Tão bom que vende

Um dia estava pensando que, além de individualmente sermos responsáveis por nossas escolhas e incentivos (seja para o que for), há o fator bônus: as pessoas que nos cercam. Sabe, aquele empurrãozinho que às vezes falta ou dá o ar da graça? Então.

 

E é graças a essas pessoas que me cercam que, se eu não fosse ilustradora, certamente teria escolhido o lado da culinária como profissão, assim como uma boa parte das mulheres da minha família. Tudo por causa de uma frase que me perseguiu durante anos: "Você é boa nisso. Já pensou em vender?"

 

Nem tudo é lucro, meu coração pisciano e sonhador apita e prioriza isso mais do que qualquer coisa, e eu sempre respeitei. Mas isso sempre soou para mim como um bom elogio. É um aval de "isso é tão bom, que eu certamente compraria". 

 

Aí dia desses, fiz uma esfiha que admito, ficou MUITO boa. E eu sou super auto-crítica, ok? Marido após liberar uma expressão que mataria Ana Maria Braga e seus ímãs barulhentos de bichos com inveja, soltou um "Olha… dá até pra vender, hein?"

 

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Talvez sim. Mas nada compra a satisfação de fazer algo que se sente bem e saber que alguém pagaria por aquilo. Mesmo que você não venda.

 

(a culinária é só um hobby, mas a receita das esfihas tem aqui e só custa um clique)

 

este post faz parte do BEDA #ROTAROOTS

 



10 thoughts on “Tão bom que vende”

  • quando eu era pequena, meu pai (que é biólogo) sempre dizia isso “faça o que você gosta de fazer”. Depois, na faculdade um professor disse “quando a gente trabalha com o que gosta de fazer, isso deixa de ser trabalho e passa a ser laser” e que bom seria se todos pudessem viver de laser, né? Mas acredito piamente nisso, até para a nossa saúde, o ideia é trabalhar com o que nos dá prazer. 🙂 Além disso, é sempre bom ter um hobby.

  • acho que isso vale pra qualquer coisa que a gente faça né? quando alguém elogia assim a gente passa até a olhar nosso próprio trabalho com mais afeto e tudo fica mais gostoso (principalmente se for comida, HAHA)

  • Queria ter as habilidades e vontades. Até gosto de cozinhar e me viro bem, mas prefiro comer mesmo, hahaha.
    Minha sorte é ter um namorado que ama cozinhar e é extremamente talentoso. O que eu quiser ele faz pra mim, e fica ó, maravilhoso.
    Ontem mesmo ele falou que escolheu a profissão errada, devia ter ido pra gastronomia.
    Comida feita com vontade e amor é outra coisa <3
    (catando a receita das esfihas!)

  • fora todo o estresse que acaba sendo quando você tem a obrigação de produzir a tal receita em massa, né? eu realmente prefiro continuar cozinhando em paz, com amor e carinho, só pra galerinha de casa e pros migos mesmo. <333
    vou super testar sua receita de esfiha pq elas ficaram mo bonitonas HUAHUAHUAH

    Beijocas

  • Essa também é uma das coisas que ouço muitas vezes e reajo da mesma forma. Apesar de não necessariamente ser sobre comida, que eu gosto muito mas faço pouco, e mais sobre coisinhas artesanais que gosto de fazer.
    É lindo saber que as pessoas reconhecem o que a gente faz bem, e é uma sensação muito boa saber que tem gente que estaria disposta a dar dinheiro pelas coisas que a gente faz com tanto amor. Mas às vezes o mais importante é simplesmente a sensação de fazer aquilo.
    Beijo!

  • Eu gosto muito de cozinhar, mas às vezes na correria do dia a dia eu entro no modo automático e aí parece que a magia se perde um pouco. Daí é só alguém elogiar que a empolgação volta!! hahahaha

  • eu vivo tendo ideias de “vou vender essa comida”. No fim das contas acho que isso tiraria a magia que é estar inspirado e cozinhar algo bom. Se vira obrigação, perde a graça (e talvez o gosto!)

  • Oie.
    Como é bom a sensação de ter feito algo tão bom que as pessoas pagariam.
    Eu faço tricô e vendo para algumas amigas mais intimas, só as intimas pq não sou profissional, só que no meu caso fico com a sensação ruim de obrigação e perde aquele carinho que colocamos quando fazemos por prazer…
    Não sei se tem muito a ver, mas é de se pensar.

    Bjoos

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