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O bolo de chocolate vegano

Eu raramente faço bolo, pois, pasmem: geralmente tenho a árdua tarefa de comê-lo sozinha em casa. Apesar de amar bolo, eu viro uma distribuidora de bolos: levo pro trabalho, todo mundo come mesmo sendo vegano, haha!

Essa receita é uma pequena adaptação que vi no blog Veganana, e faço a mesma já tem uns 2 anos. Sempre faço uma cobertura e não uso a farinha de trigo integral nem a essência de baunilha: nunca tenho em casa.

Outra coisa interessante é que não sou fã de bolo de chocolate, mas amo essa receita pois fica um bolo molhadinho e pretão. Façam e depois me digam!

bolo de chocolate vegano com cobertura de coco cremoso

Bolo de chocolate vegano com cobertura de coco

Ingredientes para a massa:

  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 1 xícara de açúcar demerara ou mascavo
  • 1/2 xícara de cacau em pó
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 3/4 xícara de óleo vegetal
  • 2 xícaras de água fervente
  • 1 pitada de sal

Ingredientes para a cobertura (ou recheio, como preferir):

  • 1 vidrinho de leite de coco
  • 150 ml de água
  • 3 colheres de sopa de açúcar (se gosta bem doce, pode até colocar mais)
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher sobremesa de manteiga vegana (opcional)
  • 1 xícara de coco ralado (eu misturo fino e grosso)
  • 1 colher sopa de amido de milho

Modo de preparo da massa:

Misturar todos os ingredientes secos, menos o fermento, até que fique uma mistura homogênea. Adicionar aos poucos, intercalando, o óleo e a água fervente. Misturar e por último, adicionar o fermento. A massa é uma massa que parece um mousse mesmo, você tá no caminho certo! Unte uma forma. Assar em forno até que espete um palito e saia limpinho.

Modo de preparo da cobertura:

Numa panela, adicione todos os ingrediente e misture. Acenda o fogo baixo e vá mexendo até engrossar. Despeje por cima do bolo já assado.

Partiu bolo?

os escritores não são como nos filmes

Uma fase dessas aí, era “must” usar a palavra must e fazer um curso de datilografia. Porém, cresci numa família de quatro pessoas em que o foco era fazer as compras do mês no supermercado Torrebela e roupas na C&A uma vez ao ano, para as festividades. Um curso de datilografia não estava nos planos.

Lembro do meu pai argumentando que máquinas de escrever se tornariam obsoletas num futuro não muito distante dali. “em breve as pessoas terão apenas computadores”. Eu não fazia ideia de onde meu pai havia visto um computador, já que até aquele ano o máximo de contato tecnológico que eu tive foi um Pense Bem, trancafiado numa prateleira de vidro grosso em uma loja de brinquedos.

O fato é que eu acreditava que, a partir do momento que eu manuseasse uma máquina de escrever, eu me tornaria uma escritora, e vi nessa negativa um sonho derreter através dos dedos. Logicamente, em 1993 eu montava livros com um amontoado de folhas grampeadas e desenhadas por mim, sonhando com o dia que cópias – que eu não fazia IDEIA de como eram feitas – chegavam às ansiosas mãos de meus leitores-fãs, cada um com sua cópia devidamente autografada.

Os filmes sempre colaboraram para todo esse deslumbre onírico: a vida dos escritores sempre retratada com um glamour que me fazia viajar: sabáticos solitários em casas próximas a lagos, em invernos que nunca teremos (ou queremos). Máquinas de escrever à meia luz acompanhado de uma taça de vinho, normalmente no sexto andar de um prédio de uma cidade noturna e caótica. Ou um notebook com carga infinita que liga velozmente no meio da noite diante de uma inspiração.

A realidade de escrever um livro, amigos, é um chute na produtividade e um abraço gostoso e peludo na procrastinação. Desde que me propus ao meu projeto, sigo sendo estapeada por todos os clichês do escritor, desde os mais aconchegantes até os mais ridículos, sem cerimônia alguma de admitir. A marmita do dia seguinte precisa ser feita, o sono me vence durante a semana e todos os projetos acabam sendo colocados numa caixa mental para ser aberta obrigatoriamente e vergonhosamente somente quando alguém pergunta “e aí Re, e o livro?”. 

QUALQUER outro projeto de visitação lunar se torna mais próximo e fácil que não seja escrever o bendito livro.

Bem. Ainda continua nos planos. Mais que o curso de datilografia.


Esqueci o nome do filme que marcou minha vida

Como muitas outras coisas que esqueço na vida, exceto as inúteis

Quando eu era adolescente – por volta de 1999 -, meu irmão tinha uma locadora de VHS, aquelas clássicas que além dos filmes, tinha TVs pra jogar playstation pagando pela hora e salgadinho elma chips com tazo.

O dono de uma outra locadora local vendeu várias VHS para meu irmão “encher” a locadora, e meu irmão, já ciente de minha cinefilia juvenil, me deu uma função honorária: assistir a TODOS os VHS (eram cerca de 200) para ver se não tinha nenhum “mastigado” na fita, que causava danos na apresentação do vídeo.

um VHS com defeito na fita aparecia assim na TV

No meio dessa infinidade de filmes, assisti muita coisa boa, muita coisa ruim, e uma outra categoria que eu encaixei em “talvez eu nunca mais apague isso da minha cabeça”.

Nesta terceira categoria, assisti a um filme que já até cogitei ser um sonho. Mesmo perguntando pra todas as pessoas do universo e todos me olharem com cara de incredulidade, indiferença e até pena, e embora eu tenha uma imaginação muito fértil, não me sinto na capacidade de criar um roteiro tão audacioso. Eu assisti a essa obra prima da sétima arte, caro leitor.

Numa pegada bem frankensteniana, o filme tratava-se de um cientista que resolveu unir partes de várias pessoas – em boa parte no sentido literal mesmo, transgressores sociais – e transformar num único ser que vou chamar de Mateus.

Também conhecido como “ideia de girico”, já carregava a obviedade de que isso não era lá a melhor ideia científica: Mateus começou a ter lembranças do passado de cada parte costurada do seu corpo e sofrer consequências mentais disso. Uma dó, gente.

De qualquer modo, achei aquilo tão incrível, pois era um filme bem mal feito, o cenário num infinito branco e as partes do corpo do Mateus por vezes lembrava o clipe de Gotye (e se bem-mal me lembro, o frankenstein plagiado tinha cabelos longos também).

Achei incrível pois a história era HORRIVELMENTE clichê, o filme tinha uma produção toda perfeita pra dar errado, mas mesmo assim ele EXISTIA e eu fiquei “uau, e não é que dá mesmo pra colocar qualquer coisa nesse mundo, alguém vai assistir e pode até achar legal?”

e fazer um post num blog em 2019 sobre ele.

mas eu esqueci. esqueci o nome do filme que marcou a minha vida.

será que o Gotye já viu esse filme? fica a dúvida.

Chilli Vegano Rápido

é sempre assim: procuro uma receita / encontro mil versões / adapto ao que eu tenho aqui e acabo fazendo a “minha” versão (aka versão mais simples e suficiente para matar a vontade).

fazia uns dias que planejávamos uma comida mexicana, e fui adiando por conta do “doritos”: eu não achava nenhum de mercado sem traços de leite e estava com preguiça de fazer a versão caseira. encontrei essa receita no canal das viewganas mas já vou logo avisando: é chata de fazer, embora fique muito gostoso.

a receita abaixo é do tal chilli. a versão tradicional é com feijão e carne moída, mas se você caiu aqui de paraquedas, aviso: sou vegana, por isso a versão é com PTS.

ficou muito bom e fizemos bem rápido. o mais demorado são os nachos mesmo, mas valeu a pena pois juntos, eles são uma dupla imbatível!

Chilli Vegano

Chiili vegano: pros apimentados e ousados!

Ingredientes:

  • 2 xícaras de PTS (proteína de soja texturizada) hidrata e bem escorrida. No mercado já existem marcas de PTS não-trangênicas, caso seja do seu interesse. Se você não sabe como hidratar a PTS, recomendo esse vídeo aqui.
  • 1 lata de tomate pelado em cubos ou um sachê/uma xícara de molho de tomate da sua preferência
  • 1 tomate picado
  • 1 cebola grande picada
  • 3 dentes de alho picados
  • Meio Pimentão picado (pode ser verde, vermelho ou o amarelo)
  • Molho de pimenta de sua preferência ou pimenta picada (eu usei o molho SRIRACHA)
  • 2 xícaras de feijão jalo cozido e escorrido (pode ser feijão vermelho ou outro que você tiver/encontrar no mercado, desses de caixinha mesmo.)
  • 1 colher (café) de cominho
  • Fumaça em pó ou líquida a gosto (opcional)
  • Sal a gosto

Modo de preparo:

  • Numa panela, comece refogando a cebola e o alho no óleo ou azeite, até dourarem levemente.
  • Adicione a PTS já hidratada e adicione o sal. Refogue bastante.
  • Dê 6 borrifadas de fumaça líquida ou 1 adicione colher (sobremesa) de fumaça em pó
  • Acrescente o molho de tomate e um pouco de água (cerca de meia xícara), se necessário. O molho precisa de um tempo para incorporar então talvez seja necessário adicionar um pouco de água.
  • Acrescente o pimentão e o tomate
  • Adicione o cominho em pó, a pimenta e verifique o sal.
  • Acrescente o feijão cozido.
  • Deixe tudo ferver em fogo baixo até que o “molho” esteja grosso, mas cuidado para não queimar no fundo. Vá mexendo levemente vez ou outra.
  • Por último, adicione a salsa picada.

Gostou dessa receita? Confira as outras aqui no blog ou nos meus destaques no Instagram!