Vídeo: menas artista e acessórios mágicos

Eu passei por um trajeto/transição tanto das ferramentas de internet quanto das ferramenmtas utilizadas por artistas. Quando você é artista há muitos anos, você acabe se sentindo “velho” em determinado momento. Quando digo “velho” não é no sentido de pé da letra, afinal, o que é se sentir velho hoje em dia né? Não tô dizendo que tô uma velha me esquecendo de tudo (embora esteja, risos), mas é que realmente, a gente começa a se sentir… ultrapassado?

Esta semana por exemplo, presenciei uma discussão em outra rede sobre a utilização de ferramentas mais modernas, por assim dizer, e do quanto elas podem interferir na evolução do nosso processo artístico, como é o caso do iPad. Tipo, você joga lá em um equipamento modernoso e sai tudo pronto, sem esforço algum? Ou não é isso que define a complexidade do seu trabalho e seu projeto?

Bora lá. Lembro de há dez anos atrás (ou mais), quando comecei a ilustrar, eu não conhecia outra ferramenta de desenho digital além do mouse/pc. Só num curso que fiz em 2009 que tive meu primeiro contato com a “tablet”, a tal mesa digitalizadora (eu chamo de tablet pois era assim que chamávamos – mesmo sabendo que tablet hoje em dia também serve para outra coisa).

Na época todo mundo usava mouse mesmo pra desenhar, e tem gente que usa até hoje e prefere, inclusive, e faz coisas incríveis. Mas isso aí é preferência, não vou entrar no mérito de pessoas que fazem coisas absurdas com escassez de uma ferramenta, ok?

Na primeira oportunidade que eu tive de comprar uma tablet, eu comprei. Na época, minha primeira Wacom Connect (que tenho até hoje – porém a caneta comida pelo Léo). Não havia motivos de permanecer utilizando uma ferramenta que dificultava meu processo – no caso do mouse – sendo que no mercado já haviam ferramentas para facilitar isso.

Esta ferramenta mudou meu processo artístico? Foi mágica? Mágica não foi. Mas sim, facilitou DEMAIS minha vida, meu traço evoluiu, tudo ficou mais prático. E com toda certeza, um iPad também deve ter a mesma função facilitadora. Me digam aí vocês que tem e utilizam.

Hoje em dia nada tá muito barato, a impressão que tenho é que as coisas vão afunilando pra dificultar a vida do artista: feiras caras, papelarias com produtos caros… antigamente você entrava numa papelaria com R$10 e trazia a loja (rs), hoje em dia você entra com R$50 e compra uma caneta, haha! Artistas estão vivendo na base da persistência e da loucura mesmo #forçaguerreiros

Nada romântico, tudo mais caro e ainda temos que ouvir tanto palpite em cima do uso de nossas ferramentas, determinando o que podemos ou não utilizar. Muito palpite e pouco consumo da arte, né? Todo mundo quer palpitar no artista, mas essas pessoas também estão consumindo arte? Aí fica a questão.

Enfim: se você é artista, se tiver oportunidade de comprar ferramentas que vão facilitar seu trabalho, USE! Louco você já é, na melhor das hipóteses, você será feliz. Se joga, queride!

5 dicas para desbravar sua mesa digitalizadora (tablet)

Este é um post especial para você aí, que tá travado para utilizar sua mesa digitalizadora, ou comprou uma e deixou pegando poeira, sem coragem de utilizar. Que tal aproveitar o momento e treinar, sem compromisso nenhum, alguns rabiscos na sua mesa?


Vim trazeri 5 dicas que me ajudaram muito quando adquiri minha primeira mesa digitalizadora, uma Wacom Bamboo Connect há quase uma década! Quando você pegar o jeito, não vai querer outra coisa e seu desenho pode passar por uma fase de transição e aprimoramento bem interessante. Bora?

1 – TREINO É TREINO

No começo, é estranho, difícil e coisas horríveis passam pela nossa cabeça no primeiro contato com uma mesa digitalizadora (tablet). A pior delas e mais persistente é “ah, eu não levo jeito!”. Mas, calma: uma vida inteira utilizando mouse, é super normal estranhar horrores, e até o cérebro acostumar que o que você desenha em uma lugar, aparece em outro (?) leva um tempinho. Não é só com você: todo mundo passa pelo mesmo processo de estranhamento.

2 – O QUE HÁ DE NOVO?

Um erro que eu sempre cometia era nunca checar se as atualizações da minha mesa estavam de acordo com seu funcionamento. Eu sei, é uma parte chata, mas minha produtividade melhorou muito mais quando coloquei isso como prioridade para não ter que ficar resolvendo isso no meio de um trabalho.

3 – USE E ABUSE

Tanto a mesa digitalizadora quanto os programas de edição possuem pincéis que você pode usufruir e ter boas experiências, ou pelo menos, variá-las. Acho que todo artista possui um pincel favorito, então, não tenha receio: teste e encontre o seu queridinho!
O mais tradicional é a ferramenta Pincel (B), mas você deve utilizar o que te deixa mais confortável.

4 – HORA DA LIMPEZA

Achou que seu traço ainda está muito “tremido” e gostaria de consertar algumas coisas? Sem problemas! Dê um zoom nas áreas específicas do seu desenho para facilitar a visualização, e com a ferramenta SELEÇÃO DIRETA (A), visualize os pontos extras. Com a ferramenta CANETA (P), clique no botão de menos (-) para eliminar pontos extras ou mais (+) para adicionar pontos extras.

5 – TODO PROCESSO É INCRÍVEL!

Como disse no primeiro tópico, estranhamentos fazem parte, e por mais que fosse incrível, sua mesa digitalizadora não é mágica: você vai começar com dificuldades e elas irão diminuindo com o passar do tempo e costume. Eu achei que meu traço melhorou bastante em comparação com o mouse, e hoje em dia existem modelos mais acessíveis – e mais práticos – no mercado. Encontre sua escolhida e DIVIRTA-SE! Depois me conta como tá sendo seu processo ♥

Como foi participar de uma mentoria coletiva de papelaria

Sempre fui muito obcecada por papéis, e como muitas pessoas, o universo da papelaria sempre me encantou. Ao decidir minha profissão, logicamente meu interesse por desenho se alinhou a esse prazer de estar entre papéis, canetas, tintas e tudo mais – e às vezes me sinto “vivendo” dentro de um universo de papelaria, já que meu ateliê tem de tudo um pouco!

Uma das pessoas que sempre me inspirou demais nesses processos e sempre foi uma referência para mim é a Evinha, dona da La Pomme. Quem acompanha o blog há mais tempo deve lembrar de um kit LINDO que rolou pro Red Lips Day, logo nas primeiras edições.

quem lembra dessa lindeza?

A Evinha sempre foi de dividir seu conhecimento a respeito deste universo e criou uma mentoria coletiva de produção autoral e artesanal. Tive a oportunidade de realizar o curso e vou listar aqui algumas (das muitas) coisas que aprendi e vou levar comigo para sempre 🙂

Papelaria é um universo com espaço pra muitos!

Papelaria é um universo que muitos amam mas considero ainda pouco explorado, acredite. Sempre falo pros amigos, principalmente artistas, que há espaço pra MUITA ideia e produção quando se trata de papelaria. Ainda existem muitos mitos sobre impressoras, dúvidas sobre ferramentas e conhecimento no geral, mesmo. As possibilidades são infinitas sem o exagero da expressão, já que é praticamente possível fazer TUDO com papel.

Você tem aí tudo que precisa

Não se sinta travado em começar mesmo que ache que não tem as ferramentas necessárias. Um dos erros que cometi num passado é ter investido em materiais que eu poderia muito bem viver sem. A tentação é grande mas tem que ter foco, mesmo sendo tudo muito… tentador. Não é papo de coach, é real: ter outros olhos para ferramentas básicas vai te fazer economizar muito!

Habilidade? Vamos falar sobre isso!

Todo cuidado é pouco quando se trata de ferramentas de corte, mas por mais desastrado que você seja, raramente você vai perder um dedo. No começo eu achava que guilhotina e estilete eram coisas que tinham vida própria (rs), mas sou uma pessoa CONSIDERAVELMENTE desengonçada e desastrada, além de MUITO míope. Já me cortei com estilete, o dedo tá aqui ainda e passa bem (foi burrada mesmo). Logo, não dominar ferramentas não é desculpa pra não começar, tá?

O quinto dedo não tá aparecendo, mas ele tá ali!

Em terra de loja online…

A cidade onde você mora não é abastecida de papelarias para aquisição de papéis ou ferramentas? Apele para as entregas. Quando morava em Ubatuba, comprava material pela internet, virei uma mega exploradora de lojas e descolei muita coisa com preço bacana! Mas no curso a Evinha também dá dicas de lojas pra facilitar ainda mais acervo. Fora que em tempos como agora, é até melhor receber as coisas na segurança do lar, né?

Seu jeitinho TÁ FAZENDO FALTA!

Explore ferramentas, mas encontre seu jeito de fazer as coisas. Sigo artistas que amo e fazem coisas incríveis como por exemplo a Dani Bárbara e a Sah Matsui. São estilos totalmente diferentes do que faço, mas aprendo muito acompanhando. Utilizando o que tenho aqui, exploro o que está dentro do meu perfil e preferências, mas só tomei consciência disso e larguei o receio depois que participei da mentoria coletiva da Evinha (o resultado disso vocês podem ver na minha loja online).

O que posso dizer da mentoria da Evinha é o mesmo que comentei aqui em casa com o marido: eu não gosto de enrolação, gosto de mão na massa, e foi exatamente o que obtive com essa mentoria. A Evinha é de uma experiência tanto em conhecimento, quanto em passá-lo de maneira afetuosa porém objetiva, resultando muito aprendizado. Conteúdo rico de informação + ótima didática = sucesso!

É uma mentoria pra chegar na loja sabendo o que você precisa, conhecer ferramentas e dominar várias técnicas em sua papelaria. E sim, se acostume a chamar de SUA papelaria ♥

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Se você quer mergulhar no universo e começar sua produção artesanal aí, na sua casa, só digo: se joga nessa mentoria, baby! As inscrições já começaram e vão até dia 26 deste mês. Se você tava em busca deste investimento, não fica de fora não!

Preciso de um logotipo, e agora?

É muito normal ter um negócio em ficar com muitas dúvidas quando surge a necessidade de desenvolver um logotipo para seu negócio. A começar pela expressão – que julgo ser a menos importante das dúvidas – sim, é “o logotipo” e não logomarca, nem “a logo”. Mas isso é papo bobo e longo de designer, rs.

Listei aqui dicas para te ajudar quando for contratar alguém para desenvolver a sua marca que vai muito além da expressão correta. Vamos lá?

Contrate alguém que você se identifique

O primeiro dos maiores erros cometidos é contratar alguém para fazer seu logotipo sem antes pesquisar sobre os trabalhos anteriores, tipo de traço, estilo e etc. do artista. Pense bem: você precisa de um trabalho que irá sintetizar todo seu negócio em uma arte, e o mínimo é que você se identifique com as referências do seu escolhido (a) e confie no projeto. Certo?

O que fazer? Pergunte ao seu artista escolhido se ele possui algum portfolio (uma espécie de vitrine virtual com os trabalhos que ele já fez) ou, se poderia enviar alguns trabalhos anteriores. Sem surpresas, as chances de você obter um trabalho alinhado às suas expectativas é bem maior.

Junte referências da sua marca

Sabe a expressão “me ajuda a te ajudar?” Então, digamos que a criação de um logotipo é mais ou menos assim. Normalmente, você irá receber muitas perguntas do seu designer escolhido sobre seu negócio, uma forma de ajudá-lo a executar um trabalho em sintonia com suas expectativas. Mas, não tem mágica: quanto mais informações você der, melhores podem ser os resultados.

O que fazer? Tente reunir em textos, imagens e o que mais for da sua vontade, informações que você considera valiosas sobre sua marca. A sua história, detalhes peculiares do lugar onde você trabalha ou do seu serviço, coisas que você tem como referência ou que gosta muito, e assim por diante. Não tenha vergonha, não precisa ser nada muito longo nem específico, nem que necessariamente será colocado na arte, mas a mente de um criativo é isso mesmo: um misto de muitas referências!

Menos é mais

Essa é clássica das clássicas, mas, sempre bom mencionar: um logotipo precisa ser o mais objetivo possível. As pessoas precisam bater o olho na sua marca e entender do que se trata, assim, nos primeiros minutos. Logo, sei que pode ser muito tentador reunir a ilustração dos doze gatos, três montanhas e uma xícara de café, mas… vai ter que rolar um resumo!

O que fazer? Pense na versatilidade que sua marca precisa ter, por exemplo: se você for participar de um evento e dividir um pequeno espaço com outras marcas, você terá o menor destaque tendo um logotipo com muitas informações, correto? Ou se você precisar aplicar em outras superfícies, seu logotipo funcionará tão bem quanto numa página em branco?

Explorando possibilidades

O mais legal depois de um logotipo entregue e finalizado é ver as possibilidades que os clientes tem aplicando o logotipo das mais diversas maneiras. Etiquetas, tags, banners, aplicações em madeira… isso é ótimo para fortalecimento da sua marca, além de dar um tom mais profissional e estiloso para seus produtos.

Identidade visual criada por mim para Dona Gatolina e aplicada numa etiqueta de madeira pela cliente
Identidade visual criada por mim para Dani Mesquita Ateliê e aplicada numa etiqueta dourada pela cliente

O que fazer? Pense em áreas e produtos que podem receber sua marca. Se você não vende produtos e sim serviços, pode criar calendários, régua e pequenos brindes para datas especiais.

Se puder, sustente uma linha

Se o seu logotipo possui uma manual de marca, significa que você tem em mãos boa parte da identidade da sua marca: cores, fontes e variações. Ao pensar em criar uma identidade visual, comece também a pensar no visual do seu negócio como uma extensão do seu logotipo, contínuo, harmonioso e organizado.

exemplo de imagem com foto, texto e paleta de cores em harmonia de cores e estilos

O que fazer? Explore as cores do seu logo no seu espaço de trabalho, em fotos de divulgação, etc. Tente criar uma “paleta de cores” da sua marca semelhante ao seu logotipo. Se você tiver muitas dúvidas sobre as melhores escolhas visuais para sua empresa, pode contratar um profissional da área. com certeza você não se arrependerá e colherá bons frutos desta mudança 🙂

Agora que você já sabe de todas essas coisas, você pode conhecer mais do meu trabalho com criação de logotipos para pessoas e empresas clicando nesta página e claro, se você se identificou com meu estilo, pode contratar meus serviços. Basta enviar um e-mail para revitrolailustra@gmail.com e solicitar um orçamento 🙂