A boa vizinhança das redes sociais

81774593 A questão é que quando se trata de redes sociais, não tem professora de etiqueta que dê jeito. Aliás, quem nos educou para as redes? Quase imagino um futuro onde as regras virtuais farão parte dos livros didáticos: “não dê unfollow naquela sua tia”. Não ache estranho… já que existe gente  contratada só para um simpático aconselhamento em redes sociais.

Mas me pego em situações diversas (e entenda também por constrangedoras, como alface no dente). Havia um amigo do marido que sempre frequentava (lê-se: comia e dormia) a minha casa, e um dia eu reparei que ele havia “me eliminado” do seu Facebook. É claro que me questionei o porquê da atitude… mas não foi além disso. Em contrapartida, existem pessoas que falo regularmente, e não as tenho no Facebook (e até mesmo em outras redes sociais) . Estranhamente, não existe nenhuma cobrança com essas pessoas…

As redes viraram uma algema de aturação. A partir do momento em que possuímos alguém, e quanto mais próxima ela foi ou é, mais constrangedor é a simples ação de um “unfollow”. Vivemos hostilmente em comunidade. Não importa se é alguém com quem você briga judicialmente, se possui discussões interminadas, se tem opiniões contraditórias às suas… somos muito mais “pacientes” virtualmente, e um excluir pode muito bem ser o “desconvite” do seu próximo churrasco no fim de semana. Ou em alguns casos, o livramento… será?

E você, sente alguma dificuldade em excluir virtualmente alguém que mantém contato no ‘mundo real”?

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