Monthly Archives: junho de 2011

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Sua indignação é apenas um reply?

 

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Nesse mundo de sabe-se lá quantos zeros compõem a internet atual, quantas pessoas falam (ou melhor, “tuitam”) entre outras coisas, há um longo caminho a percorrer até a realidade…
O que percebo, e com certeza não sou a única, é que a partir de que momento a barreira do virtual atinge o real. Vou citar um exemplo, ocorrido há semanas atrás, o Mamaço. A sua vizinha, sem nenhum conhecimento do fato, não se sentiu abalada com as opiniões, ou melhor: a opinião dela continua lá, intacta. E, muitas vezes, sequer há alguma! Ela não soube o que foi o Mamaço, e possivelmente ela não vê motivo para enfrentar outras pessoas e fazer o que tiver vontade.

O mesmo vale para situações que envolvem preconceito. O moço na rua ainda torce o pescoço, faz cara feia e utiliza os termos “bichinha” ou “viadinho” ao avistar um jovem possivelmente homossexual na rua. Ele não receberá e-mails, nem replys indignados, e tampouco um post com o link do seu “blog” criticando sua opinião. Ele continuará julgando até seus últimos dias, e ninguém o dirá que essa atitude é totalmente desnecessária e desrespeitosa.

O que quero dizer é, que embora felizmente muitas de nossas opiniões tenham amadurecido junto com a internet, o que não é vergonha nenhuma (muito pelo contrário, é um saldo positivíssimo), o mundo real continua ali e ainda temos que lidar com ele. A sua opinião é apenas um retweet? Seu apoio é apenas um curtir? Sua indignação é apenas um reply?  

Acho que podemos quebrar essa barreira entre o real/virtual. Não ter medo de repassar o que aprendemos, não criar uma personalidade de forma que só protesta virtualmente, e que, numa roda entre amigos ou entre familiares, a coragem de se manifestar é nula. Afinal, muitas vezes criamos opiniões a partir de influência de outras pessoas, que como disse anteriormente, não é vergonha nenhuma. Mas nós também podemos ser transformadores de opinião.

É digno expormos nossas opiniões no mundo virtual, mas você precisa acreditar realmente no que diz. Citando um exemplo estúpido, se eu digo nas redes sociais que adoro morangos, quando tiver oportunidade de comê-los, eu deixarei passar? Observarei os morangos serem devorados e sequer mordiscarei um que seja? Pense nisso.

E então… você tem coragem? A escolha, é sua.

Grávidas pulam de bungee jump

Opa, peraí. É só o título do blog… mas será que você se espantaria mesmo se lesse uma notícia dessas?
Bem, vou explicar. Primeiro: eu nunca fui a favor de dizer “tô grávida, não tô doente” ou “gravidez não é doença”. Por um motivo simples. Bem simples: o falso entedimento. Eu não sei quem inventou essa frase, mas pegou, né? Tipo um viral. Parabéns ao criador, cria virais ainda, em época tão revolucionária internética, será? Mas cá eu com meus botões, já penso numa pessoa bem maldosa que mandou uma grávida subir a ladeira, dizendo “vai lá, você consegue, você não é doente, só tá grávida”.

Em tempo, digo logo que:
Grávidas conseguem andar, comer, beber (preciso dizer bebidas não alcóolicas?), lavar a louça (em altura até 10cm de acúmulo), ver tv, mexer no computador e atender o telefone. 

Continuando, eu só queria desabafar/comunicar/difamar que nem todo lugar tem atendimento preferencial. Nem todo mundo levanta para grávidas sentarem. Nem todo motorista pensa que grávidas entalam na roleta. E eu ainda acho que é por causa de um bendito viral da época em que não existiam virais.

E também só queria aconselhar que, antes de pronunciar isso, ou concordar… eu aqui com meus quase 8 meses, digo que ficar em pé muito tempo não é moleza, pois sentir suas pernas inchadas não é pra qualquer um. E que andar de forma não “pata” é uma árdua tarefa (mãozinha nas costas, quem pratica?). E que quando a demora é muito, imagina sua fome em status hard multiplicado por… 1000? E que, por favor… não espere uma grávida se abaixar pra pegar uma moeda: às vezes quando vou (abaixo), não sei se volto (levanto). E que, nunca, nunca negue assistência sanitária à uma grávida, senhores donos de restarantes. Se bater uma vontade inoportuna de espirrar… você terá que limpar locais indesejáveis (grávida passa vergonha, mas nada perto de você ter que limpar xixi no chão, certo?)

E vamos tratar de mudar essa frase para “tô grávida, não tô doente, mas tô frágil pra cacete”

Eu fico, se tiver bolo de verdade

Hoje de manhã (manhã, cof… 1h da tarde depois de dormir às 5 da manhã…) acordei com a minha vizinha batendo na porta, me trazendo um pratinho de bolo de chocolate que ela havia feito. Pausa para enfatizar –  eu tenho vizinhos fofos gente, do tipo que chama pra almoçar, leva guloseimas, enfim… só gente bacana, de verdade – e era um bolo delicioso. Um bolo de verdade, feito em casa, com cobertura e um milhão de calorias charmosas.

E eu bati na mesma tecla com meu marido, e que eu bato com todo mundo: cadê os bolos DE VERDADE? Todo mundo faz bolo bonitinho em casa, eu sei. Mas cadê aquele bolo gostoso das festas de aniversário de antigamente? Com glacê de verdade, recheio de doce de leite (ou coco, ou chocolate…) e massa que não seja com 1cm de espessura (nem de pão de ló)? Cheguei à infeliz conclusão: bolos de verdade estão em extinção.

Eu lembro de ir às festas e ficar muito feliz quando o tema era futebol. Isso era certo que o bolo seria de glacê com um coco ralado colorido molhadinho por cima. E aquilo era muito bom! Fora a cartela de cores totalmente previsível, feita com muito carinho por aquela tia que sabia muito bem o tom de rosa para um festa de menina.

                                         Bolo infantil rosa e branco glace real 004

Hoje em dia, muita gente já torceu o nariz enquanto me ouvia dizer isso. Mas foi só em um dos meus aniversários eu fazer um bolo “à moda antiga” para todos virem no final elogiar e perguntar aonde eu tinha comprado. Confirmei o que já presumia: todo mundo gosta, mas não lembra!

                                                  Screenshot_6

Então, quando for fazer aquela festinha íntima para os amigos, não pense duas vezes: faça um bolo! Esqueça aqueles bolos bonitões e aparentemente suculentos de padaria, abarrotados de chantilly com gosto de nuvem…  E caso cozinhar não seja seu forte, procure por uma boleira… elas são raras, mas ainda existem. Será sucesso garantido!

ps: isso também vale para os docinhos, cada vez mais extintos. Cajuzinho, I need you! E um beijo pra Lu que me deixou dias atrás morrendo de invejinha porque ela saboreou tuuudo isso!