Monthly Archives: setembro de 2009

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das perguntinhas encurraladoras.

O Pedro fez 4 anos dia 10 deste mês. Nem tem tanto tempo assim e a enxurrada de perguntinhas da fase 4 (tam-tararã!) veio com vontade. Começou com uma perguntinha, digamos… típica.

– Mamãe, por que você não tem piu-piu?

Aí eu tento responder de uma maneira… tipicamente maternal?

– Oras, eu não simplesmente não vim com piu-piu!

Eu deveria saber aonde isso ia dar… eu poderia responder qualquer outra coisa… eu comprei livrinhos “Conversando de sexo com seu filho”, “Criança e sexualidade” então porque não respondi “meninos tem pênis, e meninas, vagina!”?

-Então… então tem que comprar outra mamãe. Você não veio com piu-piu!

Dica: SEMPRE tentem responder algo plausível para uma criança com menos de 5 anos. A pergunta seguinte vai depender muito da sua resposta!

a boa etiqueta

Gente, é tão bom quando sentamos na mesa do shopping, após horas de espera e o felizardo anterior deixa tuuudo lá, não é mesmo? Eu adoro ver como as pessoas “organizam” seus restos! é tão legal!

E aquele sujeito que ainda não sabe da existência de fones de ouvido e insiste em fazer com que todos os passageiros no ônibus ouçam a mesma melodia? Sensacional! Melhor que isso só aqueles “senhores” que cismam e achar que ombro de mulher é pau-de-sebo… tive o ombro praticamente estuprado dias atrás e não hesitei em lançar um olhar fumegante-seca-pimenteira na figura… rapidinho caçou um lugar lá no final do ônibus pra se acomodar. Humpft!

Sem contar aquele vendedores mímicos de rua… te seguem por toda loja captando todos seus movimentos friamente calculados. Dou meia volta na loja  e saio de lá correndo como o diabo da cruz. Pavor!

Glória Kalil me entenderia…

complexo de Dorian Gray

Como vocês lidam com o amor próprio? Com a autoestima lá no céu, sendo felizes exatamente como são, ou com aquela angústia no peito de quem não consegue se sentir confortável dentro da própria vida? É fácil gostar de sim mesmo quando um monte de outras coisas direciona a gente para o contrário? Quem conseguiu superar uma dessas fases em que nossa autoestima tá lá no pé? Quem sofre com isso?

Eu fui a felizarda que teve que lidar durante toda minha vida com o bichinho da auto-estima. E quem me dera, que ela estivesse sempre ao meu lado. A hoje menina-quase-bem-resolvida-cheia-de-opiniões, quase já fez xixi nas calças de tanta insegurança. Já chorou e já bateu no espelho por se achar a ùltima das criaturas, bebeu e ficou de porre quando descobriu que as coisas podem não sair sempre perfeitas. Um dia, a ficha caiu. Cansei da guerra. Resolvi buscar a mãozinha lá de dentro pra me erguer. Olhei pro espelho e quis aprender a aceitar que aquela imagem ali, que demorou tanto e tanto para formar-se, me pertencia. Vez ou outra, bate aquela insegurança, claro, eu me permito… mas xixi, eu não faço mais!

Texto para Tudo de Blog.

“Sou a única pessoa no mundo
que eu realmente queria
conhecer bem”
Oscar Wilde