Enrolação pré-amorosa em tempos de fast-food

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Eu sempre fiquei imaginando naquela clássica pergunta “Com os relacionamentos anteriores aprendi…” e, prontamente, eu responderia: quase nada. Na verdade, eu sou mesmo é a favor do “sábio é aquele que aprende com os erros… dos outros.” (aka fofoqueiro ou “cuido da vida alheia e da sua também, qual o problema?).
Pensando aqui e acolá, descobri cruzando os dedinhos para que tal situção não se concretize, que não tenho mais a velha paciência para a dança dos relacionamentos. Não, não, o meu vai muito bem, obrigada. Mas quero que ele fique aqui onde está, bonito, quero pra sempre e não mais procurar outros. Sou romântica, o amor é mesmo lindo e adoro borboletas na barriga, mas será tão difícil evitar a punhetação (xinguei, e nem sei se essa palavra existe), com esse amor masoquista?

Porque, se ali do outro lado existe um coração batendo direitinho por você (arritmia não conta), pra quê complicar? Pra quê sambar, pra quê gongar? E, antes que o mundo acabe – e ainda acho que vai ser em pizza – dá tempo de arriscar, chorar pelos cantos, borrar a maquiagem (ou as calças, acidentes acontecem), derrubar o picolé, colar figurinhas na parede.
Eu ainda tô com tudo e não abro do amor fast food: rapidinho e matando minha fome, sem balela, sem propaganda de 5 segundos do youtube. E já caminho há dois lindos anos nesse “se eu quero e você quer, então vem cá e me beija”. Toma lá, dá cá, baby.
Seu lado aventureiro-independente-feroz agradece e seu coração vira um chambinho de tanto amor.

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