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5 Desculpas que todo blogueiro já usou

Todos os dias recebo dúvidas tanto de amigos quanto de quem acompanha aqui o blog sobre o nosso atual mundo blogueiro. Vocês sabem que tenho verdadeira paixão em blogar, e nem diante das maiores dificuldades da vida eu desisti. Blogar é algo que sempre me fez bem, sempre me fez colocar os pés no chão e alimentar minhas esperanças, de alguma forma. Entendam, este post não é um bronca (ok, talvez um pouquinho), mas não deixa de ser uma chacoalhada aí na sua cachola para que você se aventure sem receios caso ter um blog esteja nos seus planos.

 

E sim, eu já passei por TODOS esses dilemas, e acredito que a maioria dos blogueiros também já passaram. Mas “sobrevivi”. Vamos mergulhar nessa?

 

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“Não existem mais blogs como antigamente”

Não mesmo. Eu lembro que comecei a blogar em 2004, e de lá para cá, muita coisa mudou. Nós mudamos. Veja bem, eu sou criadora do Volta, Mundo Blogueiro!, um movimento que sempre apoiou os blogs de antigamente e a “essência” blogueira, e estou admitindo que as coisas não funcionam assim. Não mais.

 

Há blogs SIM, com muita qualidade e conteúdo, mas eles também não vão aparecer como mágica na sua caixa de e-mail. Para isso, você precisa dar longos passeios blogosfera adentro… largue a preguiça e o conformismo! Acredite, você encontrará vários ótimos blogs que farão mudar um pouco seu discurso. Quem procura sempre encontra. Concorda?

 

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“Eu nunca me sinto inspirado”

Esse é uma espécia de mantra maldito. Eu já caí nessa cilada várias vezes, e digo, com fé: tire os olhos dessa escuridão, amigos! Olhem para a luz, não para as trevas! Tenho certeza que se você começar a olhar mais para si, você encontrará, no meio de pequenos rascunhos ocasionalmente dispensados, a inspiração que você tanto procura.

 

Faça essa busca de forma natural, autêntica e sem pressão. Busque nos lugares certos, inspire-se com as coisas certas. Devagar as coisas se encaixarão. Entenda: você não tem obrigação de estar sempre 100% inspirado 24hs por dia, 365 dias por ano. 

 

“Ninguém comenta no meu blog”

Acho que já contei aqui uma vez que, quando eu comecei a blogar, eu comentava em muitos, MUITOS blogs por dia. E até hoje em dia, se eu fico um pouco mais enrolada por questões de tempo e visito menos blogs, os comentários vão diminuindo, e isso é totalmente NORMAL.

 

Não se ache o rejeitado por isso, não leve para o lado pessoal: vá à luta! Quem não é visto, não é lembrado. Lembre-se: interaja, não apenas comente por comentar. 

 

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“Meu blog não é bonito, por isso ninguém visita”

O visual de um blog é sim, importante para despertar atenção e causar conforto para quem lê. Mas tenha certeza que talvez, o problema não esteja só aí. Se o conteúdo de um blog for bom, jamais deixaria de visitar só por ter um visual mediano. E não conheço ninguém que tenha feito isso.

 

Foque em facilitar a leitura (dica: boa fonte, em bom tamanho, em cinza escuro ou preto e fundo mais claro ajudam), e em elaborar um texto fluido de ler. Pesquise sobre formas de compor um texto que desperte mais atenção de seus leitores. E principalmente: você não precisa ser um gênio da gramática, mas cuidado com os deslizes…

 

“Eu não tenho equipamento necessário”

Os únicos equipamentos essenciais para você ter um blog hoje em dia é internet e seu cérebro. Todas as outras coisas são apenas “coadjuvantes” em todo esse papo do que um blogueiro de verdade precisa ter, vai por mim. Até uns 4 anos atrás, eu blogava num computador de tubo, com um teclado horroroso que fazia um TEC TEC TEC TEC altíssimo, e uma Kodak de 4mp que cabia cerca de 10 fotos na memória (pois nem cartão eu tinha).

 

Hoje em dia há uma infinidade de programas online gratuiros de edição de fotos, aplicativos e claro, os celulares que são infinitamente melhores que celulares de 5 anos atrás. Qual é a sua desculpa, MESMO?

 

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E se você já passou por tudo isso, mas resistiu (ou está resistindo) bravamente, parabéns! Você já pode espalhar todo seu amor publicamente por aí ao seu bloguinho, ele merece (e você também ♥)!

 

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Linketes da semana

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Cachorro quente de forno – Pinto mas não bordo

Quando sua mãe diz que é gorda – Cinese

Como encontrar a voz da sua marca? – Media Education

5 ideias para transformar coisas sem graça em fabulosas usando washi tapes – Borboletando

5 blogs sobre casa e decoração que você precisa conhecer também – Casinha Arrumada

Rolinho de maçã – Caos Criativo

O #girlpower e a DC Comics – Pode chamar de Duds

Uma palestra do TED para você refletir o que é ser feminina – Plano Feminino

Fucking Frenetic Furiosa – E agora, Isadora?

A busca desenfreada do sucesso (e porque eu não vou mais a eventos blogueiros)

Desde que vim morar em Ubatuba, minha frequência em comparecimento de eventos e encontros dito "blogueiros" caiu totalmente. Tudo isso inclui vários motivos: distância, gastos, dias em que são realizados os eventos. Mas o maior de todos, sem sombra de dúvida, é falta de identificação.

 

Já me desloquei de Ubatuba pra SP algumas vezes. Mas para eventos blogueiros? Nunca mais eu ameacei minha coragem, amiguinhos.

 

Primeiro: a maior parte dos eventos blogueiros eu NÃO me identifico mais e NÃO me representam. Fico feliz, de verdade, pelo merecido sucesso de algumas amigas blogueiras, mas também tenho outros amigos blogueiros com muito a dizer e que raramente ganham espaço para tal. Quando rola alguma palestra interessante, é sempre em evento x (às vezes até eventos com outro foco), divulgado porcamente e que você só toma conhecimento quando… acabou. Duas semanas depois. E fica sabendo que foi num dia de semana.

 

Não tenho aqui um infográfico, mas certamente e até onde sei, o mundo blogueiro não é feito só de blogs que visam "estética", e embora eu saiba que geram uma receita incomparável, não são detentores da sabedoria de como levar um blog adiante e não morrer na praia (o que já se encaixa em outro ponto que gostaria de debater também). Então, você, organizador de eventos blogueiros: olhe ao redor, saia dessa bolha. Levantar novas questões, sob diferentes ângulos, não deve ser visualizado como um risco, e sim uma necessidade. Qual é o seu medo?

 

Os assuntos das palestras beiram à repetição enfadonha: como faturar com o blog, como ganhar dinheiro com o blog, como bombar nas redes sociais, e de novo… como ficar rico com o blog, claro. Sério, VIREM O DISCO. Sucesso é ÓTIMO, ganhar muito dinheiro também (embora eu tenha lá minhas questões), mas o que vejo é só uma massa grudenta sendo jogada no solo fértil dxs mentes dxs blogueirxs iniciantes. Muito mais cruel que as propagandas que prometiam felicidade plena se você tivesse um kit de facas… mas que pelo menos vinham com um tutorial de como usá-las ao adquiri-las.

 

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Fora a necessidade de SEMPRE haver ligação com "venha e ganhe". Uma tarde inteira e uma sacola cheia de itens recebidos valendo, motivando e causando muito mais frisson que uma troca de informações pra levar pra vida, daquelas que só uma boa conversa, uma boa troca, pode te render. Sair cheio de ideias, motivado, e com a magnífica sensação de ter aprendido algo novo… que brinde numa sacola pode ser melhor que isso, me digam? Veja bem, não digo que ir a um evento onde o objetivo é apenas recolher brindes é crime, mas me parece tão… vago? 

 

Espero que eventos que buscam, ainda que com certa resistência, propagar discussões que nos façam pensar um cadinho fora da caixa (tive que usar essa expressão tosquíssima, desculpaê), ganhem destaque e cresçam como merecido. Afinal, blog não é feito só de sucesso, é feito de GENTE. Sucesso não faz amizade, sucesso não responde os comentários, sucesso não sabe interagir com os leitores. A fórmula é UM TODO. Entendem o que eu digo? 

 

Enquanto isso, sigo torcendo para que algo mais democrático se faça mais presente (ou pelo menos, o que resta não seja jogado num poço). E que nossa sacola se encha de opinião, bons encontros e conversas produtivas das mais variadas. Ou será que sou sonhadora demais?