Mãe, tem como?

Eu sempre reflito como é chato ser adulto. Não é uma chatice total. é aquela que vêm em umas horas assim, sabe… que podiam ser legais. Quando criança, eu não queria crescer. Não queria namorar, não queria menstruar, não queria ter filhos. Eu queria ser criança, não queria pensar na chatisse de ser adulto. E quando a gente é criança, pra tudo há possibilidade. Eu não lembro de pensar “talvez…” , mas sim “e porque não?”.

Mas eu tinha pais que diziam “não pode!”, e que estalavam a boca e faziam pra-lá-pra-cá com o indicador. A impossibilidade das coisas gruda na gente de uma maneira esquisita. O que antes dava, agora não dá mais e você nem sabe explicar o porquê, sabe? Então, ela grudou.

Aí quando o Pedro me disse “Mãe, vamos comprar um coelhinho azul com olho cor de laranja?” eu ri e respondi “Vamos tentar achar esse coelhinho quando sairmos?”
Porque possibilidades, existem.

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