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Resenha: iBomb Máscara de Hidratação e Nutrição

Gosto muito de testar novos produtos e não sou lá do tipo muito “fiel”: acabo fazendo um rodízio de coisas, alternando e testando coisas novas. Novidades, principalmente, é algo que me atrai BASTANTE.

Aí dias atrás a Bárbara entrou em contato comigo pra falar sobre a iBomb, uma máscara de hidratação que tem… creatina, taurina e whey na composição. Pois é.

Quando chegou aqui, esse potinho misterioso mas muito cheiroso me deixou ainda mais intrigada. Ele tem uma textura diferente de tudo que já usei até hoje no cabelo. Na embalagem, ele chama a textura dele de “efeito teia” e é bem isso mesmo, uma loucura Spiderman. Seu box pode virar uma brincadeira de manuseio de iBomb: ele é pegajoso, e vai formando teias mesmo. Eu diria… “é viscoso, porém gostoso”. haha!

O uso é o tradicional: passar nos cabelos após o shampoo e esperar de 5 a 15 minutos. Nas instruções diz pra passar na raiz, mas minha raiz é tão oleosa que não arrisquei.

Apesar da textura duvidosa, ele mistura MUITO fácil no cabelo todo, bem gostoso mesmo. Deixa uma sensação bem emoliente, a mão escorrega no cabelo, uma sensação bem gostosa e melequenta, rs.

O cheiro é um detalhe à parte: é bem cheiroso, no estilo Morte Súbita da Lolla, uma coisa meio baunilha. Mas quem não curte os cheiros mais doces, pode achar enjoativo.

O veredito após secagem do cabelo: meu cabelo é bem danificado nas pontas por causa da descoloração, então não senti quase nenhuma diferença. Na parte não danificada, achei que ficou com mais brilho, e o cheiro também ficou muito bom. O potinho que ganhei era uma prévia, mas rendeu em 3 lavagens passando no cabelo todo, do comprimento às pontas. Então, achei que ele rende bastante.

Composição

Edta disodium, cetearyl alcohol, cetrimonium chloride, peg-180M, methyl paraben, propylparaben, paraffinum liquidum, parfum, bht, behentrimonium methosulfate, taurine, glutamine, valine, isoleucine, hydrolized whey protein, isopropyl myristate, phenyl trimenthicone, aqua.

Livre de Parabenos – Não
Livre de Petrolatos – Não
Livre de Sulfatos – Sim
Livre de Corantes Sintéticos – Sim
Livre de Silicone – Sim
Livre de Sal – Sim
Livre óleo Mineral – Não
Livre de Formol – Sim
Vegano – Sim

A iBomb não é testada em animais 😉

Onde comprar iBomb

O produto é lançamento e a linha já está disponível pra venda no site da iCabelos por preços até convidativos. Vale o teste pela novidade.

Porque abandonei a transição + minha rotina capilar atual

Tô numa fase curtindo meu cabelo. Tentei um monte de coisas (ficar sem progressiva, no-poo, low-poo), testei várias combinações de cores, e parece que cheguei naquele momento “ufa, acho que assim tá prático e se encaixou no meu estilo de vida“. Ou seja: nada lacrador, apenas coisas simples mas que estão funcionando até então pra minha rotina.

Não tenho nenhum discurso empoderador do tipo “liberte-se da chapinha“, até pelo fato de ser adepta às vezes pra variar no visual, bem como ter abandonado a ideia de manter os cachos naturais, que me faziam gastar uma fortuna e ainda não me deixavam feliz comigo mesma. Continuo achando um fator mega importante, mas acho que cada um tem que decidir em qual se encaixa e mais bonita se sente 🙂

Basicamente, minha rotina de cabelos atual é essa:

Lavar os cabelos

Para lavar tenho intercalado entre o Natura Plant Extrato de Aveia (dias normais) e o Elseve Hydra-Detox (dias que tenho atividade física). Tô curtindo os dois pelo mesmo motivo: cheirinho bom e não ressecar os fios. Condicionador tô sem nenhum queridinho no momento, tô usando o do marido #shameonme

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Cor

Pra manter a cor, tô mantendo um padrão já tem uns bons meses. Retoco a raiz mensalmente por conta dos fios brancos com qualquer tinta castanho escuro (atualmente, tô usando essa da Garnier Cor Intensa, pago 8 reais aqui em Ubatuba :O) e a parte rosa a Pink Show da Salon Line. Como a parte descolorida do meu cabelo ainda tá BEM danificada, não penso em fazer nada radical por enquanto, apenas manter a cor do jeito que está.

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Finalizadores

Não tô usando nenhum tipo de creme nos cabelos, apenas esse protetor anti-frizz da Boticário que AMEI, principalmente o cheirinho, e passo às vezes reparador de pontas (aquele laranjinha da Garnier). Vem muito, já usei muito, e ainda vai durar bastante.

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Estrutura dos fios

Fiquei um tempo na transição capilar, mas não me adaptei, portanto, voltei a fazer selagem no cabelo. Faço em casa mesmo, com o Botox Ciclos da Portier. Não deixa lisão (nem curto, lisão pra mim só se puder tirar com água depois), mas deixa esse onduladinho-cacheado que eu curto. O preço também é excelente. Paguei cerca de 40 reais no potão de 1kg, que dividi com a minha sobrinha.

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Bônus dia-da-pressa:

Quando tô sem tempo de lavar os cabelos, uso esse shampoo seco da Boticário. Pelo que fiquei sabendo, ele saiu de linha. Gosto também desse perfume para cabelos da Natura, que infelizmente também fiquei sabendo que saiu de linha 🙁 Tô em busca de substitutos pra esses dois!

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Bem, é isso! Cês acharam que eu usava menos ou mais coisas?
A liberdade deve estar na felicidade de se sentir bem com você mesma, independente da forma, né? Do seu cabelo e das suas escolhas – isso sim, acho que é lacrador 😉

 

Você conhece seu cabelo?

Uma vez, vi um vídeo no Youtube de uma mocinha, da qual não lembro mais o nome, falando sobre cabelo. Se vocês souberem quem é, digaê nos comentários que terei maior prazer em editar o post, pois esse vídeo já tem meses que assisti e desde então, não saiu mais da minha cabeça.

 

No vídeo, basicamente, ela dizia sobre lembrar de como é usar o cabelo sem nada. É, sem nadinha. Só lavar, condicionar e tchum, cabô. Esperar secar e ver que bagulho que dá. Wow!

 

Eu pensei: isso seria muito louco, pois desde que parei de alisar, eu não sei como é meu cabelo de verdade. Mas aí fiquei lembrando, resgatando mentalmente toda minha história de cabelo. Todo mundo tem uma. Você certamente tem uma. Sua melhor amiga provavelmente, tem uma. 

 

A minha é assim: lá em casa, rolava uma idolatria com cabelo. Não da parte da minha mãe, que mantinha os cabelos curtos desde sempre. Mas dos parentes com o meu cabelo. "Que cabelo lindo! Nunca corta, hein?" "Jamais pinte esse cabelo!" "Cabelo de verdade é comprido e natural!" – e coisas do tipo. E de fato era assim: eu nunca pude cortar. Porém, dos 8 anos até cerca de 13 anos, eu tive piolhos. Pois é. Imagina uma vasta cabeleira… piolhenta. Esta era eu.

 

Não era falta de cuidados, de tentativas. As pessoas diziam várias receitas e minha mãe tentava todas. TO-DAS. Querosene, alcool, fubá quente, neocid (sim, o pózinho mega tóxico), henê, fumo de rolo. Era impressionante a variedade e criatividade das pessoas – e eu sempre torcia para que quando minha mãe tecesse qualquer comentário sobre os moradores da minha cabeça, essa pessoa não soubesse de nenhuma receita nova em especial que incentivasse minha mãe a tentar: "Ufa, essa já foi!".

 

Todo tipo de constrangimento escolar eu passei por causa dos malditos piolhos. Ser afastada dos coleguinhas, virar alvo de piadas, ser ameaçada, levar bilhetinho pra casa, ir para a secretaria… até o dia que não aguentei a pressão e pedi pra sair da escola, e fiquei sem estudar cerca de 1 ano e meio. Então sim, eu cresci odiando meu cabelo. E na primeira oportunidade adolescente, não pensei duas vezes: fui passar férias na casa de uma tia e passei a tesoura.

 

Eu me libertei. De uma imposição das pessoas, de um cabelo que para mim, carregava uma história que eu não queria que fizesse parte do meu corpo fisicamente – já que ocupa parte da minha memória mesmo a contragosto.

 

Da esquerda pra direita, sentido horário: aos 7 anos, aos 9 totalmente liso por causa do henê, aos 18 loira, aos 19 morena e cacheada, aos 19 e passando creme nos cabelos, aos 25 totalmente fã da chapinha e aos 27 pós primeira selagem.

 

Então sim, eu sou desapegada com meu cabelo, ou tento ser, na maioria das vezes. Meu cabelo não pode ser o centro da minha vida. Acho perda de tempo (pra MINHA vida, que fique claro) levar horas na frente do espelho ajeitando o cabelo, sendo que eu poderia estar fazendo outra ou coisa ou apenas NADA. Não tenho receio de mudar de cor quando dá na telha, ou de tentar um novo corte se o atual não me agrada mais. É mais que uma satisfação visual, é uma afirmação da minha liberdade: eu sou o que eu quiser ser, quando quiser ser.

 

Acho essencial essa busca. Saber o que funciona, o que não funciona, COMO SOMOS DE VERDADE, e lembrar sempre que somos pessoas diferentes, e que obviamente, os resultados variam: vai dar certo ou não vai, e isso não é o começo nem o fim do mundo. Às vezes recebo e-mails de pessoas me perguntando "mas se eu fizer isso no meu cabelo, vai dar certo?" e eu NÃO SEI. E exatamente por isso, essa busca acaba sendo algo muito pessoal, e um olhar pra importância de nos conhecermos melhor – dos pés à pontinha do cabelo, literalmente.

 

Vejo atualmente meninas idealizando cabelos que, gente… obviamente tiveram uma superprodução por trás de tudo daquilo, tanto de fotografia quanto de produtos/acessórios. Eu já tive o cabelo que eu sempre quis. Mas dava trabalho, e me tomava mais horas e preocupações do que deveria. Cada elogio eu aceitava mais como "você não sabe o trabalho que dá" que com gratidão. O real, no dia a dia, pode não ser sempre tão belo, definido e superproduzido quanto na revista ou na página famosa. E aí, como é que fica? 

 

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Haja progressiva, escova e chapinha em pleno verão pra esse "cabelo dos sonhos"…

 

E sim, eu amo produtos e cuidados com o cabelo, acho divertido reservar uma hora e fazer tudo isso, experimentar coisas, testar novas receitinhas. Quem me acompanha sabe que adoro tudo isso! Mas tudo isso tem que cada vez mais se encaixar no meu ritmo, no meu tempo, na minha disposição. A única obrigação que eu tenho, no fim de toda essa loucura, é de procurar estar bem comigo mesma, mas se eu não conseguir… tudo bem também. Uma dia de cada vez, não é mesmo?

 

Me conta: Qual a sua história com seu cabelo? E a sua relação com ele? Tem sido cansativa ou tranquila? O que você costuma fazer quando se sente assim?

 

Renata, ilustradora, blogueira, gateira e atualmente precisando muito de vitamina T(esoura) #meucabelodeverdade

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