Maternidade, ainda que negada.

Observações prévias sobre esse post: É um post longo. É também um post de alerta: às vezes, não somos ativas o suficiente. Tô preparada para ser julgada, o que já ouvi é fichinha perto de qualquer coisa que alguém poderia comentar aqui. E sim, quem quiser perguntar, pode ficar à vontade, não é constrangedor.

Minha mãe sempre ostentou o fato de nunca ter discutido com meu pai na nossa frente. Na verdade, quando haviam problemas, eles sentavam e conversavam. Achava isso lindo. Segundo ela, meu pai nunca a agrediu. Segundo meu pai, se um homem encostasse a mão numa mulher, não era homem o suficiente. Coisas que a gente guarda. Pra vida toda.

Pois bem, eu “casei”, e tive um lindo filho. Eu não tinha a vida 100% feliz, mas tinha amor. Não tinha independência, mas tinha amor. Mas aí, descobri que o que é amor perto de um prato que você não consegue engolir? E eu comecei a me ver por dentro, a observar que parte de mim eu estava esquecendo e deixando de amar. E um clarão se abriu. Enxerguei duramente que nenhuma mulher se ama o suficiente para se submeter à um homem que diz que sente tesão pela sua amiga (me perdoem o palavreado). E eu acho que o meu amor por mim foi visto por alguém que não me amava, e nem a si mesmo.

Nesse dia, eu virei parte da estatística. Das mulheres que quando agredidas fisicamente e verbalmente, perdem os olhos, a boca, o coração. Que se calam diante da sociedade que certamente, vai dizer que ela deve ter feito algo, que mereceu. E eu me calei. No dia 3 de dezembro de 2009, após o ocorrido, eu fui expulsa da casa onde morava, com uma mala pequena com algumas roupas, dinheiro de passagem para Ubatuba e alguns mais para qualquer coisa. Ouvi “você nunca será nada”, entrei no ônibus e parti, sem sequer conseguir imaginar minha vida dali em diante. Ou talvez, eu nem quisesse pensar. Tudo isso, sem meu filho.

Minha mãe me abraçou na minha chegada debaixo de uma chuva torrencial. Numa casa muito humilde, de 3 cômodos, me acolheu. Durante 3 meses, partilhei uma cama de solteiro com minha sobrinha, pois sequer havia espaço para colocar um colchão no chão. Arrumei empregos, eu segui adiante.

Hoje, as consequências desse dia ainda são presentes na minha vida. Eu tenho uma pessoa ótima do meu lado, meu companheiro, meu apoio, o homem que me respeita e me motiva em tudo que faço. Mas as sombras daquele dia, eu não posso negar, elas nunca foram embora. Não tenho meu filho comigo. Em novembro de 2010, me fizeram acreditar que ele ficaria comigo, trouxeram roupas, brinquedos, materiais de escola. E ele ficou, passou quase 3 meses aqui. Obviamente, jamais recusaria o pedido de um pai que quer passar o fim de semana com o filho. E foi a penúltima vez que eu o vi. A última, perto do Joaquim nascer, em junho de 2011 (fui grávida no penúltimo mês de gestação até o RJ só para vê-lo). E cá estou eu, 10 meses sem ver meu filho.

Apesar de todas as consequências, eu estava ciente do que estava fazendo, embora abalada. Tenho dúvidas se teria sido a melhor opção trazê-lo naquela época. Eu posso não ter o direito de ficar com meu filho, mas veja bem… sou uma mãe que quer pelo menos vê-lo, falar com ele… e sou negada disso. Tenho que “marcar horários”, ficar à mercê da disponibilidade de pessoas que se pudesse, nunca teria contato. Em que mundo isso é correto?

Para todos os conformes, obviamente, existe um processo em andamento. Já lidou com sistema público? Então sabe bem do que falo. E durante a vida do Joaquim, infelizmente não pude cuidar de nada disso (tudo tem que ser feito no RJ e eu não tinha disponibilidade disso devido aos cuidados especiais com o Joaquim). Resumindo: recomeçar.

Essa história não acabou. Eu não faço ideia do final que ela poderia ter. No momento, não executo de nenhuma forma meu papel de mãe: por um lado, um vida que foi interrompida por negligência médica (ou seria política?), por outro, o impedimento de um curso natural da vida, que é o contato materno. Mas, o papel de mulher, eu exerço e aprendi: meu voto não é lixo, meus direitos existem, minha persistência é meu ouro. Mas, ao meu ver eu ainda sou MÃE. Meus filhos são para sempre. E eu não desisto fácil.

 

(Fiz esse post-desabafo pensando em todas as mulheres e mães que conheço. Nossa luta é diária!)

43 comentários em “Maternidade, ainda que negada.”

  1. Re, sabia da sua história por alto, mas agora lendo seu post me deu uma dor que você nem imagina. Sei que muita gente já disse que admira (com razão) você, mas eu repito, você, com tão pouco tempo de vida e com tanta vivência, mantendo o bom astral, apesar de tudo, com todo o talento que tem, se mantendo bonita como é… Admirável e inspiradora!
    Quanto a seu filho, o que é seu ninguém vai tirar. Muitas vezes demora, mas vem. Não pode desistir.
    Beijos!

  2. Poxa, a gente acompanha a história da pessoa de longe, vê alguns episódios da vida dela, mas mesmo assim ainda há tanto a se descobrir.
    Não sabia que você tinha outro filho, embora soubesse que já foi casada. Enfim, isso não faz diferença.
    Aprecio muito sua força de vontade e essa força de lutar pelas coisas. Tenho certeza que você será vitoriosa em mais essa luta!
    Bjitos!

  3. Bom, eu não sou mãe mas como filha do meio de 3 meninas que foi criada longe da mãe, somente com o pai e não por opção mas por uma imposição da justiça, posso dizer que eu sempre soube que minha mãe me amava em todos os períodos da minha vida (infância, adolescência e hoje fase adulta) ela sempre se mostrou muito presente em tudo que eu fizesse.
    Quando eu ia fazer alguma coisa, sair com as amigas e etc sempre ligava pra ela e mesmo de longe se ela dissesse não, eu respeitava e não saia, não fazia…e nunca nutri ódio pelo meu pai e minha mãe jamais tentou fazer com que ficássemos com raiva dele em momento algum, com o passar dos anos ouvi as histórias, pesei, medi e hoje entendo tudo. Mesmo sabendo quem é o certo e quem é o errado eu não julgo pois não sei nem imaginar como é ser pai e ser mãe…eu apenas amo os dois e sigo em frente.
    Os traumas ficam, hora ou outra vc sente que são eles pesando nas decisões e nas relações do dia-a-dia mas o que não tem remédio, remediado está. Pra mim, o que vale é o hoje, que estou perto da minha mãe, ajudando meu pai e é dessa paz que eu preciso pra colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila sem o peso de ter cometido qualquer injustiça ou julgamento com os dois.

  4. Lendo seu blog já vi o quanto vc é guerreira, determinada, forte, te admiro, mesmo não te conhecendo pessoalmente.

    nossa, sei o quanto isso é difícil, não sou mãe ainda, mas vi o quanto minha mãe sofreu quando se separou do meu pai no ano passado e minha irmã quis morar com ele, morou alguns meses e voltou pra minha mãe, ela tem 10 anos, e sempre foi muito grudada na minha mãe, então acabou voltando, foi só o velho ‘tempo ao tempo’ mas agora meu pai irá mudar de cidade e ela quer ir junto, então minha mãe está sofrendo de novo, minha irmã ainda é nova, é fácil de fazer a cabeça dela e de ser comprada, ela ainda não liga pra alguns valores..

    sei que na sua luta, no processo para ter a guarda do seu filho, você terá mais chance, pois os filhos sempre ficam com a mãe, a não ser que ela não seja uma boa mãe e etc (oq não é seu caso), o juiz sempre vai mais pro lado da mãe, pelo laço maternal q só mãe e filho tem. será q vc não poderia ter entrado com o processo na sua cidade, aí ele q teria q ir aí e não o contrário? vc sabe que pode entrar pela defensoria pública ou pela prática jurídica das faculdades, pelos alunos q fazem estágio, em ambos não precisa pagar.
    estou aqui torcendo para que você possa ter seu pequeno de volta!

    beijos
    Tamires

  5. Amiga,
    Na falta de qualquer coisa que eu possa fazer ou dizer por você, sinta-se abraçada.
    De mãe para mãe, eu te entendo e sofro junto porque sei que é barra.
    Mas acredito fortemente que toda essa luta terá uma belíssima recompensa, não se faz isso com uma mãe.
    Não sei de suas crenças mas sei que Deus é pai, ele ouve e acolhe. Vc é dona de uma força interior invejável e eu te admiro muito, quem não te conhece terá uma grata surpresa quando tudo isso acabar, verá que rocha de mulher vc é.

    Um bzoo e siga de cabeça erguida como agora, sempre.

  6. Oh Deus… Poucas coisas me deixam sem palavras nessa vida, seu post é uma dessas coisas. Re, vc é uma mulher forte, admirável em todos os aspectos e nós, mães, jamais desistimos de nosso papel.
    Desejo que sua luta seja bem sucedida, que vc consiga valer seu direito de ter seu filho ao seu lado (ou de pelo menos vê-lo).
    Beijos, bom final de semana =*

    @morenalilica

  7. Cada um tem dores, mágoas e lutas que a gente guarda durante muito tempo, por qualquer motivo possível, e são eles que, no fundo, mostram quem somos de verdade.
    Cada vez mais admiro tua força e o quanto você é mulher. Torço de verdade para que as coisas se encaminhem bem, Rê. 🙂

  8. Sabe, Rê, lendo seu post fiquei envergonhada em como às vezes me sinto desafortunada por pequenas coisas enquanto tantas mulheres passam por verdadeiros perrengues e enfrentam tudo com uma garra e coragem que não sei se eu teria…Te admiro muto pela força e determinação com que você está seguindo, apesar de todos os pesares.
    Muita força e pensamento positivo, logo o Pedro estará a seu lado!

  9. Sua história é comovente, Rê!
    Já vi uma situação parecida na minha família e realmente foi dureza. Porque até então eu não podia fazer nada para ajudar. Hoje, como feminista que sou sinto que as mulheres precisam tirar as diversas mordaças que a sociedade lhes impõe conquistando o seu espaço e respeito através da persistência.
    A agressão contra a mulher ainda é tratado com negligência pelas autoridades maiores, que consideram o fato uma mera discussão de casal (então que se resolvam, pensam). Imagino como deve ter sido dificil, a sensação de impotência diante dos fatos é aterrador. Não a conheço mas sinto no meu íntimo que é guerreira, uma forte e sábia. Espero que consiga ver o seu filho, força menina!

  10. Nossa…fui realmente tocada por seu post, nunca imaginei que pudesse me sentir como estou, mas bola pra frente!! Deus é mais! Conte sempre com Ele e verá como é mais fácil passar pelas pedras sem cair.
    Força e Coragem!

    Estou voltando a vida blogueira depois de quase 1 ano sem blogar. Voltei com tudo
    novo e estou começando a visitar os blogs para retomar e/ou fazer novas amizades.
    Abraços

  11. Oi Rê, to aqui para dizer que sempre gostei muito de vc, desde nossa infânciam,e estou vendo oque se tornou, uma jovem mulher guerreira. Força na peruca, com certeza noticias boas virão…
    Estou longe no momento, mais pode contar comigo.. bjs
    Att
    Amandinha rs

  12. Oi Rê, lembro que me falou deste post e sei como é difícil falar de certas coisas assim…saiba que estou contigo e te apoio no que precisar e sempre, viu?
    Não te conheço pessoalmente, mas pra mim isso é só um detalhe. Já faz parte do meu mundinho!
    Bjoks

  13. Vitrolinha, eu já vi você comentar sobre isso, mas não entendia bem toda essa história, e também não me senti no direito de perguntar.
    Não sou mãe, então por mais que imagine o que você sente, tenho certeza que não consigo chegar nem perto.
    Como não nos cabe (e nem adianta, na verdade) questionar as coisas dessa vida, temos que lutar, não é?
    Eu espero que dê tudo certo logo e você possa ficar beeeem pertinho do seu filho.
    Saiba que tem muita gente torcendo por isso, viu?
    Você é adorável.
    Beijo! ♥

  14. Persistência e determinação são as virtudes mais lindas que você pode ter nesse momento. Não conhecia sua história e te admiro ainda mais agora, mesmo sem te conhecer.

    Sou mãe e sei muito bem como isso dói, mesmo tendo minha filha comigo todos os dias.

  15. Oi Key, eu não sou mãe (tampouco pai) mas eu entendo o seu sentimento. A mãe é quem carrega o bebe e a ligação é bem maior durante os meses de gestação. Eu acredito muito em Deus, e se vc tiver fé nele, Ele vai fazer o melhor para todos vocês. Nada é por acaso.

    E sim, eu tbm acho que todas as pessoas tem direitos e que o voto não é lixo.

    Espero que tudo dê certo. E claro que vai dar! (yn)
    Beijo

  16. Fiquei muito emocionada com seu post, não sabia que seu mais velho não estava contigo. Independente do que aconteceu, torço muito para que ele volte a ficar contigo, porque mãe é mãe, e acho que ninguém tem o direito de te privar isso. sério, no que eu puder te ajudar me fala tá. Vc é uma mulher admirável, uma guerreira, merece ser muito feliz! beijo

  17. Confesso que não conhecia sua história .. Eu não sou mae mas eu imagino sim o que vc deve estar sentindo, pelo simples fato de um dia eu querer ser um e não poder rs..
    Só tenho algo dizer.. aprendi a te admirar mais. pois vc ja passou por N situações que eu não conseguiria superrar … sabe a famosa frase “Deus da o frio conforme o cobertor’ eu definitivamente NÃO acredito nisso

  18. Rê, li seu post todinho e entendo você; porem com outros olhos.
    Meus pais são separados, na época foi o maior fuzuê, eu tinha 10 anos na época. Agora com 14, ainda tem MUITAS cicatrizes em mim.
    Sei que doí pra você, comigo foi o que aconteceu, fiquei com minha mãe sem ver meu pai, e depois com ele sem ver ela, as brigas eram a toda hora e horríveis…
    Sei que é difícil pra você, e que você alguma hora pode perder a cabeça, mas todos os seus atos em relação a isso devem estar querendo o melhor pro teu filho; nenhuma criança quer ver os pais em pé de guerra, eu não gostava.
    Beijos, e boa sorte! <3

  19. Eu havia percebido que você não comentava TANTO sobre o Pedro esse tempo que passou, mas pensei que fosse “só” por conta do baby, seus cuidados especiais, etc. Acompanhei toda a história do Temaquim, e sempre acompanho seu blog, e sou fã do seu cantinho! Não sou mommy ainda, mas sou mulher, e toda a mulher já nasce com um pouco de cuidados maternos né? Essa história toda me deixou super mal, nunca imaginei uma coisa dessas! Imagine só, então o Pedro nem chegou a conhecer o Joaquim pessoalmente? Meu Deus!!
    Uma mãe não pode ficar longe do filho, pois é você que ele precisa nas horas mais variadas, carinho de mãe é diferente do carinho de pai…uma mãe não pode ser privada desse contato, e MUITO menos um filho, que é inocente, não sabe o que está acontecendo!
    Torço do fundo do coração para tudo se organizar e se ajeitar logo, e que vocês possam entrar em um acordo quanto ao Pedro, pois ele precisa de você! E como toda boa brasileira, eu não desisto nunca (mesmo com a política e burocracia demorada pra se resolver algo)…estou aqui torcendo Vitrola!
    Mil beijos e força, você é MÃE, e uma mãe pode TUDO! 😛

  20. Nossa Rê…entendo quando você diz que virou parte da estatística e simplesmente voltou para a casa da sua mãe. Infelizmente, a força bruta é sempre mais forte do que qualquer atitude que possamos tomar, e com certeza se nesse momento houvesse alguém que pudesse te defender fisicamente, com certeza hoje você estaria com o seu filho. Digo isso, porque há alguns anos aconteceu algo parecido com minha mãe e minha irmã, que depois de anos de agressão verbal e terrorismo psicológico, as agressões por parte do meu pai passaram a ser físicas. Como minha mãe tem irmãos ‘homens’, algo pior não aconteceu. E no momento em que a situação se instaurou, se eu não estivesse perto da minha mãe para dizer com firmeza ‘aqui você não fica mais’, talvez algo pior tivesse acontecido. E quando algo assim acontece com a gente, ficamos assim mesmo, sem saber como agir. E sem a família perto então, a situação é pior. E hoje, me vejo numa situação um pouco parecida com a sua, mas nem de longe tão triste: me separei há quase um ano, trabalho super longe da minha casa (saio de casa às 5h00 e volto às 20h00) e não tenho a minima condição de cuidar dos meus filhos sozinha hoje. Depois de muita briga, muita insistência, e a coisa partir quase para agressão física, optei por sair de casa, e deixar meus filhos com o pai durante a semana. Tenho me desdobrado para vê-los na semana, passo na casa deles depois do trabalho, e depois vou para minha casa(que fica em outra cidade, e é um lugar de acesso um pouco complicado). Enfim, tomar uma decisão dessas não é fácil, mas cada um sabe o que passa e onde seu calo aperta. Desejo pra você toda a sorte do mundo, e que seu filho possa vir para os seus braços logo logo. Também dependo do ‘poder público’ para me separar, e o processo está se arrastando há 6 meses (dei entrada no divórcio em setembro, e minha audiência de ‘conciliação’ foi marcada para maio). Espero mesmo, de coração, que tudo dê certo que você possa exercer sua maternidade com plenitude. Um grande beijo e um grande abraço.

  21. Nossa, de verdade, doeu meu peito! Nem me imagino nessa situação e nem vou ser louca de dizer que posso imaginar o quanto você sofre com isso. Uma mulher tão linda e inteligente, tão cheia de vida e com uma barra dessa pra enfrentar! Te admiro mais.

    Beijo e fica bem!
    @_maejestade

  22. Nossa, que triste isso tudo! Fiquei indignada com isso!!! Vc venceu muitos obstáculos e esse vai ser mais um que vai vencer!
    Vc não merece isso e tem direito de ver seu filho!
    Desejo-te toda felicidade do mundo!

    Bjs

  23. Fiquei emocionada… não tenho palavras, acho que vc tem muita história ainda para viver com seu pequeno, pois não vai acabar por aí, com certeza. O amor de mãe é único, inigualável e inabalável, vc vai conseguir, pois é uma guerreira!!! Mais uma para minha lista de “pessoas admiráveis”. Obrigada por compartilhar suas histórias.

  24. Eu não sou mãe e talvez não consiga imaginar a magnitude do teu sentimento… Mas eu tenho uma mãe que mesmo se estiver longe, ou se eu não tiver contato com ela… ainda será mãe! Teu filho pode não ter idade o suficiente hoje pra entender e abrir a boca pra muita injustiça, mas um dia ele vai ter e vai com certeza se revoltar e clamar por ti. Não desiste, não! Nunca! Tu é guerreira, forte e determinada! Corre atrás dos teus direitos e vai até as últimas conseqüências! Boa sorte no desenrolar da história! Desejo tudo de melhor pra mães iguais a ti!

  25. Ah a vida às vezes parece tão injusta… Eu já disse que te admiro, mas hoje tenho que repetir que admiro mais ainda pela sua força diante de todos os acontecimentos: você não desiste!
    Felizmente na nossa cultura, mãe tem um papel muito importante e os juízes na maioria das vezes as favorecem.
    Eu vou torcer muito por você, no final disso tudo tem que haver uma recompensa!

  26. Não tenho nada a dizer, a não ser que meus olhos estão cheios de lagrimas. Nada disso é justo, mas a vida tem caminhos misteriosos e algum deles logo te levará ao encontro do seu pequeno. Força, querida! Coragem você já tem de sobra.

  27. Nossa Rê….
    lendo seu post fiquei me imaginando sem meu filho, sem tudo o que vivo hoje e me emocionei,, vc já provou ser uma mulher forte e pode ter certeza que com isso vc vai longe, hoje depois de (vamos dizer, pouco tempo) tudo o que viveu, vive hoje com uma pessoa que te faz feliz e mulher, e pode acreditar que conseguirá ver seu filhote com mais frequencia e quem sabe poder saborear de todas as etapas da vida dele,,,

    saiba que torço por vc e te admiro muito!
    bjus

  28. Sabe Renata, eu ainda não sou mãe, mas consigo entender o que você passou quando teve que deixa-lo, acredito que seria muito egoismo se tivesse o levado com você e feito passar alguma dificuldade. Tem gente que fala que se passar fome o filho passa junto, eu penso ao contrário, acho que mãe de verdade pensa no bem estar e quer o maior conforto possível. A justiça demora sim, mas uma hora ela chega e você vai poder ficar com seu filho pra sempre, e mesmo se isso não acontecer tenho certeza que ele vai saber dar valor a Mãe maravilhosa que tem e vai ter muito orgulho por você lutar tanto para estar do lado dele.
    Força, torço por você.

  29. Olá, sou mãe e nem me imagino longe de minha filha…tenho certeza que sua dor é constante, assim como o pensamente em seu filho deve ser tbm! E isso é impossível evitar…
    Li seu post e me senti muito triste, por vc e por todas as mães,que são de alguma forma afastadas de seus maiores bens. Desejo de coração que vcs possam um dia viverem juntos como deveria ser e que vc consiga apagar de suas vidas toda essa dor!
    Bjks e boa semana

  30. Não sou mãe, mas posso imaginar o quanto dolorido é ficar longe da sua cria, do seu pedacinho.
    Força viu Rê! Tenho certeza que tudo acabará bem e logo logo ele estará aí contido! 🙂

    Beijokas! =***

  31. Infelismente ficar a merce da justiça, dos outros, tendo que esperar e esperar imagino que é horrível! Mas você vai vencer mais essa!
    Força Sempre!!

    e eu sei que vc não acredita rs…mas como eu acredito! então eu digo: Deus te dará a vitória!!

    Beiju

  32. Re,

    Li, me arrepiei e to aqui com os olhos cheios de lágrimas!!
    Nem posso imaginar a dor q vc esta sentindo, pq a maior dor é estar longe do seu filho, tenho certeza q as outras coisas são superáveis mas, não poder estar ao lado de um pedaco da gente?? Isso dói, dói sim!!
    A única coisa q posso te dizer é q, apesar de não te conhecer pessoalmente, te admiro muito, admiro sua forma de encarar os desafios, o sorriso sempre presente e a força de superação q vc está sempre demonstrando ter.
    Tenho certeza que vc vai superar mais esta, q dentro de ti ja esta a força capaz de vencer este desafio e vc vai vencer!!
    Não desista nunca, muita força pra vc, muita sabedoria, muita luz!!
    Se precisar desabafar, gritar, xingar, conte comigo! 😉
    Assim como o Quim está sempre aí, com vc, no seu coração pra sempre, logo, logo seu outro filho tb vai estar, bem juntinho, como tem q ser!!

    Um bjo grande!!

    Loreta
    @bagagemdemae

  33. Que difícil isso amiga, não sei entender perfeitamente o que está passando, pois não sou mãe, mas posso imaginar o quão sofrida é essa situação, mas te desejo força e que tudo dê certo se Deus quiser!!

  34. Ahhh…
    sabe, o importante é que seu filho sempre saiba o quanto vc gosta dele e o quanto vc ama ele.

    Deixe ele sempre saber o que aconteceu e porque você precisou ficar longe, mesmo querendo ele perto.

    Porque, um dia ele vai entender e vai começar ver quem é quem

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