Preciso de um logotipo, e agora?

É muito normal ter um negócio em ficar com muitas dúvidas quando surge a necessidade de desenvolver um logotipo para seu negócio. A começar pela expressão – que julgo ser a menos importante das dúvidas – sim, é “o logotipo” e não logomarca, nem “a logo”. Mas isso é papo bobo e longo de designer, rs.

Listei aqui dicas para te ajudar quando for contratar alguém para desenvolver a sua marca que vai muito além da expressão correta. Vamos lá?

Contrate alguém que você se identifique

O primeiro dos maiores erros cometidos é contratar alguém para fazer seu logotipo sem antes pesquisar sobre os trabalhos anteriores, tipo de traço, estilo e etc. do artista. Pense bem: você precisa de um trabalho que irá sintetizar todo seu negócio em uma arte, e o mínimo é que você se identifique com as referências do seu escolhido (a) e confie no projeto. Certo?

O que fazer? Pergunte ao seu artista escolhido se ele possui algum portfolio (uma espécie de vitrine virtual com os trabalhos que ele já fez) ou, se poderia enviar alguns trabalhos anteriores. Sem surpresas, as chances de você obter um trabalho alinhado às suas expectativas é bem maior.

Junte referências da sua marca

Sabe a expressão “me ajuda a te ajudar?” Então, digamos que a criação de um logotipo é mais ou menos assim. Normalmente, você irá receber muitas perguntas do seu designer escolhido sobre seu negócio, uma forma de ajudá-lo a executar um trabalho em sintonia com suas expectativas. Mas, não tem mágica: quanto mais informações você der, melhores podem ser os resultados.

O que fazer? Tente reunir em textos, imagens e o que mais for da sua vontade, informações que você considera valiosas sobre sua marca. A sua história, detalhes peculiares do lugar onde você trabalha ou do seu serviço, coisas que você tem como referência ou que gosta muito, e assim por diante. Não tenha vergonha, não precisa ser nada muito longo nem específico, nem que necessariamente será colocado na arte, mas a mente de um criativo é isso mesmo: um misto de muitas referências!

Menos é mais

Essa é clássica das clássicas, mas, sempre bom mencionar: um logotipo precisa ser o mais objetivo possível. As pessoas precisam bater o olho na sua marca e entender do que se trata, assim, nos primeiros minutos. Logo, sei que pode ser muito tentador reunir a ilustração dos doze gatos, três montanhas e uma xícara de café, mas… vai ter que rolar um resumo!

O que fazer? Pense na versatilidade que sua marca precisa ter, por exemplo: se você for participar de um evento e dividir um pequeno espaço com outras marcas, você terá o menor destaque tendo um logotipo com muitas informações, correto? Ou se você precisar aplicar em outras superfícies, seu logotipo funcionará tão bem quanto numa página em branco?

Explorando possibilidades

O mais legal depois de um logotipo entregue e finalizado é ver as possibilidades que os clientes tem aplicando o logotipo das mais diversas maneiras. Etiquetas, tags, banners, aplicações em madeira… isso é ótimo para fortalecimento da sua marca, além de dar um tom mais profissional e estiloso para seus produtos.

Identidade visual criada por mim para Dona Gatolina e aplicada numa etiqueta de madeira pela cliente
Identidade visual criada por mim para Dani Mesquita Ateliê e aplicada numa etiqueta dourada pela cliente

O que fazer? Pense em áreas e produtos que podem receber sua marca. Se você não vende produtos e sim serviços, pode criar calendários, régua e pequenos brindes para datas especiais.

Se puder, sustente uma linha

Se o seu logotipo possui uma manual de marca, significa que você tem em mãos boa parte da identidade da sua marca: cores, fontes e variações. Ao pensar em criar uma identidade visual, comece também a pensar no visual do seu negócio como uma extensão do seu logotipo, contínuo, harmonioso e organizado.

exemplo de imagem com foto, texto e paleta de cores em harmonia de cores e estilos

O que fazer? Explore as cores do seu logo no seu espaço de trabalho, em fotos de divulgação, etc. Tente criar uma “paleta de cores” da sua marca semelhante ao seu logotipo. Se você tiver muitas dúvidas sobre as melhores escolhas visuais para sua empresa, pode contratar um profissional da área. com certeza você não se arrependerá e colherá bons frutos desta mudança 🙂

Agora que você já sabe de todas essas coisas, você pode conhecer mais do meu trabalho com criação de logotipos para pessoas e empresas clicando nesta página e claro, se você se identificou com meu estilo, pode contratar meus serviços. Basta enviar um e-mail para revitrolailustra@gmail.com e solicitar um orçamento 🙂

A melhor sobremesa vegana que eu já fiz

Eu não sou muito de fã de sobremesas, gosto muito mais de coisas salgadas. Mas quem, vez ou outra, não sente vontade de comer um docinho? Tinha um pacote de rosquinhas aqui que eu não sabia o que fazer com elas, então resolvi aproveitar e bolei essa receita com outros ingredientes que tinha no armário.

Embora não faça muitas sobremesas, essa de longe é uma de minhas favoritas até agora por ter bem pouco açúcar. Já quero fazer com outros recheios. E a massa me deu umas ideias bem interessantes para futuras aventuras culinárias 🙂

Sobremesa Vegana de cacau, café e amendoim

Ingredientes

  • 2 (duas) colheres de amido de milho (maizena) dissolvidos em meia xícara de água
  • 2 garrafinhas de leite de coco
  • 2 colheres de açúcar
  • 1 pitada e sal
  • Manteiga de amendoim sem açúcar
  • 2 colheres bem cheias de cacau em pó
  • 1 colher pequena de café solúvel
  • 1 pacote de biscoito maizena ou de rosquinhas

Massa:

Triture no liquidificador, processador ou até manualmente o de biscoito maizena ou a metade de um saco grande de rosquinhas, até que vire uma farofa. Eu utilizei rosquinhas de coco mesmo e ficou MARAVILHOSO! Jogue num recipiente e misture a manteiga de amendoim até virar uma farofa mais úmida. Separe uma pequena parte para jogar por cima depois, se quiser. Então, “forre” a farofa em uma forma, apertando bem. Se você tiver forma de fundo removível, ótimo. Eu não tenho, então utilizei uma assadeira de vidro mesmo. Asse por uns 10 minutos. Reserve.

Recheio:

Numa panela, adicione o leite de coco, o açúcar, o cacau em pó e o amido de milho dissolvido na água. Ligue o fogo e vá mexendo até começar a engrossar. Adicione o café solúvel e a pitada de sal. Mexa mais um pouco, desligue o fogo e espere esfriar.

Montagem:

Coloque o recheio por cima da massa e jogue a farofa que ficou reservada por cima. Leve para gelar. Coma bem geladinho ♥

Mesmo tarde ainda é arte

Minha idade não pode ser contada pelos fios brancos na minha cabeça por motivos óbvios, e, embora eu ainda seja “jovem”, minha certidão foi escrita à mão e mais parece um papiro (sem exagero). Eu meio que desisti de adquirir roupas novas pois cheguei naquela idade em que não quero uma camiseta escrita “SEM TEMPO, IRMÃO”, mas também não quero uma saia midi de alfaiataria.

Em março deste ano eu completei 35 anos.

Sou uma mulher, mãe e artista independente. Não coleciono carimbos nem de passaporte, nem de carteira de trabalho. Atualmente, sigo fazendo o que sei, que é criar, e costumo acreditar que como a maioria dos artistas, principalmente mulheres, já me perguntei diversas vezes: e se estiver muito velha para tudo isso? E QUANDO eu estiver velha?

Os dias passam e eu sinto que não aprendi tudo e o caminho é infinito, o que acho que talvez… isso deve ser bastante tempo. Os artistas mais novos, naquela fase boa sem dívidas e ainda em boa parte sustentados pelos pais, postam artes em iPads e abusam de ferramentas que facilitam a criação, entre elas a cobiçada despreocupação. Eu tenho vontade da primeira e muita saudade dessa última, em especial.

fonte da imagem

Mas apesar de viver na mesma época de outros jovens artistas e ainda assim, ter a consciência que não sou um deles – e o avanço deles não pode ser comparado com o nosso, já que tivemos acessos a ferramentas diferentes, em diferentes épocas e presenciamos o bug do milênio (!!!) -, eu vou continuar fazendo o que eu faço. Existe uma linha do tempo a ser respeitada, eu aceito, fico fula da vida, volto pra realidade e sigo, né? Criando e de bode eterno com quem discursa “mas tem escolha…”

Recentemente, criei um Tik Tok, mesmo inicialmente me permitindo acreditar que era uma rede “para adolescentes”. O resultado dessa experiência é que tenho aprendido muito: sobre técnicas, sobre processos, sobre compartilhamentos, sobre ideias e bastidores de e-commerce, sobre fazer coisas de maneira despretensiosa, sobre como me mostrar para o mundo. A vida adulta me fez uma pessoa dura, sem muitas margens de erros (é possível errar, porém isso podia render algumas parcelas em 10x com juros) e consequentemente, escondendo coisas simples como mostrar o que ando fazendo, tal qual Austin Kleon tanto martela no livro “Mostre seu trabalho”.

Um outro detalhe em especial – e que sinto muita falta em tempos de quarentena – foi o convívio com meu enteado, uma criança muito esperta de 7 anos de idade. Tive muitas ideias apenas observando como ele criava, quais eram suas dúvidas e receios e também aquela renovação no despretensioso que as crianças vão abandonando lá pelos 8 anos de idade (e que por isso, é tão importante o incentivo artístico justamente nessa fase).

antes da quarentena, rolou espaço painel de arte improvisado aqui.

Recentemente, descobri a artista Lynda Barry e de novo, criei aquela caminha confortável do “pois olhe, existe sim um futuro exatamente por este caminho”. Também já comentei aqui sobre a artista Carmen Herrera, que teve seu reconhecimento artístico apenas aos quase 100 anos de idade. O que ela fazia todos os dias? Apenas criava. E segundo diz, foi feliz com isso.

Em tempos de trocas de likes por aprovação de nosso trabalho e como termômetro da felicidade, temos aí talvez mais uns 70 anos para refletir. E eu nunca vou estar velha para me sentir jovem.

Meu Six Character Meme

Resolvi participar de um meme que consistia na seguinte tarefa: jogar na sua rede uma imagem com 6 blocos vazios e pedir pra seus seguidores sugerirem personagens para ilustrar. Achei que seria divertido e de quebra, treinar um pouco fazendo algo diferente.

Levei cerca de 20 horas para finalizar as 6 personagens escolhidas e percebi que as personagens que eu fiz possuíam em maioria, algum tipo de memória da minha vida.

Sarah Connor: Adoro a saga Terminator, acho que é uma das melhores personagens badass já criadas. Não assisti a mais recente com a Emilia Clarke como protagonista, tá na minha lista de filmes que preciso-ver-mas-fico-adiando.

Cap. Janeway: eu não assisto mais Star Trek, mas é minha infância total. Era religioso sentar no sofá e assistir com meu pai. Ele era fã numa época que não tinha isso de gostar de Star Trek e ser nerd: as pessoas simplesmente assistiam e gostavam.

Rob: Eu fiquei extremamente ansiosa quando vi anunciarem que lançariam uma série do filme Alta Fidelidade. O filme tem o John Cusack como personagem principal, na série, a personagem principal e dona da loja de discos é interpretada pela atriz Zoey Kravitz, que eu adoro e tava muito boa em Big Little Lies. Já assisti a 5 episódios da série e assim, eu tô curtindo principalmente pelas inúmeras referências musicais que amo!

Cher: ao longo da minha vida eu já assisti mais de 1500 filmes. Não é exagero. Dito isto, sem pensar duas vezes, meu top 5 de filmes favoritos está As Patricinhas de Beverly Hills. Na mesma lista que tem Bergman, por exemplo. Fazer a Cher foi tipo, mega responsa por ser uma personagem muito marcante da minha adolescência.

Xena: uma das raivas que eu tinha na infância é que as séries não tinham um horário muito definido para passar na TV (na real, nem a programação, né?), então às vezes eu tinha que assistir o final de Hércules para poder assistir Xena. E eu odiava Hércules. Xô Hércules.

Matilda: um clássico da sessão da tarde. Quis fazer esse fanart mais pelo fato de amar desenhar crianças, mas não me é de grande memória cinematográfica. Depois de fazer a ilustra, confesso que fiquei com vontade de reassistir.

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