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Vitrolinha… platinada!?

Assim como a maioria (acho?) das pessoas que vivem no mundo, fico analisando e buscando um sentido pra vidinha medíocre que a gente vive aqui. E eu sou tão pensadora, sabe? haha! Eu sou do tipo que me perco nos meus pensamentos de verdade. Vez ou outra tenho umas crises, tipo quando faço um desenho e minha vontade maior é de apagar e começar tudo de novo!

 

Então às vezes me sinto flutuando entre as pessoas, só observando, com o maior cuidado do mundo pra não esbarrar em ninguém. Só vendo como tudo funciona, e buscando no meu ritmo um cantinho bacana pra me acomodar. Você também se sente assim?

 

Outro dia tava vendo aquele aplicativo do Facebook que recorda momentos e fiquei boba como muitas das coisas batiam, como se fosse um ciclo. Aí olhei outro dia: também bateu. Aí olhei ontem de novo, e bateu num nível: ontem estava fazendo pizza, no mesmo dia do ano passado eu também estava fazendo pizza. Que doideira. Fiquei pensando cá com meus botões: será que é isso? tudo vai se repetindo, repetindo… até a gente acabar? Esse jogo da vida é tão simples assim, cheio de oportunidades de aprimoramentos?

 

Filosofias de gaveta à parte (gente, não uso drogas, só durmo pouco e tenho sonhos bizarros, viu?), ontem cismei que tinha que mudar a mascotinha do blog. Eu tinha um apego com ela, mas poxa, já era. Tô em outra fase, nada mais justo que uma nova mascotinha pra representar. Sentei a busanfã e só saí quando finalmente nasceu a nova Vitrolinha, versão 3.0.

 

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Pra quem ficou em dúvida, vou explicar: tô platinada não, "calmem"! É que eu mudo tanto de cor de cabelo, que na hora de pintar a ilustração… eu não sabia qual cor colocar. E na real, se eu não pinto essa bagaça aqui todo santo mês, viro quase uma Tempestade do X-Men, sérião. Então pensei: é, vai ficar em branco. Imaginem que é tipo o livro de colorir, e vocês pintam mentalmente a cada cor de cabelo que eu estiver, tá? hehe

 

Mas é importante: e aí, vocês gostaram? (quem falar que preferia a outra vai voltar 10 casas, se liga aê xuxu)

UPDATE: Segui a sugestão da Talita nos comentários e fiz um GIF! hahahhaha. Adorei a sugestão, Talita, muito obrigada! Vocês são geniais demais ♥

Sala de espera

Quem gosta de esperar?

 

Eu tenho pavor de esperar. Por isso odeio filas, odeio viagens. Tenho uma péssima mania do "aqui e agora", que pra ser sincera eu nunca vou dizer que é um defeito meu se me perguntarem, pois não é algo que me deixa tensa: eu só não gosto, mas sempre dou um jeito de lidar com isso de alguma maneira.

 

Não gosto de esperar, mas também tenho facilidade pra aceitar as coisas e o dom da procrastinação (que ironia, hein?) – e é aí que felizmente mora o equilíbrio e não viro uma louca resmungona enquanto no banco o painel mostra 357 e meu número é o 120 da fila de espera.

 

Uma vez, estava num consultório e lá era organizado por uma ordem de chegada muito louca. Cheguei, dei meu nome e a atendente disse que ia demorar um bocado. Eu esperei DUAS horas e 40 minutos. Levantei e perguntei pra moça se havia algo errado, pois já havia passado mais de duas horas e ainda não tinham me chamado… ela disse que chamaram, mas ninguém respondeu. Acho possível, considerando minha surdez. Seja lá o que tenha acontecido, que foi muito azar… foi.

 

E falando em espera, todo ano espero ansiosamente para comer a tainha que tem aqui na festa de junho (Festa de São Pedro Pescador). Outro dia bateu uma vontade imensa de comer tainha e pensamos: porque não agora? Então fomos fazer nossa rara visita ao mercado de peixes da cidade e compramos a bendita tainha.

 

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A ansiedade era tanta que eu sequer procurei na internet antes como preparava, como de costume. Apenas compramos.

 

No final, deu tudo certo. Ficou deliciosa, do jeitinho que é na festa. Copiei até os acompanhamentos: salada de maionese, arroz e farofinha.

 

e sobre esperar… nem sempre é tão necessário, né?

Filosofia de Geladeira

(O quê, você perdeu o Filosofia de Gaveta?)

 

Explicando desde já (precisa?) que não, não sou louca, mas passo muito tempo em casa. Parte do meu tempo é fazendo as tarefas de casa, e depois de estar no banheiro fazendo nº especial x + y, fazer as tarefas de casa é a atividade que julgo mais reflexiva. Já tive altas ideias desde lavando a louça, até limpando a caixa de areia das gatas… quem aí também concorda?

 

Então, tempos atrás estávamos com uma geladeira capenguinha. Não muito pequena, mas pedindo pra bater ponto em outro lugar. Nem era frósfri. A coitada fazia até um xixizinho de vez em quando, já viu isso? Pois é. Fora que tava rolando um problema péssimo de organização dos alimentos. Um monte de coisa que eu não dava conta, pois naquele amontoado total anti-organizativo, eu não me situava, eu surtava, eu deixava pra depois.

 

E aí chegou o dia, finalmente, da tão esperada e planejada geladeira nova. Quase o dobro do tamanho da anterior, uma belezura, de cara já virou minha BFF. Como uma amiga disse, cabe um defunto dentro (sim, eu tenho esse tipo de amizade, desculpa). E pra minha felicidade, o único "pipi" que ela faz é do painelzinho modernoso.

Desde então, as coisas tem ficado sob meu total controle: nada mais vira um cogumelo na geladeira. Sempre com espaço, e até "de sobra" (lê-se: geladeira do Pica-Pau na fome), pois a boa visualização não me deixa armazenar coisas desnecessárias. Apenas o que preciso MESMO.

 

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E tudo que eu precisava era de… espaço. Igualzinho na vida. Igualzinho aquele mini-livro de auto-ajuda na gôndola da rodoviária ensinou. Dar espaço para você poder se organizar, adicionar coisas novas e se desfazer das velhas. Espaço para poder enxergar as coisas num outro ângulo. Espaço pra deixar entrar só à passeio, e permanecer, só sob muito critério.

 

Mas eu só aprendi isso, e como não acredito em fórmulas prontas, devo ter algumas páginas pendentes. Então vamos fazer o seguinte: você tenta daí que eu tento daqui. Depois a gente troca umas figurinhas, tá? E qualquer coisa, ainda tem outros móveis/eletrodomésticos da casa dispostos a trocar uma ideia…