cobertura em Copacabana… enfim. Virei psicóloga. Aí todo santo dia Seu Crébo queria o quê? Ser atendida pela menina sorridente (ai mo pai, onde fui me meter?).

 

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Eu poderia contar um final bacana, "que lindo que Seu Crébo se tornou mais simpático, e ficamos amigos pra sempre", né? NÃO, gente. Nem sei dele, nem quero saber. Ali era meu local de trabalho, e nada fiz mais que ajudar também meus colegas de trabalho a não serem importunados pela criatura. E AINDA BEM que não trabalho mais lá, tá doido, sabe lá quanto tempo eu teria que aturar ele? Sai pra lá, jacaré.

 

Tudo isso só pra dizer: se você for um cuzão, a não ser que alguém seja PAGO pra isso, não tem obrigação de te aturar. Faz yoga, vai ver um filme, criar um Twitter, QUE SEJA. Mas não ache que todos tem obrigação de serem bonzinhos com você. Falou? Não seja um Seu Crébo, evite cortes mentais de machadinho. Bigada.

 

*: A Chell me avisou que não existe a palavra "peoples" (viu o que dá não continuar o cursinho de ingrêis? pozé). Então já sabem. Não me perguntem qual é o certo (tbm não sei) e não levem pra vida as grafias das palavras (inclusive em português) que escrevo aqui, tá? hauhauahu!

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