Como foi participar de uma mentoria coletiva de papelaria

Sempre fui muito obcecada por papéis, e como muitas pessoas, o universo da papelaria sempre me encantou. Ao decidir minha profissão, logicamente meu interesse por desenho se alinhou a esse prazer de estar entre papéis, canetas, tintas e tudo mais – e às vezes me sinto “vivendo” dentro de um universo de papelaria, já que meu ateliê tem de tudo um pouco!

Uma das pessoas que sempre me inspirou demais nesses processos e sempre foi uma referência para mim é a Evinha, dona da La Pomme. Quem acompanha o blog há mais tempo deve lembrar de um kit LINDO que rolou pro Red Lips Day, logo nas primeiras edições.

quem lembra dessa lindeza?

A Evinha sempre foi de dividir seu conhecimento a respeito deste universo e criou uma mentoria coletiva de produção autoral e artesanal. Tive a oportunidade de realizar o curso e vou listar aqui algumas (das muitas) coisas que aprendi e vou levar comigo para sempre 🙂

Papelaria é um universo com espaço pra muitos!

Papelaria é um universo que muitos amam mas considero ainda pouco explorado, acredite. Sempre falo pros amigos, principalmente artistas, que há espaço pra MUITA ideia e produção quando se trata de papelaria. Ainda existem muitos mitos sobre impressoras, dúvidas sobre ferramentas e conhecimento no geral, mesmo. As possibilidades são infinitas sem o exagero da expressão, já que é praticamente possível fazer TUDO com papel.

Você tem aí tudo que precisa

Não se sinta travado em começar mesmo que ache que não tem as ferramentas necessárias. Um dos erros que cometi num passado é ter investido em materiais que eu poderia muito bem viver sem. A tentação é grande mas tem que ter foco, mesmo sendo tudo muito… tentador. Não é papo de coach, é real: ter outros olhos para ferramentas básicas vai te fazer economizar muito!

Habilidade? Vamos falar sobre isso!

Todo cuidado é pouco quando se trata de ferramentas de corte, mas por mais desastrado que você seja, raramente você vai perder um dedo. No começo eu achava que guilhotina e estilete eram coisas que tinham vida própria (rs), mas sou uma pessoa CONSIDERAVELMENTE desengonçada e desastrada, além de MUITO míope. Já me cortei com estilete, o dedo tá aqui ainda e passa bem (foi burrada mesmo). Logo, não dominar ferramentas não é desculpa pra não começar, tá?

O quinto dedo não tá aparecendo, mas ele tá ali!

Em terra de loja online…

A cidade onde você mora não é abastecida de papelarias para aquisição de papéis ou ferramentas? Apele para as entregas. Quando morava em Ubatuba, comprava material pela internet, virei uma mega exploradora de lojas e descolei muita coisa com preço bacana! Mas no curso a Evinha também dá dicas de lojas pra facilitar ainda mais acervo. Fora que em tempos como agora, é até melhor receber as coisas na segurança do lar, né?

Seu jeitinho TÁ FAZENDO FALTA!

Explore ferramentas, mas encontre seu jeito de fazer as coisas. Sigo artistas que amo e fazem coisas incríveis como por exemplo a Dani Bárbara e a Sah Matsui. São estilos totalmente diferentes do que faço, mas aprendo muito acompanhando. Utilizando o que tenho aqui, exploro o que está dentro do meu perfil e preferências, mas só tomei consciência disso e larguei o receio depois que participei da mentoria coletiva da Evinha (o resultado disso vocês podem ver na minha loja online).

O que posso dizer da mentoria da Evinha é o mesmo que comentei aqui em casa com o marido: eu não gosto de enrolação, gosto de mão na massa, e foi exatamente o que obtive com essa mentoria. A Evinha é de uma experiência tanto em conhecimento, quanto em passá-lo de maneira afetuosa porém objetiva, resultando muito aprendizado. Conteúdo rico de informação + ótima didática = sucesso!

É uma mentoria pra chegar na loja sabendo o que você precisa, conhecer ferramentas e dominar várias técnicas em sua papelaria. E sim, se acostume a chamar de SUA papelaria ♥

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Se você quer mergulhar no universo e começar sua produção artesanal aí, na sua casa, só digo: se joga nessa mentoria, baby! As inscrições já começaram e vão até dia 26 deste mês. Se você tava em busca deste investimento, não fica de fora não!

Porta de pia que ganhou nova função no ateliê

É tanta coisa acontecendo (no Brasil e na minha vida) que só tem me restado ocupar a cabeça o máximo possível. Graças aos deuses eu tenho um irmão hiperativo das obras e que alimenta o teor inquieto da família, e me presenteou com várias tintas. Tava garantida minha distração pra mais uma leva dessa quarentena com cara de fingida, mas aqui, verdadeira.

Achei essa porta jogada em algum lugar da obra, meu irmão disse que ia pro lixo e então eu resgatei. Catei uma das tintas-presente e arrisquei. Deu certo e era tudo que eu queria e precisava no meu ateliê (além de prateleiras… preciso de prateleiras URGENTE!)

Eu achei que ficou bonito e útil, já que eu nunca achava nada prático o suficiente para colocar os envelopes e os cartões que coloco nas cartinhas. Odeio aquelas coisas de pinterest que são só bonitas, mas ocupam espaços somente para fotos e não tem nenhuma outra utilidade.

E bora de ocupar a mente pois o Brasil definitivamente, não é para iniciantes.

Eu achei que combinou TANTO com o ateliê! O que vocês acharam?

Organização do feed e paleta de cores REAL

Eu sempre serei a pessoa que defende a forma mais “intuitiva” de utilizar as redes sociais, ainda mais se for pro seu negócio. Isso não quer dizer que você não precise pensar de forma profissional (ou, contratar um profissional dependendo da sua necessidade), mas o que você conta para o mundo é muito mais que um apunhalado de regras – que nem sempre vão se encaixar no que você realmente precisa.

Eu já li TANTA coisa sobre organização do feed e paleta de cores, que isso me fez ficar mais relutante que motivada, e por muito tempo não sentia que era o que eu queria fazer e que era aplicável ao meu estilo de vida e modelo de negócio.

Hoje em dia eu olho meu feed e sinto que ele está mais próximo do que eu queria e o melhor: de uma forma muito fluida, pois não me sinto travada a postar, nem fico escolhendo fotos que SÓ se encaixem no feed, pois ele reflete exatamente minhas referências e tudo que eu quero mostrar tá ali, sabe?.

A imagem da almofada do lado esquerdo por exemplo, é muito bonita, mas não é real, é um mockup e eu não gosto tanto de mockups. A do lado direito poderia ser melhor (no dia a luz não estava tão boa), mas passa mais “aconchego” e é uma foto real, com cores reais.

E. sim: uma paleta vai fazer sua marca se relacionar com mais destaque e personalidade, não são apenas cores sem importância. Ela traz sensações, organização e melhora inclusive nas suas estratégias. E justo por isso, seu feed não precisa ser igual a todos, você tem sua personalidade e ela é interessante justamente por ser sua! As pessoas querem mais disso, acredite 🙂

O início de tudo

Já falei aqui num post anterior como você pode dar início à definição da sua marca, partindo de um logotipo. Com ele definido, você terá mais facilidade de aplicar e definir sua paleta e estilo de feed sem grandes dificuldades.

Pense nas coisas que você mais gosta e facilite seu processo

Eu sou fanática por papel pardo (tanto na cor quanto no material, mesmo), texturas de madeira, coisas que brilham (holográfico, glitter, flúor, etc.) e tons de rosa e roxo. Junto disso, eu gosto de fotografias com fundo claro, diurnas, e mais “quentes”, com mais proximidade do olhar.

O que eu fiz foi um mix de tudo isso que eu mais gosto, e que por consequência, estaria sempre presente nas coisas que eu faço, pois são minhas referências. O conteúdo acaba sendo gerado automaticamente seguindo esse “padrão”.

Você até pode utilizar sites como Pinterest para pegar algumas referências, mas se você vende produtos físicos, recomendo você separar o que tem na sua casa e fotografar, mesmo, ir fazendo combinações (não subestime as texturas!) e experimentando até encontrar algo que te deixe satisfeita. Assim você irá experimentar texturas, iluminação e criar composições mais reais.

Na hora da fotografia, alguns ajustes nas configurações da câmera me permitiram fotografias mais próximas do que eu gosto. O restante, é ajuste em programas de edição mesmo, apenas básicos, sem filtros para não alterar cores dos produtos.

Experimente, Experimente!

Há quem tenha medo de testar publicações, como se a vida dependesse disso. Gente, é só algo online, as pessoas estão muito preocupadas com a própria vida para dar hate em quem não estabeleceu ainda um padrão de posts na internet, sabe? Vai na liberdade, testa e vê o que te faz feliz e o que funciona para você ♥

Dica: sites como o Coolors ajuda na criação de uma paleta a partir de uma imagem ou uma foto, por exemplo. Vale a pena tentar 🙂

Eu acho que hoje em dia eu tenho um estilo fofo-papel-cartoon-rústico, haha. Tendo isso, te convido a pensar: como você definiria seu estilo de postagem, mesmo que de forma “doida”? Você acha que segue um estilo de cores e fotografias de acordo com sua personalidade, ou nunca pensou nisso antes?

E se você esta muito perdido e não sabe por onde começar, você pode contratar meus serviços para criação inteirinha da sua marca – desde o logotipo, paleta de cores e até sua papelaria. Manda uma mensagem para revitrolailustra@gmail.com e vamos conversar 🙂

A Hora da Laranja

Eu nem sei mais quantos dias temos o que foi nomeado “quarentena” pois me perdi nos dias. Eu lembro de termos nos isolado em meados de março, quando ainda estava em Ubatuba, e desde então, tenho feito na medida do possível coisas para me esquivar do vírus – não sei se foi sorte ou ciência, até agora.

Todos os dias sinto essa agonia no peito e penso o quanto é injusto, na roleta da vida, ainda acontecerem coisas ruins neste período. Deveria ser impedido. De gente que aparece montado a cavalo à melodia de mosquito na ouvido em noites de um suposto frio carioca: tudo que importuna deveria ter sido temporariamente suspenso.

Desde a mudança – me mudei de Ubatuba para Duque de Caxias, no RJ, no início de maio – por mais loucura e movimentação que um mudança tenha gerado, ficar em casa tem me dado tempo de fazer muitas coisas. Mas o tempo da pandemia parece um relógio diferente. É um relógio mais barulhento, ora rápido demais, ora tão lento que os ponteiros mais parecem duas agulhas atravessando a sola do pé.

Decidi aproveitar algumas das minhas horas livres fazendo coisas bobas & prazerosas, e cada semana (ou mês, não sei mais) escolho algo que me faça contemplar nem que seja por um tempo o simples fato de ainda estar aqui. Ainda no dilema se isso é um castigo ou dádiva, meu favorito até agora foi o desta quinzena (??) que eu nomeei carinhosamente de “Hora da Laranja”: eu corto uma laranja em 4 partes, tiro a casca, coloco num potinho e sento numa cadeira de praia na varanda, que ainda tá com o piso metade pintado de cinza, metade só num cimento brusco.

Fico sentada ali, naquela meticulosa divisão de cores quase enganosas a olhos despidos, ouvindo as galinhas do vizinho que religiosamente, por volta das 5 da tarde, disputam o galho das árvores, observando a nossa horta se formar e o quintal ganhar uma nova cara em mais de 30 anos: Sensação de satisfação temporária e necessária.

É tudo que eu preciso por agora.

(menos de racistas e fascistas. isso a gente não quer.)