Monthly Archives: outubro de 2012

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30 dias sem ele

Virei pro marido e disse: “Não quero mais beber refrigerante.”

 

Sim, o próprio. O famoso “tsss”. O terror das dietas.
Explicando: não, eu não estou de dieta. E pra falar a verdade verdadeira, eu nunca fiz dieta na vida (até porque, nada de sacrificios lazarentos, eu não nasci pra sofrer!)
 
Aqui tudo funciona na base da decisão de última.Vamos trocar? Vamos abandonar? Vamos. Assim.
E foi assim que passamos a substituir o molho de tomate industrializado pelo natural, comer salada religiosamente, e inserir um legume por dia em toda refeição (aqui em casa não rola almoço, só janta. Na sua casa também é assim?)
 

 
Então, decretei, sem piedade e sem saudade: nadica de refrigerante por 30 dias (inicialmente).
Parece impossível? Não para quem levou isso tão a sério no ano passado que acabou ficando 1 ano inteirinho sem ingerir uma gota sequer… sou fortona, não sou?
 
vamos lá:  tô ficando véia e tudo fica mais difícil. então vamos começar eliminando as porcarias substituíveis (suco é MIL vezes melhor que refrigerante, por exemplo. Mas uma maçã nunca é mais gostosa que um pedaço de pudim… aim :/)
 
Tchau, refri!

Filosofia de Gaveta

Gente: sentem que lá vem  a história.
 

Dias atrás eu tive uma noite difícil. Eu sentei e fiz uma coisa que não fazia há MUITO tempo: chorar.

Depois de desabafar com pessoas queridas, acabei optando por mandar o momento embora. Xô. A situação não mudou e está bem longe de mudar, mas por alguns momentos, tirei ela de mim e a deixei lá, sentada numa cadeira para ver a banda passar.

 

Neste mesmo dia, eu finalizei uma gaveta que estava abandonada aqui em casa. Fazia tempo que eu havia retirado do móvel que ela pertencia, decidi num momento “vamos sacudir o esqueleto” dar um trato nela. Lixei, pintei de um lindo e vivo amarelo, coloquei a corrediça que havia caído, troquei o puxador: antes, um velho de plástico, agora, uma linda rosa na cor branca. Forrei o interior com um contact preto e eis uma nova e linda gaveta. Fiz o serviço completo, com muito carinho e dedicação. Investi meu tempo e carinho neste serviço.

 

Quando fui finalmente colocá-la em seu lugar, a gaveta não entrou. Tentei aqui e ali, marido também tentou ajudar, até que percebi que a gaveta por algum motivo não cabia mais ali. Juro que tentei de todas as formas possíveis encaixá-la. Como isso é possível? A gaveta decidiu do dia para a noite crescer e não caber mais aonde deveria.

 

Parece filosofia de boteco (e pode ser, eu adoro uma conversa de boteco, vai!), mas eu me identifiquei com essa gaveta. Horas antes, eu me questionava do motivo de eu fazer tanto e perceber que nem sempre a situação vai mudar só porque você mudou. Eu não ganhei “um dia de princesa” como essa gaveta, mas por algum motivo esperei que as coisas mudassem após tantas reviravoltas pessoais. Mas se o outro lado continua estagnado, a mudança só fará sentido para você. Dá para encaixar o novo no velho? Não sei, pode ser. Mas aqui, não deu.

 

Bem, eu ainda não sei o que fazer com a gaveta. Mas eu olho para ela com orgulho do que fiz, independentemente dela agora fazer parte do móvel ou não. Fiquei pensando: e se ela ganhasse uma nova função? Alguma sugestão para esta rebeldia?

 

 

Antes: A gaveta já havia sido lixada e estava com uma camada de tinta PVA branca. Apliquei cerca de 6 demãos de tinta amarela (fosca) com ajuda de um rolinho pequeno de espuma, entre os intervalos de secagem. Nos cantinhos, apliquei a tinta com pincel mesmo. Coloquei contact preto fosco no fundo e comprei um novo puxador (esse custou 1 real aqui na minha cidade. Não é uma maravilha?).
 

 

 

A difícil arte de gostar

Gostar já foi mais fácil.
Em apenas um dia, eu ouvi “você não gosta porque não conhece” e “não, eu não gosto” de alguém que conhecia muito bem o que não gostava.
Eu lembro que, lá pelos 4 anos de idade, eu sabia do que não gostava: jujubas verdes e areia nos olhos. Mais adiante, quando não gostava de algo, começaram a questionar: “mas você já provou? não pode dizer que não gosta antes de provar!”. Começou a ficar confuso demais, exigente demais, para algo que antes era só bater os olhos e fazer cara feia. Comeu e não gostou. Em resumo: foi decretado que é impossível não comer e não gostar!
 

De jujubas verdes à crises existenciais, tá difícil saber. Tentaram simplificar com um “joinha” virtual, mas na real life acho que não é bem assim. Goste menos, goste mais ou não gosta nadica de nada: arrume seu bom motivo e me convença.
 
Sou aberta a gostos, inclusive os duvidosos. E na dúvida, acho que posso usar sem medo a típica frase de quem não prevê o futuro: “Hoje eu não gosto. Mas passa amanhã, quem sabe?”
 

será?