Porta de pia que ganhou nova função no ateliê

É tanta coisa acontecendo (no Brasil e na minha vida) que só tem me restado ocupar a cabeça o máximo possível. Graças aos deuses eu tenho um irmão hiperativo das obras e que alimenta o teor inquieto da família, e me presenteou com várias tintas. Tava garantida minha distração pra mais uma leva dessa quarentena com cara de fingida, mas aqui, verdadeira.

Achei essa porta jogada em algum lugar da obra, meu irmão disse que ia pro lixo e então eu resgatei. Catei uma das tintas-presente e arrisquei. Deu certo e era tudo que eu queria e precisava no meu ateliê (além de prateleiras… preciso de prateleiras URGENTE!)

Eu achei que ficou bonito e útil, já que eu nunca achava nada prático o suficiente para colocar os envelopes e os cartões que coloco nas cartinhas. Odeio aquelas coisas de pinterest que são só bonitas, mas ocupam espaços somente para fotos e não tem nenhuma outra utilidade.

E bora de ocupar a mente pois o Brasil definitivamente, não é para iniciantes.

Eu achei que combinou TANTO com o ateliê! O que vocês acharam?

Afinal, onde é o nosso lar?

De todas as experiências que tive até aqui, eu nunca soube a sensação de morar sozinha. Quando criança, eu dividia o quarto com meu irmão mais velho. Na adolescência, meus pais eram separados e eu dividia o quarto de uma kitinet com minha mãe e minha sobrinha. Então, aquele quarto de adolescente, com roupas jogadas, com edredom de cetim rosa e almofadas de pelúcia nunca fizeram parte da minha vida. O que eu tinha eram duas portas de um guarda roupa compartilhado, e ali eu colocava todas as referências da casa que eu dia eu planejava ter: meus pôsteres de filmes, minhas bandas favoritas e as cores que eu gostaria que ela tivesse.
 
 

Depois de casada, me recusei muitas vezes mudar algo na casa simplesmente por morar de “favor” e um tempo depois, de aluguel, e achar que não valeria a pena. Mas afinal, o que é nossa casa? Onde é nosso lar? Depois de uma situação complicada que vivi, percebi que lar é todo lugar que nos sentimos seguros e felizes. E comecei a olhar cada canto como um lugar especial, e tratá-lo de forma em que eu não me deparasse com uma parede vazia, e sim um pedaço do que admiro, das minhas referências, do que me inspira e me motiva.
 
 

Hoje em dia, decorar o lar não é só uma tarefa prazerosa, mas também um desafio – por ter que adaptar ao estilo de quem mora de aluguel – e um compromisso que assumi de levar uma vida com mais cores. Qual é a cor que você gostaria que sua vida tivesse?
 
 

 
 

 
 

 
 

Minha escolha e o cantinho de amores da casa. Até o nome desse esmalte é lindo, né?

 
 

Este post faz parte da Blogagem coletiva “Esmalte e Decoração”, do blog da Fernanda Reali.

Déficit de organização

Pra quem trabalha com crafts, sabe muito bem como é difícil organizar o espaço de maneira que tudo fique mais acessível e prático. Por mais que arrume, não dá pra guardar tudo, pois na maioria das vezes, é necessário a utilização de mais de um material para confecção de alguma peça. Aí a bagunça começa a espalhar, espalhar…e daqui a pouco começa aquele desespero a ponto de nem saber aonde colocou a tesoura!
Pensando nisso, tomei vergonha na cara tomei a decisão de organizar meu ateliê de verdade. Chega de caixas sem nome. Chega de rolos de fitas despencando em cima de mim. Chega de perder a caneta no cabelo! Pesquisei no Google alguns exemplos de craft rooms, para me inspirar e começar a pôr mãos à massa ( e nas tintas, nas fitas, nas miçangas…). Achei exemplos do tipo que dá vontade de sair correndo e arrumar  toda a bagunça, JÁ!

 
 

Não são inspiradores? Espero poder organizar tudo logo em breve, e mostrar pra vocês como ficou!