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5 coisas que as redes de relacionamentos fizeram por mim

 

Essa semana fui convidada pela equipe do Badoo (da qual sou cadastrada há cerca de 2 anos) para relatar uma experiência com relacionamentos em redes sociais, com contatoschat para bater papo, enfim. Eu não tenho só uma, mas VÁRIAS experiências que me proporcionaram coisas bem bacanas ao longo dos anos. Quer saber quais?
 

1 – Me ajudaram durante a gestação/maternidade – Quando tive meu primeiro filho, Pedro, eu tinha cerca de 20 anos de idade. Embora eu tenha um bom relacionamento com a minha mãe, nos falávamos mais por telefone, e ela não acompanhou muito minha gestação, nem foi muito de dar conselhos. Lendo depoimentos de outras mulheres em comunidades e partilhando experiências e anseios normais desta situação, foram coisas que me tranquilizaram e ajudaram muito. E isso se prolongou, desde dúvidas após o nascimento e até mesmo ideias para a festinha do primeiro aniversário 🙂
 

 
 
2 – Colaboraram para pensamento crítico – Imagina se o mundo contasse apenas com a sua opinião? Tá, aparentemente, seria maravilhoso, mas logo ele seria um mundo muito chato. O bacana mesmo é ouvir diversas visões sobre um mesmo assunto, saber o que as pessoas pensam. E foi assim que fui desenvolvendo e mudando muito minha maneira de pensar, aprendendo a observar (e aceitar) outros pontos de vista, e consequentemente, aumentando ainda mais meu senso crítico sobre diversos assuntos.
 
 

3 – Me confortaram de uma grande dor –  No início deste ano, passei por uma situação de perda que acredito que muitos tenham conhecimento. É difícil mensurar o quanto as várias mensagens de apoio que recebi – de pessoas de todo o Brasil, de diversas religiões – me fizeram bem. Saber que, ali existiam pessoas que acompanhavam com carinho toda a trajetória, e se dispuseram a ajudar mesmo que com palavras. Fora as experiências trocadas com quem já havia passado pelo mesmo. Sem dúvidas, foi uma das experiências mais marcantes que tive com relacionamentos virtuais.
 
 

4 – Encurtou distâncias e saudades – Tenho duas melhores amigas, Úrsula e Paulinha, que moram no RJ. Já fazem quase 3 anos que moro em Ubatuba e nem sempre é possível ir tantas vezes ao RJ e vice-versa. Além dos e-mails e ligações, acompanhamos o que acontece diariamente umas com as outras através das redes sociais. É uma maneira de estar perto, mesmo estando longe ♥.
 
 

5 – Me fez encontrar um grande amor – Na verdade, foi ele me encontrou. Foi através de uma rede social que conheci meu atual marido, Erik. No início, eram só recados descompromissados, claro. Já estamos juntos há quase 3 anos, e  embora ele não as utilize com grande frequência, ainda é um meio de comunicação que utilizamos quando estamos longe um do outro (quando precisei viajar, por exemplo, e quando ele está no trabalho). Quem disse que namoro de internet não vai para frente? Ponto para nós!
 
 

Acho que muitos devem ter experiências como essas. Qual é a sua?
 
 

 

Panetone: com frutinhas, por favor!

Bendito seja o indivíduo que resolveu colocar frutinhas no pão. Eis o panetone.
O queridinho do Natal,  passaporte ouro para o clima jingle-bells: quase escuto ho-ho-ho, caem pequenos flocos de neve e 2 renas fazem um twist duplo carpado, tudo em nome do bom clima natalino.
 
Lembro de uma época muito vacas magras na minha família, em que meus pais não puderam fazer a tradicional ceia de Natal, da qual eles nunca abriam mão e sempre eram bem fartas. Naquele ano, minha mãe colocou delicadamente um panetone no meio da mesa, passou a faca vagarosamente e pude perceber só de olhar o quanto estava macio. Com o papelzinho ainda na lateral, saboreei o panetone e me senti quase como em “Charlie and the Chocolate Factory” versão tropical, rs.
 
De lá para cá, o panetone só ficou mais bonito e atrativo: em latas sofisticadas, com recheios de trufa, chocolate ou frutas especiais da patagônia. E diga-se de passagem, mais caro também: ainda não consigo me imaginar desembolsando a bagatela de 90 reais num panetone. Chocotone, trufatone, chocolate-famoso-versão-panetone: é quase uma Páscoa Natalina! É tanta versão que não cabe aqui – e nem no meu bolso.
 
A variedade é linda e que venham mais indivíduos a imaginar fórmulas surreais para eles, sou super a favor (e antes que pensem que sou a cri-cri dos panetones!). Variedade que também facilitou para quem não é muito fã das frutinhas cristalizadas, caso de “ame ou odeie”. Mas, ainda olho o panetone simples, de frutinhas cristalizadas, quase obsoleto, com carinho, e já imaginando uma massa bem fofinha com frutinhas úmidas. Mesmo que seja para colocar no centro da mesa e saborear lembranças.
 

30 dias sem ele

Virei pro marido e disse: “Não quero mais beber refrigerante.”

 

Sim, o próprio. O famoso “tsss”. O terror das dietas.
Explicando: não, eu não estou de dieta. E pra falar a verdade verdadeira, eu nunca fiz dieta na vida (até porque, nada de sacrificios lazarentos, eu não nasci pra sofrer!)
 
Aqui tudo funciona na base da decisão de última.Vamos trocar? Vamos abandonar? Vamos. Assim.
E foi assim que passamos a substituir o molho de tomate industrializado pelo natural, comer salada religiosamente, e inserir um legume por dia em toda refeição (aqui em casa não rola almoço, só janta. Na sua casa também é assim?)
 

 
Então, decretei, sem piedade e sem saudade: nadica de refrigerante por 30 dias (inicialmente).
Parece impossível? Não para quem levou isso tão a sério no ano passado que acabou ficando 1 ano inteirinho sem ingerir uma gota sequer… sou fortona, não sou?
 
vamos lá:  tô ficando véia e tudo fica mais difícil. então vamos começar eliminando as porcarias substituíveis (suco é MIL vezes melhor que refrigerante, por exemplo. Mas uma maçã nunca é mais gostosa que um pedaço de pudim… aim :/)
 
Tchau, refri!

Filosofia de Gaveta

Gente: sentem que lá vem  a história.
 

Dias atrás eu tive uma noite difícil. Eu sentei e fiz uma coisa que não fazia há MUITO tempo: chorar.

Depois de desabafar com pessoas queridas, acabei optando por mandar o momento embora. Xô. A situação não mudou e está bem longe de mudar, mas por alguns momentos, tirei ela de mim e a deixei lá, sentada numa cadeira para ver a banda passar.

 

Neste mesmo dia, eu finalizei uma gaveta que estava abandonada aqui em casa. Fazia tempo que eu havia retirado do móvel que ela pertencia, decidi num momento “vamos sacudir o esqueleto” dar um trato nela. Lixei, pintei de um lindo e vivo amarelo, coloquei a corrediça que havia caído, troquei o puxador: antes, um velho de plástico, agora, uma linda rosa na cor branca. Forrei o interior com um contact preto e eis uma nova e linda gaveta. Fiz o serviço completo, com muito carinho e dedicação. Investi meu tempo e carinho neste serviço.

 

Quando fui finalmente colocá-la em seu lugar, a gaveta não entrou. Tentei aqui e ali, marido também tentou ajudar, até que percebi que a gaveta por algum motivo não cabia mais ali. Juro que tentei de todas as formas possíveis encaixá-la. Como isso é possível? A gaveta decidiu do dia para a noite crescer e não caber mais aonde deveria.

 

Parece filosofia de boteco (e pode ser, eu adoro uma conversa de boteco, vai!), mas eu me identifiquei com essa gaveta. Horas antes, eu me questionava do motivo de eu fazer tanto e perceber que nem sempre a situação vai mudar só porque você mudou. Eu não ganhei “um dia de princesa” como essa gaveta, mas por algum motivo esperei que as coisas mudassem após tantas reviravoltas pessoais. Mas se o outro lado continua estagnado, a mudança só fará sentido para você. Dá para encaixar o novo no velho? Não sei, pode ser. Mas aqui, não deu.

 

Bem, eu ainda não sei o que fazer com a gaveta. Mas eu olho para ela com orgulho do que fiz, independentemente dela agora fazer parte do móvel ou não. Fiquei pensando: e se ela ganhasse uma nova função? Alguma sugestão para esta rebeldia?

 

 

Antes: A gaveta já havia sido lixada e estava com uma camada de tinta PVA branca. Apliquei cerca de 6 demãos de tinta amarela (fosca) com ajuda de um rolinho pequeno de espuma, entre os intervalos de secagem. Nos cantinhos, apliquei a tinta com pincel mesmo. Coloquei contact preto fosco no fundo e comprei um novo puxador (esse custou 1 real aqui na minha cidade. Não é uma maravilha?).