
Adoro contar toda a trajetória da minha paixão sobre desenho. Mas ela é curta e sem muito “plot twist“, por assim dizer. Na verdade, não envolve nenhuma magia, nenhum “olha como eu virei uma profissional respeitada e incrível” – simplesmente por esse dia nunca ter chegado, e talvez ele nunca chegue. E tá tudo bem.
Eu sou uma “farsa”, e eu aceito bem isso. Sou autodidata, nunca fiz curso e criei técnicas para desenho que não é nada que envolve ostentação, só besteiras e gambiarras (amo/sou gambiarra). Imagino coisas e às vezes não consigo colocar no papel. Mas se estiver disposta, coloco e não tô nem aí se ficar tosco, afinal, o que vale sempre é a ideia.
Sabe aqueles rascunhos lindos das páginas de desenhos? Acho incrível, mas digamos que rascunhos raramente fazem parte da minha vida. Vez ou outra eu penso “essa ideia é DIGNA de um rascunho”, mas na maior parte o pensamento é “ah, foda-se o rascunho”. Começo uns traços sem muitas pretensões e CATCHUNCK! EUREKA! AU REVOIR! INSHALÁ!

Vi um texto esses dias no Medium de uma moça que simplesmente traça em cima de fotos, uma traço bem tremelico mesmo, sem grandes pompas, coloca uma corzinha e plim, ela tem postagens ilustradas. Até o livro dela, se entendi bem, são de ilustrações feitas assim, na maior gambiarra assumidíssima. Achei maravilhoso.
Sabe o mais importante de tudo isso? Não ficar de papo mole com nossos impedimentos. Ela não sabia desenhar, mas foi lá e deu um jeitinho. Às vezes tá tudo ali, esperando que a gente abrace e né… aquela fala besta de “você precisa de TÉCNICA pra fazer isso” te impede e pluf, as ideias vão embora junto com esse pensamento limitador. Que merda, né?
Com rascunho ou sem, o importante é ser feliz fazendo gostoso. Né não?
(ai que fechamento ridículo de frase final de post, mas cês entenderam, não entenderam?)
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