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Sala de espera

Quem gosta de esperar?

 

Eu tenho pavor de esperar. Por isso odeio filas, odeio viagens. Tenho uma péssima mania do "aqui e agora", que pra ser sincera eu nunca vou dizer que é um defeito meu se me perguntarem, pois não é algo que me deixa tensa: eu só não gosto, mas sempre dou um jeito de lidar com isso de alguma maneira.

 

Não gosto de esperar, mas também tenho facilidade pra aceitar as coisas e o dom da procrastinação (que ironia, hein?) – e é aí que felizmente mora o equilíbrio e não viro uma louca resmungona enquanto no banco o painel mostra 357 e meu número é o 120 da fila de espera.

 

Uma vez, estava num consultório e lá era organizado por uma ordem de chegada muito louca. Cheguei, dei meu nome e a atendente disse que ia demorar um bocado. Eu esperei DUAS horas e 40 minutos. Levantei e perguntei pra moça se havia algo errado, pois já havia passado mais de duas horas e ainda não tinham me chamado… ela disse que chamaram, mas ninguém respondeu. Acho possível, considerando minha surdez. Seja lá o que tenha acontecido, que foi muito azar… foi.

 

E falando em espera, todo ano espero ansiosamente para comer a tainha que tem aqui na festa de junho (Festa de São Pedro Pescador). Outro dia bateu uma vontade imensa de comer tainha e pensamos: porque não agora? Então fomos fazer nossa rara visita ao mercado de peixes da cidade e compramos a bendita tainha.

 

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A ansiedade era tanta que eu sequer procurei na internet antes como preparava, como de costume. Apenas compramos.

 

No final, deu tudo certo. Ficou deliciosa, do jeitinho que é na festa. Copiei até os acompanhamentos: salada de maionese, arroz e farofinha.

 

e sobre esperar… nem sempre é tão necessário, né?

Na cozinha da Vitrola: Vontade de pizza!

Outro dia bateu aquela vontade master de pizza. Mas ultimamente andamos com uma de$$ânimo total de pedir pizza delivery, ir até o restaurante então… nem pensar. Mas cozinhar é legal. Cozinhar a dois então, é divertido, e parece que as receitas ficam ainda mais gostosas de fazer. Fora que é bacana ficar conversando depois, das próximas vezes que faremos, o que podemos acrescentar, melhorar… uma verdadeira terapia alimentícia, rs.

 

Tudo que precisamos foi irmos no mercadinho (que é do lado de casa) comprar queijo, molho e fermento biológico. O resto usamos o que tínhamos em casa. Os sabores escolhidos foram muçarela (tá certo?) e portuguesa (portuguesa do RJ e não portuguesa de SP). Dica: a linguiça portuguesa da Sadia é muito boa pra pizza! Aliás: essa linguiça é vida! ♥

A receita da massa usamos uma de um blog que não lembro, que só lembro que tirou do Panelaterapia.

 

Ingredientes:

3 xícaras de farinha de trigo

1 copo americano de água morna (obs: aqui usamos quase 2… vai colocando aos poucos e vendo o ponto da massa, até desgrudar das mãos, nem muito dura, nem muito molenga)

1 saquinho de fermento de pacotinho

2 colheres de sopa de azeite

1 colher de chá de açúcar

1 colher de sobremesa de sal

2 colheres de leite em pó (integral ou desnatado… eu usei integral mesmo)

 

Junte todos os ingredientes até ficar bem misturadinho (vai, pokemón!), coloque num pote, cubra com pano de prato (limpinho, hein? ó as bactéria!) e deixa descansar por meia hora. Colocar dentro de um microondas ou forno (desligado) ajuda também, mais abafadinho. Ligue o forno pra pré-aquecer. Depois, só esticar a massa com rolo (ou com o que você tiver em casa), numa superfície um tiquinho enfarinhada para não grudar. Não precisa se preocupar em ficar super redondinha. Eu untei a forma com bastante azeite, coloquei a massa na forma e fiz uma bordinha de acordo com o formato da forma, e plim! Pizza redondinha!  Eu fiz também alguns furinhos na massa com o garfo. Não sei se é necessário, mania minha ao fazer massas. Agora só colocar seu recheio favorito e levar ao forno por mais ou menos 8 minutos, e voilà!

 

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Tá que não é uma CÉÉÉÉÉUS QUE PIZZA MAIS LINDA DA GALÁXIA PÚRPURA, mas garanto que tava deliciosa. E ficou melhor ainda quando virou  nosso almoço no dia seguinte xD

 

Na cozinha da Vitrola: Caipisaquê de Açaí

Dia desses indo para o curso, senti uma vontade imensa de parar no méquitonalt e comer um sorvete. Tudo isso às 7 da noite, empacotada em roupas de frio e cachecol… segundo a simpática atendente, eu não sou a única: a clientela para sorvetes é fixa mesmo nos dias frios. Respirei aliviada por saber que existem sim, mais loucos assim como eu! o/

 

Hoje a temperatura por aqui continua baixa, mas abriu um solzinho tímido e minha vontade de me deliciar com algo gelado só aumentou. Aproveitando o clima de domingo, resolvi preparar minha bebida favorita pré-almoço: caipisaquê de açaí! Eu AMO açaí e como o ano inteiro, e obviamente fiquei apaixonada por essa bebida assim que a conheci. Faço em casa de vez em sempre, e quem já veio aqui e provou, também se amarrou.

 

O que precisa:

– Açaí congelado (daqueles de mercado, sabe?). Eu uso metade da embalagem de 450g para fazer um copo daqueles compridões (só para mim, óbvio!)

– Leite condensado

– Saquê (duh!)

 

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O açaí vai assim, cortadinho, tudo pro liquidificador.

 

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Adicione o quanto quiser de gordic… digo, leite condensado.

 

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Para o saquê, coloquei 3 copinhos daquele piticos de mé (haha!), mas né.. vai da sua *cof* resistência alcóolica.

Bate tudo até misturar (não muito a ponto de derreter demais o açaí… só a ponto de misturar tudinho!)

 

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Coloco leite condensado no copo também porque sou uma pessoa muito light. Vai por mim!
 

E se você NÃO gosta de saquê, pode fazer com vodka, cachaça… eu só gosto de saquê, então tudo só faço com saquê.

Agora só desfrutar. Etanóis!