Monthly Archives: julho de 2013

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Máquinas de lavar modernas não precisam de brutamontes

Eu já não aguentava mais a velha máquina de lavar daqui de casa. A máquina já era chamada de “helicóptero” há um bom tempo, e acho que até a vizinhança sabia quando eu lavava roupas. Na escala de decibéis, para evitar alguma denúncia, dois membros da casa foram vetados de funcionamento após as 10 da noite: o aspirador de pó (que  meu marido jurou de pés juntos que dá para ouvir da esquina) e a máquina de lavar. Até o liquidificador é liberado após às 10.

 

Mas como o consumismo pode ser bendito, somos adeptos do “assine nossas propagandas”, e foi numa dessas que encontramos a máquina de lavar ideal. Gostamos do anúncio, uma Electrolux formosa e pelo preço, era uma empolgação só a cada item que líamos: ‘”Nossa, 15kg!” “Nossa, tampa de vidro temperado!” “Nossa, olha esse dispenser!”. Coisa de gente caipira. Ou, gente que tá montando as casas aos pouquinhos, e né, é sempre aquela emoção com coisa nova.

 

Washing Machine

 

 

Meu marido comprou uma máquina de lavar antiga (helicóptero) quando se mudou pra Ubatuba, sozinho, em seu primeiro emprego. Não gosto muito de levar para esse aspecto mas vamos lá: ele era jovem demais, morava sozinho e escolheu uma máquina de 7kg, sem firulas, e, gosto de enfatizar: sem tubo no meio. “Sem tubo no meio não lava direito, mô!”, eu repetia. Agora somos dois e 4 gatinhas, sujões, e uma máquina de 15kg era tudo que precisávamos.

 

Antes da chegada eu já imaginava o tamanho: “Deve ser um trambolhão!“. Nem medi o espaço pelo fato da minha área de serviço ser maior que a minha sala. Melhor: é o maior cômodo da casa. E como sempre, imagino ansiosa um caminhão chegando na porta de casa, trazendo coisa nova. Pensei: “uns 3 homens para carregar uma máquina dessas“. E na quinta-feira de manhã, chega máquina, chega caminhão, abro o portão maior e fico esperando 3 entregadores grandões tirando com muito cuidado e dificuldade a gigantesca máquina de lavar.

 

Desceu do caminhão um senhorzinho, óculos grossos, de cabelos brancos, baixinho (mais baixo do que eu, inclusive). Sozinho, com a máquina em cima de duas rodinhas que faziam “fuc fic fuc fic“. “É só o senhor?” “É sim moça. Onde coloca?“. “No final do corredor, último cômodo…“.

Tá, já sei. Tamanho não é documento. Nem força, OK?

 

89-year-old-strong-man
MEUA MIGO NEM VENTO ME LEVA SOU FORTE COMO TOURO

 

Nota: a dona deste blog não possui nenhum tipo de fetiche com entregadores grandões. Deixo essa opção para roteiro de novelas da rede grobo e filmes do canal Sexy Hot HD, imagem bem melhor, mais nítida, um roteiro um pouco fraco, convenhamos, DO QUAL EU NÃO ASSISTO.

Tutorial: como pintar o cabelo de duas cores

Já fazia um bom tempo que eu estava planejando fazer uma mudança nos cabelos. Inicialmente, até cogitei desistir do ruivo. Depois de muito pensar, cheguei à conclusão que não era desistir do ruivo que eu queria, e sim personalizá-lo, dar um toque de "eu" à cabeleira. Era disso que eu sentia falta. Eu, que sempre gostei de cortes ousados, repicados, curtos e adiante, resolvi que já era mais do que na hora de colocar as ideias em ação. O resultado eu conto para vocês neste post, com uma tentativa de quem não entende muito bem, mas arriscou, e deu certo!

 

UPDATE perguntas nos comentários:

Cores utilizadas:

Amend Vermelho Intensificador 0.6 / ox 30

Maxton Preto Natural 2.0 / ox 20

Sobre o vermelho: eu nunca descolori meu cabelo, só fui pintando por cima da cor que já estava (CLIQUE para ver a cor anterior). Em mais ou menos 7 meses ele estava nesse tom atual.

 

 

Passo 1: Separar tudo que vai usar. Luvas, potinho, pincel, tintas e uma roupa velha. A tinta preta veio com um produtinho para proteger da tinta, mas normalmente eu uso um hidratante mesmo.

 

cabelo-duas-cores

Passo 2: Dividir bem (mal) o cabelo. Não sei dizer se eu dividi milimetricamente certo, mas vai, o cabelo fica por baixo e ninguém vai ver. E foi tudo "no tato", já que fiz sozinha e nem um segundo espelho para ajudar eu tive (momento "faça você mesmo" da deprê). Dá pra ver que não sou muito boa com retas…

 

 

pintando-cabelo-duas-cores

Passo 3: é essa parada aí mesmo: ficar bizonhíssima! Pintei a parte de baixo primeiro (preto) e depois o vermelho, tudo bem rapidinho. Perceberam minha habilidade em não me sujar nem um tico? Ah, importante desmarcar todas as visitas possíveis neste dia! Eu torci muito para que ninguém me chamasse no portão. Senão, com certeza eu teria assunto para um outro post…

 

 

Fase 2: A escolha do corte.

Como bem dá para ver nas fotos, meu cabelo estava gritando por um corte. Ter cabelão é legal, mas mais legal ainda é pra quem gosta mesmo de cuidar, de ir ao salão, e o mais importante: tem bastante tempo e paciência (ou já nasceu com cabelo lindão né, outra história). Eu preferi dar adeus à alguns dedos de cabelão e me livrar das pontas horríveis. Problema resolvido!

 

Como não sou muito boa em termos técnicos de cabeleireiros, eu sempre levo uma foto como referência para mostrar a quem vai cortar. Desta vez escolhi não levar nenhuma de atriz famosa, sabe como é né? Vai que a cabeleireira entende errado e saio de lá a cara da Jennifer Aniston, ou Anne Hathaway? Seria inaceitável e teria que pedir meu dinheiro de volta! (cof!)

 

cabelo-duas-cores-inpiracoes

 

E o resultado final (que não é surpresa pra quem me tem adicionada lá no Facebook, hehe)

cabelo-corte-vermelho-preto-duas-cores-ruivo

 

Mudei, e mudei com gosto. Mudar traz tanta coisa boa, não é mesmo? Eu vou sem medo. E você, gosta de mudar também?

DÚVIDAS? Deixe nos comentários!

Amores plastificados

Minha mãe tem mania de carregar tudo na bolsa, eu falo que é a Bolsa do Gato Félix. Enquanto eu, a filha caçula, carrega na bolsa o mínimo necessário – celular, câmera, uma bolsa de coração com apenas um cartão dentro, chaves e cadeado da bicicleta –  minha mãe carrega o mundo, e sem querer, descobri que ela carrega literalmente, a vida dela dentro da bolsa.

 

Enquanto ela retirava algumas coisas ( é assim toda vez que paramos em algum lugar e ela tem que pegar algo: pelo menos 5 coisas saem da bolsa até ela achar o que quer), eu não pude deixar de “curiosar” um papel velho de loteria, plastificado, datado de 09 de novembro de 1986. Eu conhecia aquela letra, nunca me esqueceria dela: era a letra do meu pai, numa espécie de SMS escrita dos dois – uma frase dele, outra dela, como uma conversa num papel casual. Ela disse que era assim, às vezes num papel de pão, num espaço em branco do jornal, na carteira do cigarro. Neste caso, num papel de loteria. Coisa de quem não tinha tempo de verdade…

 

Meu pai já é falecido há alguns anos, minha mãe chegou a ser casar de novo, infelizmente não foi tão feliz. Mas guardou o amor, plastificado. Não sei ela teve sorte no jogo, mas descobri que dá para juntar os dois e levar a lembrança da sorte do amor por aí, como um trevo de quatro folhas dentro da carteira…

 

bilhete-de-amor

 

 

“Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida no embalo da rede
Matando a sede na saliva”