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Blog da Vitrola Posts

Como me manter criativa na quarentena?

Como anda sua criatividade em tempos de quarentena? Pela minha sanidade mental, sinto que preciso proteger a minha. Não sou a mesma pessoa se não estiver criando algo, eu já vi esse filme antes e não foi NADA legal. Pensando nisso, fiz uma lista de coisas que faço (de verdade) para ao menos tentar alimentar o que resta da minha criatividade diária em tempos tão complicados como o nosso atual cenário. Quais são as suas dicas?

Tenha uma rotina básica como seu guia

Sei que essa é a primeira regra clichê de qualquer lista, mas ela não poderia deixar de estar aqui. Criar rotina é ter um norte na sua atividade, é produzir constante – mesmo que devagar e pouco – e não deixar as coisas se perderem agora. Nem que a sua rotina seja conseguir levantar da cama e arrumá-la, regar as plantas e dar bom dia aos seus pets, não deixe de praticá-la.

Já que é para ficar em casa, fique confortável

Seja usar a sua roupa mais macia, seja criar um ambiente melhor no espaço que você cria ou mudar as coisas de lugar, preparar algo gostoso para suas pausas: tente facilitar um pouco sua vida neste momento. Não se torture, não crie dietas ou metas de exercícios que você não quer fazer, não dificulte o que já está difícil.

Vá para a cozinha (ou para onde você quiser)

Aqui gostamos bastante de cozinhar e testar novas receitas, e isso tem sido um momento agradável em momentos de isolamento. Todo o processo de preparar, finalizar e claro, comer, nos ajuda a ocupar a cabeça. Mas você pode trocar este item por fazer outra coisa que te dê prazer (dentro de casa, claro).

Evite as notícias pela manhã

Não estamos dizendo de ficar alienado ainda mais em momento tão crítico, mas filtrar melhor o que você anda jogando no seu terreno. Dizem que o pior horário para o nosso cérebro, é lermos notícias desagradáveis quando acordamos pela manhã. Este é o momento fértil do seu cérebro, e do que adianta despejar um caminhão de lixo nele? Faça o teste e observe.

minha coisa favorita pela manhã é tomar café com o Léo cheio de carência

Aproveite as novas experiências sem pressão

Nesta quarentena, tenho aproveitado para testar técnicas de ilustração tradicional e usar todos os pincéis e tintas que havia comprado e mal utilizado. Tenho uma espécie de caderno de desenhos e resolvi pintar algumas páginas que eu considerava feias e refazê-las. Mas, sem cobranças. Se permita testar, errar… aquele clichê, sabe? Mas, ´é sério.

assim nasceu o gato do teobaldo

Não carregue tudo isso sozinho(a)

Tire a agonia do seu peito. Converse com seus amigos, familiares, converse sozinho, escreva um blog, faça vídeos, escreva num diário… mas, coloque para fora. Nunca foi bom guardar coisas, mas agora é praticamente o pior momento de você manter tudo para si e carregar tudo isso que ainda não entendemos bem. Não tenha receio de virar um “reclamão”, mas caso essa ideia te incomode muito, escreva mesmo que seja só para você.

Vá bisbilhotar quem te inspira

Já tem muito sendo despejado internet afora que não nos deixa muito animados. Faça uma seleção, vá conferir o que as pessoas que te inspira e são suas pessoas favoritas estão fazendo. Não se esqueça de estimular quem tem produzido: comente, compartilhe, mande uma mensagem. Mantenha as boas coisas girando com seu apoio.

Alimente sua cabecinha sem compromisso

Ouça música, leia livros pequenos e bobos, abandone leituras exaustivas e leia vários livros ao mesmo tempo sem intuito nem pressa de finalizá-los. Largue livros e revistas pela casa. Assista um filme do Adam Sandler. Dê cultura leve pro seu cérebro.

Encerre o expediente criativo

Faça algo relaxante no final do seu dia, mesmo que seja escrever no blog ou ficar deitado olhando pro nada. Aqui nos entregamos aos filmes: assistimos filmes estrangeiros, revemos filmes que amamos, até a hora de cairmos no sono. Vale qualquer coisa. Amanhã começa tudo de novo.

Fique em silêncio

Última dica e não menos importante: fica na sua. Ok, pareceu agressivo, mas, é pra ficar quietinho mesmo. Reflita, medite, faça algo entendiante que te faça pensar em quase nada. Que não envolva postar na internet, apenas.. ficar em silêncio.

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Você e seu medo de criar coisas

Acho que se uma parte dos meus amigos e meu companheiro pudessem citar um top 5 dos assuntos que eu mais persisto, uma deles ao menos seria “você pode desenhar“. Eu sou praticamente uma evangelizadora deste mantra, mas quero explicar aqui que ele é sim, simples como parece mas não é bem isso que talvez você esteja pensando.

Vou ser sincera com você: talvez você desenhe de um jeito estranho. Um jeito que você acha estranho, ou um jeito que algum amigo seu julgue que você realmente não nasceu pra isso, e que bom que você é paisagista e não desenhista, por exemplo.

E aí eu te trago os seguintes fatos para você considerar:

  1. Não é todo mundo (MESMO) que precisa viver de desenho, nem largar o que faz. Até porque seria estranho. Já pensou se todas as pessoas do mundo apenas desenhasse? Imagina chegar na podóloga e ela dizer “todos os podólogos pararam suas atividades. agora apenas desenhamos”. Quem tem unha encravada não achou esta ideia engraçado.
  2. Eu não disse que você vai fazer uma obra prima e será o novo pupilo das galerias de Londres. Porém, se for a vontade, qualquer um poderia ser.
  3. Eu não digo que você precisa fazer isso todos os dias, como um exercício exaustivo, até conseguir fazer 30 posições diferentes de mãos e ao menos um pé (os pés… ah, os pés). Não precisa desenhar para evoluir, você pode desenhar só por desenhar, sem propósito algum. Para relaxar ou fazer um vodu de papel, por exemplo.
  4. Esqueça esses vídeos de compra de material, de técnicas de certo ou errado ou qualquer coisa do tipo. Deixe isso para quem se importa. Livre-se dessa bagagem de regras.

Bem, agora você já sabe: eu não disse que você sabe desenhar. eu disse que você PODE. É. Você tá autorizado, você é membro desse clube, também. Você, o Antônio que mora na esquina e eu. Mesmo seu amigo – ou você – achando estranho, não importa. Tem outras coisas estranhas que você faz e está sendo julgado neste momento por isso. Você pode incluir mais uma nessa, se assim, quiser, acredite. Dê as caras no seu direito de rabiscar algo e relaxar com isso.

Tem gente fazendo, mas você não

Quem tem crianças em casa já deve ter ouvido falar do Homem-Cão. Eu não conhecia, mas meu enteado é um recém aprendiz de leitor que adora a turma, que também tem como personagem o Capitão-Cueca (esse tá até na Netflix).

O gibi é voltado para crianças, claro, mas não pude deixar de dar uma espiada. Os traços são ridiculamente simples, quase grotescos. Tem erros propositalmente exibidos e aquela simplicidade deliciosamente admirável. As crianças amam e eles tem uma legião de fãs que aguardam ansiosamente pelas suas publicações.

aquele guarda ali nem braços tem

Eu adoro a arte simples, acho ela necessária, honesta, democrática. Sou devoradora e admiradora de artistas como Malfeitona, MrDoodle e Constante Bagel Therapy, que trazem arte possível, arte que precisa existir e ser compartilhada.

E se sua arte começasse a existir?

Você já deve ter visto um grafitti em algum lugar da sua cidade. E já deve ter visto palavras que parecem não dizer nada, ou desenhos que são repetidos em diversos locais. Grafitteiros possuem uma “tag”, que nada mais é que uma assinatura, um identificador que ele/ela esteve por ali.

Bem, se você tem papel de qualquer tipo na sua casa, vamos experimentar criar algo tipo uma “tag”. Um desenho simples que você pode usar após finalizar um bilhete, uma carta ou num cartão num presente, por exemplo, como um toque extra de personalidade. Se você tem filhos, proponho que cada um crie sua própria tag, e também criem uma única tag para todos, uma tag-família ou tag-amigos.

Não precisa de nenhum momento especial, material profissional, velas nem música soft. Você só precisa do papel (QUALQUER UM, até papel de pão se tiver) e algo que saia tinta da ponta (canetinha, giz, um delineador – o que você tive disponível e que dê para riscar).

Pense em algo que você goste bastante e adicione um toque seu, por exemplo: se você gosta de flores e é uma pessoa um pouco esquecida, faça a clássica florzinha escolar faltando uma pétala, por exemplo. Ou se você gosta de café e é um pouco desastrado, uma xícara com a alça quebrada – e assim por diante. Pense em coisas simples, para começar.

eu acho que minha tag é esse gatinho

Não esqueça de me contar como ficou sua tag. Se quiser, pode postar e marcar com a hashtag #hojeeudesenho e se estiver tímido, pode me mandar em particular. Vou adorar ver sua tag. Bora?

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Cursos online gratuitos para artistas

Alguns amigos tem me recomendado links de cursos gratuitos e também tenho visualizado alguns, então decidi reunir e compartilhar alguns links para quem quiser aprender neste período de quarentena. Eu sou lenta para cursos (rs), mas tem uns bem bacanas!

ATENÇÃO: Alguns cursos só estarão disponíveis gratuitamente até meados de abril/2020.

Viu mais algum link bacana e gostaria de sugerir para esta lista? Deixa aí nos comentários!

Crehana

Branding, Ilustração Tradicional e Ilustração publicitária. – CLIQUE AQUI

Faber Castell

Composição, Aquarela, Desenho Infantil, etc. – CLIQUE AQUI

Domestika

Criatividade e desenho para crianças (basta se cadastrar) – CLIQUE AQUI

Mary Cagnin

Introdução à aquarela – CLIQUE AQUI
Desenho para Iniciantes – CLIQUE AQUI

Adobe CC

Ferramenta disponível gratuitamente por 2 meses – CLIQUE AQUI

Como fazer Adesivos


Não é um curso mas como sempre me perguntam como faço meus adesivos, resolvi fazer em vídeo ♥ – CLIQUE AQUI

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Receita de coxinha e risole vegano

Desde que me tornei vegana, tenho tentado reproduzir as coisas que comia, de forma que eu sinta pouca ou nenhuma diferença. É possível? É possível! Minha cozinha virou um laboratório de experimentos saborosos (e outros nem tanto, mas a gente chega lá!).

Não sou super adepta das frituras, mas, né? Às vezes bate aquela vontade e essa receita, que fui no instinto do que fazia antes de me tornar vegana, ficou irresistivelmente perfeita! O recheio eu fiz de shitake, mas pode ser do que você quiser. A única dica que dou é que seja algo mais “molhadinho” pois facilita na hora de comer e não fica caindo.

Ingredientes para a massa

  • 1 litro de água
  • Temperos diversos: eu utilizei cúrcuma pra dar uma corzinha, chimi-churri, tempero baiano e sal. Você pode usar o que quiser ou tiver aí na sua casa.
  • 4 colheres de azeite ou óleo
  • 4 xícaras e meia de farinha de trigo
  • Sal a gosto

Ingredientes para o recheio

  • 200g de shitake (pode ser na quantidade que você quiser)
  • Cebola para refogar
  • Alho
  • 5 colheres de molho de tomate para o recheio ficar “úmido”
  • sal a gosto

Para empanar

  • Meio copo de água com gás ou cerveja
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo
  • Sal a gosto
  • Farinha de rosca para empanar

Modo de preparar

Coloque a água para ferver e quando ela estiver fervida, adicione os temperos. Agora é hora de se exercitar: jogue toda a farinha de uma vez na panela e mexa rapidamente para não empelotar. Força! Você vai precisar mexer esta massa até que desgrude da panela. Se ela ficar muito “molenga”, pode adicionar mais farinha de trigo, mas vai ter que mexer bastante!

Depois, jogue a massa numa superfície (limpa, claro), de preferência de lisa, e sove um pouco. Pode deixar esfriar um cadinho se não conseguir mexer a massa muito quente, tá?

Para rechear, você vai fazer uma bola, depois um buraco grande, colocar o recheio e fechar a “boquinha”, formando o biquinho da coxinha. Sobrou massa e faltou recheio, então fiz um pouco de recheio de PTS – Proteína de Soja Texturizada e fiz risoles também!

Para empanar, misture a água com gás ou a cerveja na farinha de trigo com o sal, fazendo uma massinha bem molinha mesmo. Passe em todas as coxinhas e depois, empane na farinha de rosca.

Para fritar, cuidado com a temperatura do óleo, ok? Não pode ser muito quente, nem frio (óbvio). Frite poucas quantidades por vez e escorra BEM. Eu gosto dela mais branquinha, e como esta massa é cozida e não tem NADA DE ORIGEM ANIMAL ♥ não precisa torar de fritar.

Enquete: eu gosto de coxinha no dia seguinte, murchinha, e começo a comer pela ponta, e você?

Curiosidade: sabia que a cúrcuma é ótima para a imunidade? em tempos como esses… taca cúrcuma, galera!

recheio de shitake ♥

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