Um maiô pela auto-estima

bayEu cismei de comprar um maiô. E, assim saí de casa, destinada a entrar numa loja, encontrar o maiô dos sonhos e correr na praia feito Pamela Anderson (pelo menos na minha imaginação…). Mas como sempre, espectativas e realidade é tipo raspadinha barata: às vezes até dá alguma coisa, mas bem menos do que você imaginava.

Debaixo de um sol quente, entrei na loja esbaforida e certa de ter perdido alguns quilos, inclusive. Tive certeza disso até perguntar para a atendente: “Você tem um maiô, assim, mais moderno?”. Disse assim pois havia uma senhora perto… porque na verdade com vendedoras, em sua maioria você precisa ser o mais objetivo possível. E minha descrição seria “Olha, eu não quero parecer uma senhora de 70 anos! Entendeu?”.
Ela fez um contorno rapidamente em minha imagem, e soltou: “Para gestante???”
Ok.
Ok.
Ok.
COMO assim para gestante? Soltei um “não!” fraco, mas na verdade porque havia perdido o fôlego tamanha indignação.  Enquanto ela procurava o maiô, olhei para minha circuferência abdominal e constatei que talvez ela não estivesse tão errada… mas… grávida? Ai.
Ela trouxe o maiô. Não, não era bonito. Antes de sair, comentei: “Acho que mudei de idéia. Vou comprar um biquíni mesmo. Já tenho um em vista numa outra loja. Obrigada, tchau.”
Pela primeira vez na vida, me incomodei por me sentir incomodada com meu corpo. Desencanei. E só para constar… sim, eu comprei o biquíni. Lindíssimo. Só não corri na praia, sabe como é, né…

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