Monthly Archives: agosto de 2011

2 posts

Psicologia de vitrine

Num momento muito difícil, ouvi de uma pessoa um dos piores conselhos que já ouvi na vida: “você precisa sair, ver vitrines.” Minutos depois,  me peguei imaginando seguindo tal conselho. E cheguei a conclusão que não fazem mais vitrines auto-ajuda como antigamente. Imagine se tal façanha surtisse mesmo efeito nos dias de hoje? Pessoas saindo de casa ou do trabalho, após brigar com o chefe ou o marido, sedentas por vitrines curandeiras… à caça por melhores lugares, e quem sabe, rendendo até um novo emprego: cambista de vitrine. Eunhem. Sinceramente? Ando preferindo a vitrine de frangos…

                                BA63715

                              vai que essa moda sai das vitrines e vem parar na sua vida…

Use calcinha bege

bridget-jones
 

Sem medo de ser feliz.

 

Em alguma colocação ordinal nobre, uma das frases que mais devo ter ouvido é “homens são todos iguais”. Um boato circulava na maternidade em que um dos maridos-pais trouxe a uma paciente recém-mãe flores, muitas flores. E, o tal homem,  peculiar e misterioso, ganhou o título de “homem raro”, e virou assunto para 5 dias dos 9 em que lá fiquei.

 

Por tantos dias, fui obrigada a pedir ao marido trazer roupas extras. E isso incluiu dolorosamente lingeries. Fui desfazendo a bolsa trazida por ele devagar, deixando por último e aumentando a minha aflição. E lá estava: uma calcinha que não era minha. Antes que se assustem, minha sogra havia tirado alguns dias para cuidar da casa na minha ausência… então vocês entendem né? A calcinha era dela.

 

Por alguns minutos, me revoltei solitária: o que foram aquelas horas infinitas de escolha discreta nas lojas? E a abdicação de uma calcinha bege, sem costura, em tamanho e conforto ideal e preço promocional? E a resistência sofrida à alergia a renda? Porque, deuses, pra quê?

 

Alguns homens podem ser diferentes. Mas em se tratando de observar (ou seria “des” observar?)  lingeries, minhas amigas – beges ou não – eles são todos iguais.