Moedas X Dignidade

 Eu não gosto de moedas e elas não gostam de mim.


Pra minha mãe, “moeda é dinheiro”, e claro que é. Um milhão de moedas de 1 real teriam um feito gigantesco na minha vida, por exemplo. Mas eu não sou o Tio Patinhas. Eu não tenho aonde guardá-las, e é a partir daí que elas infernizam a minha vida.


Eu despacho as moedas sempre que posso. É um peso que empurro, vergonhosamente, pro mercadinho ou padaria mais próximo, seguido da frase “pode conferir que eu espero, se quiser”. Afinal, o que é um peido, né?
Um milhão de  situações constrangedoras essas malditas redondidas já me colocaram. A última, eu estava na rodoviária rumo ao Rio de Janeiro. As fulanas surgiam de algum buraco negro e teimavam em cair pelo chão. Catei, uma, duas quedas. Na terceira, numa saída rápida do fast-food, ouvi um tilintar de endurecer a espinha. Eram as minhas malditas caindo novamente esparramando feito batatinha pelo chão. Diante das chamadas “Opa, caiu aí!” e “Ei, suas moedas”, segui meu destino firmemente ignorando-as (as moedas, e as pessoas também).


Fato: mais vale meia dúzia de moedas de 5 centavos no chão que minha dignidade agachada pagando cofrinho. E tenho dito.

 

mario_coin

                                             
                                   Dica: só o Mario ganha vidas juntando moedas!

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