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Tutorial: como pintar o cabelo de duas cores

Já fazia um bom tempo que eu estava planejando fazer uma mudança nos cabelos. Inicialmente, até cogitei desistir do ruivo. Depois de muito pensar, cheguei à conclusão que não era desistir do ruivo que eu queria, e sim personalizá-lo, dar um toque de "eu" à cabeleira. Era disso que eu sentia falta. Eu, que sempre gostei de cortes ousados, repicados, curtos e adiante, resolvi que já era mais do que na hora de colocar as ideias em ação. O resultado eu conto para vocês neste post, com uma tentativa de quem não entende muito bem, mas arriscou, e deu certo!

 

UPDATE perguntas nos comentários:

Cores utilizadas:

Amend Vermelho Intensificador 0.6 / ox 30

Maxton Preto Natural 2.0 / ox 20

Sobre o vermelho: eu nunca descolori meu cabelo, só fui pintando por cima da cor que já estava (CLIQUE para ver a cor anterior). Em mais ou menos 7 meses ele estava nesse tom atual.

 

 

Passo 1: Separar tudo que vai usar. Luvas, potinho, pincel, tintas e uma roupa velha. A tinta preta veio com um produtinho para proteger da tinta, mas normalmente eu uso um hidratante mesmo.

 

cabelo-duas-cores

Passo 2: Dividir bem (mal) o cabelo. Não sei dizer se eu dividi milimetricamente certo, mas vai, o cabelo fica por baixo e ninguém vai ver. E foi tudo "no tato", já que fiz sozinha e nem um segundo espelho para ajudar eu tive (momento "faça você mesmo" da deprê). Dá pra ver que não sou muito boa com retas…

 

 

pintando-cabelo-duas-cores

Passo 3: é essa parada aí mesmo: ficar bizonhíssima! Pintei a parte de baixo primeiro (preto) e depois o vermelho, tudo bem rapidinho. Perceberam minha habilidade em não me sujar nem um tico? Ah, importante desmarcar todas as visitas possíveis neste dia! Eu torci muito para que ninguém me chamasse no portão. Senão, com certeza eu teria assunto para um outro post…

 

 

Fase 2: A escolha do corte.

Como bem dá para ver nas fotos, meu cabelo estava gritando por um corte. Ter cabelão é legal, mas mais legal ainda é pra quem gosta mesmo de cuidar, de ir ao salão, e o mais importante: tem bastante tempo e paciência (ou já nasceu com cabelo lindão né, outra história). Eu preferi dar adeus à alguns dedos de cabelão e me livrar das pontas horríveis. Problema resolvido!

 

Como não sou muito boa em termos técnicos de cabeleireiros, eu sempre levo uma foto como referência para mostrar a quem vai cortar. Desta vez escolhi não levar nenhuma de atriz famosa, sabe como é né? Vai que a cabeleireira entende errado e saio de lá a cara da Jennifer Aniston, ou Anne Hathaway? Seria inaceitável e teria que pedir meu dinheiro de volta! (cof!)

 

cabelo-duas-cores-inpiracoes

 

E o resultado final (que não é surpresa pra quem me tem adicionada lá no Facebook, hehe)

cabelo-corte-vermelho-preto-duas-cores-ruivo

 

Mudei, e mudei com gosto. Mudar traz tanta coisa boa, não é mesmo? Eu vou sem medo. E você, gosta de mudar também?

DÚVIDAS? Deixe nos comentários!

Faculdade, cabelos e as facilidades de ser arrogante

Anotem aí: vocês me verão falar muito dos assuntos relacionados à minha nova rotina. Por favor, não me abandonem. Coisa de assunto para outro post, era disso que eu sentia mais falta. Algo que me fizesse sair de casa e olhar adiante com outros olhos.
 
Para começo de conversa, eu gostaria de dizer que sei muito bem que nunca é tarde para estudar, mas vamos lá: eu sou mãe, estou no segundo casamento, e tirando os cursos que já fiz, não entro numa sala de aula há mais de 10 anos, além de estar prestes a completar meus 28 anos. É o novo no velho, sabem? É tipo dar o primeiro beijo depois da primeira relação sexual, rs.
 
Para o primeiro dia, achei interessante. A minha turma é minúscula, o que não achei tão ruim… e dos cerca de 18 alunos na classe, 2 deles tem um blog, o que me fez respirar aliviada e menos ET (e me questionar ao mesmo tempo “Como assim vocês outros dizem que gostam de escrever e não tem um blog????”).
 
Infelizmente, nem tudo são flores, e ontem percebi que os fiscais dos ônibus que pegamos para ir/retornar assinaram um contrato de ignorância. Sabe o tipo de pessoa que parece receber ordens direto do inferno? Que esquece que além de poder cumprir ordens, você pode ser sutil e educado que você pode mudar o dia de alguém, ou torná-lo insuportável? Assim. Ouvir “Vocês são bicho?” acompanhados de um sorrisinho irônio de “pobre criança ingênua”, seguidas ainda de “Parem com essa ilusão de ficar até o fim da aula e venham imediatamente para o ônibus”. Pobre fiscal, eu diria… o trabalho consumiu a sua educação.
 
 

Esqueci o nome do filme que marcou minha vida

Como muitas outras coisas que esqueço na vida, exceto as inúteis

Quando eu era adolescente – por volta de 1999 -, meu irmão tinha uma locadora de VHS, aquelas clássicas que além dos filmes, tinha TVs pra jogar playstation pagando pela hora e salgadinho elma chips com tazo.

O dono de uma outra locadora local vendeu várias VHS para meu irmão “encher” a locadora, e meu irmão, já ciente de minha cinefilia juvenil, me deu uma função honorária: assistir a TODOS os VHS (eram cerca de 200) para ver se não tinha nenhum “mastigado” na fita, que causava danos na apresentação do vídeo.

um VHS com defeito na fita aparecia assim na TV

No meio dessa infinidade de filmes, assisti muita coisa boa, muita coisa ruim, e uma outra categoria que eu encaixei em “talvez eu nunca mais apague isso da minha cabeça”.

Nesta terceira categoria, assisti a um filme que já até cogitei ser um sonho. Mesmo perguntando pra todas as pessoas do universo e todos me olharem com cara de incredulidade, indiferença e até pena, e embora eu tenha uma imaginação muito fértil, não me sinto na capacidade de criar um roteiro tão audacioso. Eu assisti a essa obra prima da sétima arte, caro leitor.

Numa pegada bem frankensteniana, o filme tratava-se de um cientista que resolveu unir partes de várias pessoas – em boa parte no sentido literal mesmo, transgressores sociais – e transformar num único ser que vou chamar de Mateus.

Também conhecido como “ideia de girico”, já carregava a obviedade de que isso não era lá a melhor ideia científica: Mateus começou a ter lembranças do passado de cada parte costurada do seu corpo e sofrer consequências mentais disso. Uma dó, gente.

De qualquer modo, achei aquilo tão incrível, pois era um filme bem mal feito, o cenário num infinito branco e as partes do corpo do Mateus por vezes lembrava o clipe de Gotye (e se bem-mal me lembro, o frankenstein plagiado tinha cabelos longos também).

Achei incrível pois a história era HORRIVELMENTE clichê, o filme tinha uma produção toda perfeita pra dar errado, mas mesmo assim ele EXISTIA e eu fiquei “uau, e não é que dá mesmo pra colocar qualquer coisa nesse mundo, alguém vai assistir e pode até achar legal?”

e fazer um post num blog em 2019 sobre ele.

mas eu esqueci. esqueci o nome do filme que marcou a minha vida.

será que o Gotye já viu esse filme? fica a dúvida.

Eu só vim falar sobre a Val

Antes de qualquer coisa, essa postagem não tem nenhum fundo moral ou de “lacre”. Eu só vim falar sobre a Val.

 

Conheci a Val quando eu tinha 14/15 anos. Ela sabia que eu amava ler e estudar, então sempre me dava algum livro.

A Val usava o cabelo curtinho e fazia relaxamento. Ela me pedia pra ajudar a passar o relaxante nos cabelos dela. Eu odiava o cheiro daquilo. Mas amava pentear os cabelos da Val. Os cachinhos dela faziam um movimento bonitinho no pente, eu adorava ver aquilo, enquanto conversávamos e ríamos.

A Val usava uma calça vermelha. Era sua calça favorita, eu nunca havia visto alguém antes ficar tão bem em uma calça vermelha. Até hoje acho que a cor vermelha deve ter sido inventada pensando especialmente em algumas pessoas, e uma delas, era a Val.

Quando a Val sorria – sei que parece piegas dizer isso –  mas o dia parecia ter todas as cores. Me fazia lembrar de dia de sol na primavera, pós chuva, pela manhã, com passarinhos cantando e cheiro de bolo saindo do forno, sabe? O sorriso da Val cabia num dia assim. Me dava vontade de sorrir também, mesmo sem saber o motivo dela estar sorrindo. E ela sorria. Cantava. Dançava. O tempo todo.

A Val tinha uma voz “rouquinha”. E os olhos puxadinhos. E um bocão lindo, que ficava ainda mais lindo quando ela usava batom vermelho.

Eu nunca conheci ninguém mais fã de Shakira como a Val. Colocávamos os CD’s dela da Shakira na bandeja “5 players” e ouvíamos o dia inteiro.

 

Eu sinto muita falta da Val. Eu me culpo pelo silêncio que entrei após sua partida. Na época, eu não entendi nada do que falaram. Eu me perguntava o motivo de não ter visto que no sorriso da Val tinha uma dor profunda, o ponto de uma decisão tão séria, tão impactante. Neste #setembroamarelo, em todas as postagens eu vejo um pouco da Val. E ainda me dói  lembrar que não posso pegar o telefone e ligar pra ela…

Eu sinto a sua falta, Val. Eu sempre vou sentir.

 

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